"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles".

terça-feira, 25 de maio de 2010

HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

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Nesta disciplina, o objetivo será oferecer ao estudante de Pedagogia uma oportunidade de reflexão sobre a dimensão histórica do fenômeno educativo — sua finalidade, seus conteúdos, sua organização — para que possa melhor compreender a educação atual e contribuir de forma eficaz para o desenvolvimento de um sistema educacional mais voltado para a realização humana.

Para tanto, procuraremos ressaltar os conceitos de educação, sociedade e escolarização, as características da educação na Antiguidade, o panorama dos sistemas escolares na Europa na Idade Média, o surgimento da Escola Moderna e dos Sistemas Escolares Estatais, mas com o enfoque voltado para a educação no Brasil Colônia e Império, situando os tópicos aos pontos de vista extraídos de autores das determinadas épocas, com o objetivo de estimular a reflexão e a discussão tão necessárias a nossa história educacional.

Para avaliarmos a aprendizagem, nossa proposta é a de adotarmos critérios como a prática de elaboração de pesquisas e resumos para discussão dos assuntos estudados; fichamentos dos principais temas abordados; com a interação através de atividades e nas avaliações formais [verificações de aprendizagem] e informais [participação e dedicação nas atividades].

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da educação e da pedagogia. 3a. ed., São Paulo: Moderna, 2006.

FREIRE, Paulo. História das idéias pedagógicas. São Paulo: Ática, 1997.

LOPES, Eliane. T.; GALVÃO, Ana Maria. História da Educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

MANACORDA, Mario Alighiero. História da educação: da antiguidade aos nossos dias. Trad. Gaetano Lo Mônaco. 12ª. ed., São Paulo: Cortez, 2006.

PILETTI, Claudino; PILETTI, Nelson. História da educação. 7ª. ed., São Paulo: Ática, 2006.

RIBEIRO, Maria Luísa Santos. História da Educação Brasileira e Organização Escolar. 14 ed. Campinas: Autores Associados, 1995.

SPEDO, H. M. L. História da Educação no Brasil e Leituras. São Paulo: Tonsom, 2003.

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segunda-feira, 24 de maio de 2010

O emprego do "hífen" com o Novo Acordo Ortográfico

Nova Regra:

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por "r" ou "s", sendo que essas devem ser dobradas

Regra Antiga: ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidae, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível

Como Será: antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, inrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, suprarrenal, suprassensível

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obs: em prefixos terminados por "r", permanece o hífen se a palavra seguinte for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, hiper-requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super-realista, super-resistente etc.

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Nova Regra:

O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal

Regra Antiga: auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular, ultra-elevado

Como Será: autoafirmação, autoajuda, autoaprendizabem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semiárido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado.

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Obs: esta nova regra vai uniformizar algumas exceções já existentes antes: antiaéreo, antiamericano, socioeconômico etc.

Obs2: esta regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por "h": anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo etc.

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Nova Regra:

Agora utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal.

Regra Antiga: antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus, microorgânico

Como Será: anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus, micro-orgânico

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obs: esta regra foi alterada por conta da regra anterior: prefixo termina com vogal + palavra inicia com vogal diferente = não tem hífen; prefixo termina com vogal + palavra inicia com mesma vogal = com hífen

obs2: uma exceção é o prefixo "co". Mesmo se a outra palavra inicia-se com a vogal "o", NÃO se utiliza hífen.

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Nova Regra:

Não usamos mais hífen em compostos que, pelo uso, perdeu-se a noção de composição

Regra Antiga: manda-chuva, pára-quedas, pára-quedista, pára-lama, pára-brisa, pára-choque, pára-vento

Como Será: mandachuva, paraquedas, paraquedista, paralama, parabrisa, pára-choque, paravento

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Obs: o uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constitui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva-doce, mal-me-quer, bem-te-vi etc.

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OBSERVAÇÕES GERAIS

O uso do hífen permanece:

Em palavras formadas por prefixos "ex", "vice", "soto". Ex.: ex-marido, vice-presidente, soto-mestre

Em palavras formadas por prefixos "circum" e "pan" + palavras iniciadas em vogal, M ou N. Ex.: pan-americano, circum-navegação

Em palavras formadas com prefixos "pré", "pró" e "pós" + palavras que tem significado próprio. Ex.: pré-natal, pró-desarmamento, pós-graduação

Em palavras formadas pelas palavras "além", "aquém", "recém", "sem". Ex.: além-mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-nascidos, recém-casados, sem-número, sem-teto

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Não existe mais hífen:

Em locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais). Ex.: cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel, sala de jantar, cartão de visita, cor de vinho, à vontade, abaixo de, acerca de etc. Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa

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domingo, 23 de maio de 2010

10 dificuldades a serem superadas

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1 - Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.

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2 - Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.

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3 - A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.

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4 - Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.

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5 - Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.

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6 - Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.

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7 - O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.

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8 - À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.

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9 - Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).

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10 - Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.

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sábado, 22 de maio de 2010

Comentários irreverentes sobre clássicos da literatura

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1) Leon Tolstoi: Guerra e Paz. Paris, Ed. Chartreuse.

Um rapaz não quer ir à guerra por estar apaixonado e por isso Napoleão invade Moscou. A mocinha casa-se com outro.

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2) Marcel Proust: Em Busca do Tempo Perdido. Paris, Gallimard. 1922.

Um rapaz asmático sofre de insônia porque a mãe não lhe dá um beijinho de boa-noite. No dia seguinte come um bolo e escreve um livro. Nessa noite tem um ataque de asma porque a namorada (ou namorado?) se recusa a dar-lhe uns beijinhos. Tudo termina num baile onde estão todos muito velhinhos - e pronto.

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3) Luís de Camões: Os Lusíadas. Editora Lusitania.

Um poeta com insônia decide encher o saco do rei e contar-lhe uma história de marinheiros que, depois de alguns problemas (logo resolvidos por uma deusa super-gente-fina), ganham a maior boa vida numa ilha cheia de mulheres gostosas.

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4) Gustave Flaubert: Madame Bovary.

Uma dona de casa mete o chifre no marido e transa com o padeiro, o leiteiro, o carteiro, o homem do boteco, o dono da mercearia e um vizinho cheio da grana. Depois entra em depressão, envenena-se e morre.

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5) William Shakespeare: Romeu e Julieta. Londres, Oxford Press.

Dois adolescentes doidinhos se apaixonam, mas as famílias proíbem o namoro, as duas turmas saem na porrada, uma briga danada, muita gente se machuca. Então um padre tem uma idéia idiota e os dois morrem depois de beber veneno, pensando que era sonífero.

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6) William Shakespeare: Hamlet. Londres, Oxford Press.

Um príncipe com insônia passeia pelas muralhas do castelo, quando o fantasma do pai lhe diz que foi morto pelo tio que dorme com a mãe, cujo homem de confiança é o pai da namorada, que entretanto se suicida ao saber que o príncipe matou o seu pai para se vingar do tio que tinha matado o pai do seu namorado e dormia com a mãe. O príncipe mata o tio que dorme com a mãe, depois de falar com uma caveira e morre assassinado pelo irmão da namorada, a mesma que era doida e que tinha se suicidado.

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7) Sófocles: "Édipo-Rei" - tragédia grega. Várias edições.

Maluco tira uma onda, não ouve o que um ceguinho lhe diz e acaba matando o pai, comendo a mãe e furando os olhos. Por conta disso, séculos depois, surge a psicanálise que, enquanto mostra que você vai pelo mesmo caminho, lhe arranca os olhos da cara em cada consulta.

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8) William Shakespeare: Othelo.

Um rei otário, tremendo zé-ruela, tem um amigo muito fdp que só pensa em fazê-lo de bobo. O tal "amigo" não ganha um cargo no governo e resolve se vingar do rei, convencendo-o de que a rainha está dando pra outro. O zé-mané acredita e mata a rainha. Depois descobre que não era corno, mas apenas muito burro por ter acreditado no traíra. Prende o cara e fica chorando sozinho.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Mar Portuguez

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Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

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Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

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Mar Portuguez: Claro que o vocábulo português não é escrito com guez. Já foi. Nem sei dizer quando mudou, tantas as mudanças ortográficas da língua. A expressão faz parte do poema Mensagem, que canta a "possessio maris". Todas as reedições das obras de Fernando Pessoa mantêm determinadas expressões de Mensagem à antiga, como esta, o Mar Portuguez, assim mesmo, de antigamente, Occidente e Oriente. Aproveite e (re)leia Mensagem, na íntegra, aqui no seu JP. Leia também o magnífico ensaio da Nelly Novaes Coelho.

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O Tesouro de Bresa

Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso? Um dia, parou na porta de sua humilde casa, um velho mercador da fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes. Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos. Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares. Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.

Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido. Qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: "o segredo do tesouro de Bresa." Que tesouro seria esse? Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando. Mais adiante decifrou: "o tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo." Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro. Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus. Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.

Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa.

Continuando a ler o livro encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras. Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas. Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.

Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino,em decorrência de seu vasto conhecimento.

Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo. Graças a seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo. No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro.

Certa vez, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo esclareceu:

"O tesouro de Bresa já está em vosso poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa saber e Harbatol quer dizer trabalho." Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros maiores do que os que se ocultam no seio da terra.

Tinha razão o velho sacerdote.

Bresa o gênio, guarda realmente um tesouro valiosíssimo que qualquer homem esforçado e inteligente pode conseguir, essa riqueza prodigiosa não se acha, porém, perdida no seio da terra nem nas profundezas do mares encontrá-la-eis,sim, nos bons livros, que, proporcionando saber aos homens,abrem para aqueles que se dedicam aos estudos, com amor e tenacidade, as grutas maravilhosas de mil tesouros encantados.

Malba Tahan - O livro de Aladim.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Gírias americanas no Twitter: um mapa para todo mundo ver


Hi, everyone!

Já reparou como vocabulário e gíria mudam aqui no Brasil, dependendo de onde você está, não? (entre RJ e SP, que nem são tão distantes um do outro, já tem muita diferença)

É claro que com inglês é a mesma coisa. Pensando nisso, David Bamman - um pesquisador da área de computação aplicada à linguística em Boston - desenvolveu um trabalho super interessante: no site Lexicalist, ele mostra um levantamento das gírias usadas por residentes dos EUA no Twitter, e como o uso se distribui por estado.

Veja como o próprio David explicou o que ele fez em um email:

I'm analyzing people's posts on Twitter and inducing demographics from it (including geography, age and gender), which I then plot on a map. This lets you see where certain vocabulary words are used in the US more than others.

Ele citou os exemplos de hella (= "hell of a", "hell of a lot" = really, totally, a lot), que é super popular na California, e bruh (= brother), muito popular nos estados do sul.

Você pode fazer uma busca por uma gíria qualquer e ver o que dá, claro. Por exemplo, vamos buscar o termo "wassup" (= What's up? E aí?)

  1. Acesse o site Lexicalist
  2. Insira wassup na caixinha de busca e clique "search keyword"
  3. O parágrafo inicial diz que o uso de wassup hoje está 10% maior do que há um mês
  4. Veja no mapa a região mais clara: ali é onde wassup é mais usado, ao contrário do "meião" do país.
  5. Clique no mapa para ver o breakdown por estado (a distribuição do total por estado).

Outra coisinha legal que você pode olhar: compare o bruh alí de cima com bro (os dois são gíria para brother, que por sua vez também é usado como gíria).

Eu, pessoalmente, achei a ideia super interessante e sei que muita gente vai gostar. Apesar do twitter não representar a população em geral, o trabalho do David dá uma boa ideia do que está em uso em diferentes locais dos Estados Unidos.

Se eu fosse visitar algum estado americano agora, com certeza ia tentar achar as gírias mais usadas por lá (eu sugeri a ele que fizesse um ranking das gírias mais populares por estado... quem sabe ele faça?)

Alguma sugestão? Como essas informações podem ser interessantes para quem aprende inglês?

Fonte: http://www.inglesonline.com.br/

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Uma lenda antiga

Há na Índia uma lenda antiga que nos conta sobre dois amigos que há algum tempo não se viam e que marcaram uma pescaria para se reencontrarem e pôr a conversa em dia. Para alegria deles, o dia marcado foi de um límpido céu azul e uma brisa agradável que soprava às margens do rio onde iriam passar as horas pescando.

Entre uma e outra fisgada entretinham-se em contar as novidades, os “causos” e outras piadas que sabiam. Além de suas vozes alegres a natureza expressava a sua exuberância no farfalhar das folhas ao vento e no marulhar das águas da correnteza que seguia rio abaixo.

Um dos amigos contava uma piada que foi interrompida por um grito. Olhando para frente e para os lados nada viram, a não ser a água cristalina que se movia ligeira por entre as pedras do rio. Mais alguns instantes e outros gritos se seguiram invadindo seus corações de angústia — mãos e pernas que ora estavam submersas, eram agora visíveis a uma certa distância da margem. Eram duas crianças que a correnteza levava rio abaixo. Sem trocar sequer um olhar ambos saltaram da margem e, exímios nadadores que eram, recuperaram as duas crianças inconscientes, mas vivas. Com o fôlego no limiar e mal recuperados do susto, eis que novos gritos surgem. Chocados, avistam vários pares de pernas e braços, entremeados por cabeças que sobem e descem ao agitar das águas bravias. Eram quatro crianças que a correnteza levava rio abaixo. Recobrados os ânimos pelo perigo iminente, os dois amigos lançam-se às águas, mas conseguem salvar somente duas, das quatro crianças que tentaram resgatar. Abalados emocional e fisicamente pelo esforço descomunal desprendido e pela perda das duas crianças, os dois amigos mal podiam acreditar nos gritos que novamente espalhavam-se pelos ares e chegavam aos seus ouvidos. Eram oito crianças que a correnteza levava rio abaixo. Um dos amigos, sem expressar palavra ou gesto, dá as costas ao cenário macabro e começa a correr. O outro, em desespero e perplexo pela reação do amigo, o interpela atônito: Que é isto? Está louco? Não vai me ajudar? O outro, que começara a correr, não parou e bradou a viva voz: Resgate quantas puder. Preciso impedir que continuem jogando crianças correnteza abaixo.

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AD

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Eu amo você, Língua Portuguesa

Às vezes sinto-me feliz e expresso minha felicidade ao seu lado, companheira amiga, mistério que estou sempre descobrindo. A felicidade tem corpo e cor e pulsa no meu coração e corre a se encontrar com você, então a felicidade vira palavra e eu sofro um pouco porque não sei qual a melhor palavra para expressar o que sinto... Alegria? Contentamento? Entusiasmo?

Certos momentos, você sabe, inunda-me uma tristeza sem fim. Mar cheio de ondas, covas profundas de dor e melancolia, então eu olho ao redor e vejo-me tão só, tão só que nem palavras tenho. Mas até nessa angústia completa sinto a necessidade de que você esteja por perto. É a primeira coisa que procuro: nomear a minha dor.

Em outro momento estou inventivo e encontro mil planos para melhorar o mundo, para fazer a vida dos outros mais feliz, para resolver todos os problemas, para que todos se sintam mais completos e verdadeiros. Nessas horas, também você está em mim e eu mergulho nas suas entranhas e tento levar você, a sua riqueza, até o outro que me escuta. Às vezes é tão difícil!

Faltam exércitos de grandes pensadores, como existem na língua inglesa ou france­sa. Faltam muitos poetas, filósofos, sábios, cientistas pensando em português. Expressar raciocínios mais elaborados em português é um verdadeiro desafio. É preciso ter paciên­cia... Você é um diamante, que vai ganhando brilho na lapidação de sua história. História de amor, que você faz com os que aprenderam a amar o seu idioma nas dificuldades de quem você é e de quem nós somos.

Assim eu amo e amar é dizer que se ama e eu amo em português. Não consigo me imaginar dizendo “I love you” para o ser amado e isso ter o mesmo gosto, a mesma sen­sação boa de amor que é dizer, mesmo com erro gramatical: “Eu te amo, você é o meu amor!” E é isso que digo agora, minha língua mãe, em que aprendi a ser quem sou: Eu te amo, você é o meu amor.

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LANDEIRA, José Luís e MATEOS, João Henrique

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

TEORIA DA LITERATURA

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Nesta disciplina temos como objetivo propiciar situações de estudos, leituras e pesquisas que possibilitem ao aluno capacitar-se para lidar com os conceitos, as funções, a constituição, a classificação, os caracteres, os gêneros das obras literárias e tornar-se apto a prosseguir estudos e pesquisas no campo literário.

Apresentando um conteúdo programático desmembrado em três partes, propomos o estudo da teoria da narrativa, da lírica e do drama, de forma a abranger todos os seus respectivos desdobramentos destas e a contemplar: os elementos estruturais da narrativa, as formas de narratividade, e com fartos exemplos de análise de textos narrativos; os elementos estruturais do poema, as formas e exemplos de liricidade; os elementos estruturais do drama e as formas de dramaticidade.

No desenvolvimento dos conteúdos, quanto aos procedimentos e técnicas de ensino, pretendemos atuar com: aulas expositivas, leituras e estudos dirigidos de textos, análise e interpretação de textos em equipes, exibição de filmes e apresentação de publicações pertinentes, pesquisas e seminários. Para consolidação dos conhecimentos transmitidos, os critérios de avaliação adotados serão: avaliações escritas, interações nos estudos e atividades grupais, elaboração de resumos e análises literárias.

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BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

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AGUIAR E SILVA, Vitor Manuel de. Teoria da literatura. 2.ed. Coimbra: Almedina, 1969.

ARISTOTELES. Poética. Trad. Eudoro de Sousa. Porto Alegre: Globo, 1966.

CULLER, Jonathan. Teoria literária: uma introdução. Trad. Sandra de Vasconcelos. São Paulo: Beca, 1999.

D´ONOFRIO, Salvatore. Teoria do texto 1: Prolegômenos e teoria da narrativa. 2.ed. São Paulo: Ática, 2004.

_____. Teoria do texto 2: Teoria da lírica e do drama. 1.ed. São Paulo: Ática, 2003.

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domingo, 16 de maio de 2010

Deuses Gregos

Anteros

Símbolo do amor desgraçado, da resistência ao amor, da vingança ao amor não correspondido ou ao desamor.

Apolo

Na lenda de Homero ele era considerado, principalmente, como o deus da profecia. Apolo era músico e encantava os deuses com seu desempenho com a lira. Era também um arqueiro-mestre e excelente corredor, sendo creditada a ele a primeira vitória nos Jogos Olímpicos. Era também o deus da agricultura, do gado, da luz e da verdade. Ensinou aos humanos a arte da cura. Talvez por causa de sua beleza, Apolo era representado com mais freqncia na arte antiga que qualquer outra divindade

Ares

Deus da guerra, sanguinário e agressivo, personificava a natureza brutal da guerra. Embora Ares fosse guerreiro e feroz, não era invencível, mesmo contra os mortais.

Aristeu

Era adorado como o protetor dos caçadores, pastores e rebanhos, e como o inventor da apicultura e da arte de cultivar azeitonas. Era largamente venerado como um deus beneficente e frequentemente era representado como um pastor juvenil carregando um cordeiro.

Asclépio

Deus greco-romano da medicina, com o poder de curar os enfermos. Era também patrono dos médicos e era representado como um homem barbudo, de olhar sereno, com o ombro direito descoberto e o braço esquerdo apoiado em um bastão, o caduceu, em volta do qual se enroscam duas serpentes, e que se transformou no símbolo da medicina.

Dionísio

Deus do vinho e da vegetação, que mostrou aos mortais como cultivar as videiras e fazer vinho.

Eros

Eros é descrito como o mais belo dos imortais, capaz de subjugar corações e triunfar sobre o bom senso. Deus do amor e do desejo.

Hades

Deus dos mortos. Em algum lugar na escuridão do mundo subterrâneo estava localizado o palácio de Hades. Era representado como um lugar fúnebre, escuro e repleto de portões, repleto de convidados do deus e colocado no meio de campos sombrios, uma paisagem assombrosa. Em lendas posteriores o mundo inferior é descrito como o lugar onde os bons são recompensados e os maus são punidos.

Hefesto

Deus do fogo, tornou-se o ferreiro divino e instalou suas forjas no centro dos vulcões. Patrono dos ferreiros e dos artesãos em geral, é responsável, segundo a lenda, pela difusão da arte de usar o fogo e da metalurgia

Hélio

Era a representação divina do Sol. Na Grécia clássica, Hélio foi cultuado em Corinto e sobretudo em Rodes, ilha que lhe pertencia e onde era considerado o deus principal, honrado anualmente com uma grande festa.

Hermes

Mensageiro dos deuses, tinha sandálias com asas, um chapéu alado e um caduceu dourado, ou vara mágica, entrelaçado por cobras e coroado com asas. Hermes era também o deus do comércio e o protetor dos comerciantes e dos rebanhos. Como a divindade dos atletas, ele protegia os ginásios e estádios e atribuía-se a ele a responsabilidade pela fortuna e a riqueza.

Himeneu

Deus do casamento. Personificação dos cantos nupciais.

Hipnos

Deus do sono.

Morfeu

Deus dos sonhos. Morfeu formava os sonhos que vinham para aqueles que adormeciam. Ele também representava seres humanos em sonhos.

Nereu

Deus do mar.

Orfeu

Poeta e músico. Recebeu a lira de Apolo e tornou-se um músico tão perfeito que não havia nenhum mortal capaz de ser melhor do que ele. Quando tocava e cantava, movia todos os seres animados e inanimados. Sua música encantava árvores e pedras, domesticava animais selvagens, e até mesmo os rios mudavam o seu curso na direção da música do jovem.

Pan

Pan ou Pã, cujo nome em grego significa "tudo", assumiu de certa forma o caráter de símbolo do mundo pagão e nele era adorada toda a natureza. Na mitologia grega, Pã era o deus dos caçadores, dos pastores e dos rebanhos. Representado por uma figura humana com orelhas, chifres, cauda e pernas de bode, trazia sempre uma flauta, a "flauta de Pã", que ele mesmo fizera.

Poseidon

Deus do mar. Na arte, Poseidon é representado como uma figura majestosa e barbada segurando um tridente, e frequentemente acompanhado por um golfinho.

Príapo

Deus da fertilidade, protetor dos jardins e dos rebanhos.

Urano

Personificação do céu, é o deus do firmamento. Na mitologia clássica não havia culto a Urano.

Zeus

O deus supremo do mundo, o deus por excelência. Presidia aos fenômenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades, criava os relâmpagos e o trovão e lançava a chuva com sua poderosa mão direita, à sua vontade, o raio destruidor; por outro lado mandava chuva benéfica para fecundar a terra e amadurecer os frutos. Chamado de o pai dos deuses, por que tinha autoridade sobre todos os deuses, dos quais era o chefe reconhecido por todos. Tinha o supremo governo do mundo e zelava pela ordem e da harmonia que reinava nas coisas.

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