"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles".

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Escolas terão de tocar Hino Nacional uma vez por semana

SIMONE IGLESIAS
da Folha de S.Paulo
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A partir de hoje, as escolas de ensino fundamental públicas e privadas de todo o país passam a ser obrigadas a executar uma vez por semana o Hino Nacional. A lei, de autoria do deputado Lincoln Portela (PR-MG), foi sancionada ontem (21) pelo vice-presidente no exercício da Presidência, José Alencar.
A lei não prevê data e horário para a execução do hino, ficando a critério dos estabelecimentos de ensino. O projeto também não prevê punição a quem não cumprir a lei.
Tramitam em várias Assembleias Legislativas e Câmaras do país projeto de lei estabelecendo a obrigatoriedade. Com a sanção presidencial, a obrigatoriedade passa a valer automaticamente, sem necessidade de estar prevista em legislações estaduais ou municipais.
Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, uma resolução obrigando à execução do Hino Nacional foi publicada pela prefeitura em junho deste ano.
Em 1936, o governo Getúlio Vargas determinou pela primeira vez a obrigatoriedade da execução do Hino Nacional nas escolas públicas e privadas de todo o país. Em 1971, durante o regime militar, passou a vigorar lei que trata dos símbolos nacionais, também obrigando à execução do hino nas escolas durante o hasteamento da bandeira, mas ela não definia a frequência com que ele deveria ser cantado pelos alunos.
Com a sanção presidencial, à lei 5700/71 é acrescido parágrafo obrigando a que ocorra uma vez por semana. Havia outros projetos tratando da obrigatoriedade de execução do Hino Nacional tramitando no Congresso.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Os direitos das crianças

Atualmente, cada vez mais se aprimoram os direitos das crianças, os seres mais frágeis e desprotegidos. O primeiro passo foi dado em 1959, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma declaração de dez pontos:

1
Direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.

2
Direito à proteção especial para seu desenvolvimento físico, mental e social.

3
Direito a um nome e a uma nacionalidade.

4
Direito à alimentação, à moradia e à assistência médica adequadas para a criança e a mãe.

5
Direito à educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.

6
Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade.

7
Direito à educação gratuita e ao lazer.

8
Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofe.

9
Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.

10
Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.

sábado, 19 de setembro de 2009

As semelhanças entre o Português e o Espanhol

Por ser uma língua tão parecida com o português, o espanhol tem muitos falsos cognatos (os heterosemánticos), aquelas palavras que se parecem muito ou são até iguais na escrita ao português, mas que tem significados diferentes.
O texto abaixo traz de maneira bem divertida vários heterosemánticos que estão com a tradução em português ao lado.
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La Presunta Abuelita
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Había una vez una niña que fue a pasear al bosque. De repente se acordó (lembrou-se) de que no le había comprado ningún regalo a su abuelita. Pasó por un parque y arrancó unos lindos pimpollos (botões de rosa) rojos (vermelhos). Cuando llegó al bosque vio una carpa (barraca) entre los árboles y alrededor unos cachorros (filhotes) de león comiendo carne. El corazón le empezó a latir (bater) muy fuerte. En cuanto (assim que, depois) pasó, los leones se pararon (ficaram em pé) y empezaron a caminar atrás de ella. Buscó algún sitio (lugar) para refugiarse y no lo encontró. Eso le pareció espantoso. A lo lejos vio un bulto que se movía y pensó que había alguien que la podría ayudar. Cuando se acercó vio un oso (urso) de espalda. Se quedó en silencio un rato (momento) hasta que el oso desapareció y luego (depois), como la noche llegaba, se decidió a prender (colocar) fuego para cocinar un pastel (bolo) de berro (agrião) que sacó del bolso (sacola). Empezó a preparar el estofado (cozido) y lavó también unas ciruelas (ameixas). De repente apareció un hombre pelado (careca) con el saco (jaqueta) lleno de polvo () que le dijo si podía compartir la cena con ella. La niña, aunque muy asustada, le preguntó su apellido (sobrenome). Él le respondió que su apellido era Gutiérrez, pero que era más conocido por el sobrenombre (apelido) Pepe.
El señor le dijo que la salsa (molho) del estofado estaba exquisita (saboroso) aunque un poco salada (salgado). El hombre le dio un vaso (copo) de vino y cuando ella se enderezó (se levantou) se sintió un poco mareada.
El señor Gutiérrez, al verla borracha (bêbada), se ofreció a llevarla hasta la casa de su abuela. Ella se peinó su largo (comprido) pelo (cabelo) y, agarrados del brazo, se fueron rumbo a la casita del bosque.
Mientras caminaban vieron unas huellas que parecían de zorro que iban en dirección al sótano (porão) de la casa. El olor de una rica salsa llegaba hasta la puerta. Al entrar tuvieron una mala impresión: la abuelita, de espalda, estaba borrando (apagando) algo en una hoja, sentada frente al escritório (escrivaninha). Con espanto vieron que bajo su saco asomaba una cola (cauda) peluda. El hombre agarró una escoba (vassoura) y le pegó (bateu em) a la presunta (suposta) abuela partiéndole una muela (dente molar). La niña, al verse engañada por el lobo, quiso desquitarse (descontar) aplicándole distintos golpes.
Entre tanto (Enquanto isso), la abuela que estaba amordazada, empezó a golpear la tapa del sótano (porão) para que la sacaran de allí. Al descubrir de dónde venían los golpes, consiguieron unas tenazas para poder abrir el cerrojo que estaba todo herrumbrado. Cuando la abuela salió, con la ropa toda sucia de polvo, llamaron a los guardas del bosque para contar todo lo que había sucedido.
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Fonte: www.dicasdeespanhol.com.br

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007

Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas.
Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública. As consequências seriam as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país. O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/10943.pdf

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

domingo, 13 de setembro de 2009

Confira algumas dicas para evitar erros ortográficos e gramaticais

1 - "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
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2 - "" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.
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3 - "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.
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4 - O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.
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5 - Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinquenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).
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6 - Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.
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7 - A corrida custa 50 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 50 reais.
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8 - Chegou "a" duas horas e partirá daqui "" cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
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9 - Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.
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10 - Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.

sábado, 12 de setembro de 2009

Gêneros narrativos da tradição oral

Em nossos estudos e reflexões sobre gêneros textuais, partimos do pressuposto que eles são as diferentes formas que as interações humanas assumem cotidianamente, ao longo do tempo. Consideramos, também, que eles são produzidos nas inúmeras esferas de atuação humana e são marcados pelo discurso dessas áreas onde nascem. Os gêneros jurídicos, por exemplo, são diversos, mas todos são marcados pelo discurso do ambiente jurídico.
Os gêneros são vivos, isto é, começam a ser usados em certos momentos da história, podem perdurar durante longo tempo e também podem desaparecer. Os gêneros textuais têm relativa estabilidade enquanto duram, isto é, ao mesmo tempo em que conservam características que os definem, sofrem transformações. Exemplos de gêneros novos são aqueles associados à internet, que nasceram e vêm se diversificando ao longo da última década, tomando, por vezes, o lugar de gêneros tradicionais: é o caso do blog, que vem substituindo, no cotidiano, algumas formas de diário pessoal. Podemos facilmente identificar gêneros que se transformam rapidamente ao longo da vida das pessoas: os gêneros musicais populares brasileiros são um exemplo disso. Há gêneros que deixam de circular em sua forma original como, por exemplo, o folhetim publicado nos rodapés dos jornais.
Outra reflexão que fazemos a respeito dos gêneros é que eles podem ser agrupados de acordo com a capacidade discursiva que neles predomina. Neste caso, temos considerado que podem ser reunidos em cinco grupos: Narrar, Argumentar, Expor, Relatar e Instruir .
O agrupamento do Narrar inclui todos os gêneros, orais e escritos, que estão a serviço do imaginário humano e que se valem, para serem produzidos, da subjetividade e da ficção. É nesse agrupamento que se encontram as narrativas tradicionalmente transmitidas pela oralidade, entre elas o conto de fadas, da tradição celta, o conto maravilhoso da tradição oriental, o conto de ensinamento, a fábula, a lenda, o mito, a paródia, os contos de animais e outros.
Todas essas narrativas possuem elementos comuns, que as aproximam: cenário (que engloba tempo e lugar imaginários em que ocorre a ação), personagens, enredo, conflito, resolução do conflito e desfecho final. Em oposição a essa estrutura comum a todas, cada uma apresenta aspectos singulares, permitindo o estabelecimento de diferenças entre elas.
O cenário: nas narrativas, o tempo é elemento essencial: nelas são contados acontecimentos encadeados no tempo, ainda que, no caso da tradição oral, seja um tempo do faz-de-conta, um tempo fora do tempo, a temporalidade da imaginação. A esse tempo imaginário se incorpora um espaço igualmente misterioso, formando com ele um todo inseparável, o que é indicado pelas fórmulas iniciais Era uma vez... ou Em um lugar muito distante vivia... Certa vez... É nesse todo que se inicia a constituição do narrado: que direção que a narrativa tomará? A ação ocorrerá em um lugar espacialmente distante, exótico para os ouvintes, ou em lugares já vividos e internalizados, mas carregados de referências familiares como a casa, a aldeia, o castelo, a estrada, o caminho, o campo, a floresta? Esses lugares estarão sombreados pelas emoções geradas pelo medo do novo ou estarão iluminados pela perspectiva da mudança trazida pela aventura?
Personagens: as narrativas da tradição oral são construídas em torno da ação do herói ou heroína. Nos contos de ensinamento, esses personagens centrais são pessoas pobres, mas capazes de vencer os poderosos usando a astúcia, a esperteza; nos contos de fadas, não é a esperteza que faz os heróis solucionarem os conflitos, mas elementos mágicos que podem ser fadas, duendes, seres extraordinários de um modo geral; nos contos maravilhosos, as personagens vivem e atuam em cenários carregados de referências a construções, espaços, mobiliário, roupas orientais e a presença do elemento mágico também é uma constante; nas fábulas, animais assumem vozes humanas que discutem questões sociais e políticas, caminhando para um desfecho moral.
Conflito: no conto tradicional, é o choque entre a personagem central, que em geral representa o bem, e forças do mal que se opõem a ela. É um acontecimento que quebra a tranquilidade inicial e obriga o herói ou heroína a “sair pelo mundo”, um acontecimento que “faz a narrativa andar”. O mal pode ser representado pelo vilão da história ou por seres mágicos, divindades etc.
Enredo: é a sucessão de acontecimentos ao longo da narrativa.
Resolução do conflito: é o momento em que o herói vence o vilão ou as forças do mal, usando a esperteza (se for um conto de ensinamento ou um conto de animais, por exemplo) ou apoiando-se em um elemento mágico (no caso dos contos de fadas ou maravilhosos).
Desfecho: momento final em que a história se resolve.
A organização das narrativas com base nesses elementos transfere-se da tradição oral para a escrita. Durante séculos, em diferentes momentos da história da literatura, é possível identificá-los em diferentes gêneros narrativos. É no final do século XIX e início do século XX que novos movimentos literários reúnem autores que quebram essa estrutura, buscando novos paradigmas para a organização de contos, romances e outros.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Desiderata

Do latim desideratum; aquilo que se deseja, aspiração
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Vá placidamente por entre o barulho e a pressa e lembre-se da paz que pode haver no silêncio. Tanto quanto possível, sem capitular, esteja de bem com todas as pessoas. Fale a sua verdade calma e claramente; e escute os outros, mesmo os estúpidos e ignorantes; também eles têm a sua história. Evite as pessoas barulhentas e agressivas. Elas são o tormento para o espírito. Se você se comparar a outros, poderá se tornar vaidoso e amargo; porque sempre haverá pessoas superiores e inferiores a você. Desfrute suas conquistas assim como seus planos. Mantenha-se interessado em sua própria carreira, mesmo que humilde; é o que realmente se possui na sorte incerta dos tempos. Exercite a cautela nos negócios; porque o mundo é cheio de artifícios. Mas não deixe que isso o torne cego à virtude que existe; muitas pessoas lutam por altos ideais; e por toda parte a vida é cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Principalmente não finja afeição, nem seja cínico sobre o amor; porque em face de toda aridez e desencantamento, ele é perene como a grama. Aceite gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência as coisas da juventude. Cultive a força do espírito para proteger-se num infortúnio inesperado. Mas não se desgaste com temores imaginários. Muitos medos nascem da fadiga e da solidão. Acima de uma benéfica disciplina, seja bondoso consigo mesmo. Você é filho do Universo, não menos que as árvores e as estrelas. Você tem o direito de estar aqui. E, quer seja claro ou não para você, sem dúvida o Universo se desenrola como deveria. Portanto, esteja em paz com Deus, qualquer que seja a sua forma de concebê-lo, e, seja qual for a sua lida e suas aspirações, na barulhenta confusão da vida, mantenha-se em paz com a sua alma. Com todos os enganos, penas e sonhos desfeitos, este ainda é um mundo maravilhoso. Esteja atento.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Chega de prosa

Você diz que não me quer
E fica com esse papo de amigo
Não fique brincando de amor
Brincar com o coração é um perigo.

Fica a proclamar tua liberdade
E ignoras quem profundamente te ama
Mas quando a solidão se torna verdade
Retorna sofregamente à minha cama.

No vai e vem desta relação intrigada
Na indiferença da existência humana
Por que tanta conversa mole?

Deixe de lado o orgulho gelado
Fruto de uma superficialidade insana
Quem ama não brinca... Quem brinca não ama!


(Juarez Firmino)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dentro da Noite

O conto trata da condição de Rodolfo, que teve encerrado o noivado com Clotilde, quando passou a perturbá-la com a obsessão que tinha de ficar enfiando um alfinete no braço da moça. Com o rompimento do compromisso, o rapaz passa a percorrer os caminhos da noite em busca de outras mulheres para praticar a sua infâmia. Pela maneira que o enredo se desenrola, tem-se a impressão de que a trama relata as impetuosidades dos usuários de drogas injetáveis, algo que em nenhum momento fica devidamente confirmado, o que se sabe, de fato, é que a mania do protagonista soa como um desvario de personalidade, um insano talvez deva ser a denominação apropriada para ser referir à condição da personagem. A cena se passa durante uma viagem de trem, quando encontrou o amigo Justino, a quem confidenciou as amarguras da situação em que se encontrava.
Confira um fragmento do conto no texto a seguir:
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“O rapaz que tinha o olhar desvairado perscrutou o vagão. Não havia ninguém mais - a não ser eu, e eu dormia profundamente... Ele então aproximou-se do sujeito gordo, numa ânsia de explicações.
— Foi de repente, Justino. Nunca pensei! Eu era um homem regular, de bons instintos, com uma família honesta. Ia casar com a Clotilde, ser de bondade a que amava perdidamente. E uma noite estávamos no baile das Praxedes, quando a Clotilde apareceu decotada, com os braços nus. Que braços! Eram delicadíssimos, de uma beleza ingênua e comovedora, meio infantil, meio mulher - a beleza dos braços das Oreadas pintadas por Botticelli, misto de castidade mística e de alegria pagã. Tive um estremecimento. Ciúmes? Não. Era um estado que nunca se apossara de mim: a vontade de tê-los só para os meus olhos, de beijá-los, de acariciá-los, mas principalmente de fazê-los sofrer. Fui ao encontro da pobre rapariga fazendo um enorme esforço, porque o meu desejo era agarrar-lhe os braços, sacudi-los, apertá-los com toda a força, fazer-lhes manchas negras, bem negras, feri-los... Por quê? Não sei, nem eu mesmo sei - uma nevrose! Essa noite passei-a numa agitação incrível. Mas contive-me. Contive-me dias, meses, um longo tempo, com pavor do que poderia acontecer O desejo, porém, ficou, cresceu, brotou, enraizou-se na minha pobre alma. No primeiro instante, a minha vontade era bater-lhe com pesos, brutalmente. Agora a grande vontade era de espetá-los, de enterrar-lhes longos alfinetes, de cosê-los devagarinho, a picadas. E junto de Clotilde, por mais compridas que trouxesse as mangas, eu via esses braços nus como na primeira noite, via a sua forma grácil e suave, sentia a finura da pele e imaginava o súbito estremeção quando pudesse enterrar o primeiro alfinete, escolhia posições, compunha o prazer diante daquele susto de carne que havia de sentir.”
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Dentro da Noite
João do Rio
pt.wikisource.org/.../Dentro_da_noite_(João_do_Rio)

domingo, 6 de setembro de 2009

Origem das palavras

Barroco
A origem da palavra Barroco é motivo de polemica. Há várias versões. A mais aceita diz que vem do vocábulo espanhol barrueco, que por sua vez deriva do português arcaíco. Os joalheiros, no século XVI, usavam a palavra barrueco para designar um tipo de pérola irregular e de formação defeituosa. Em oposição à disciplina das obras do Renascimento, surge, no século XVII, uma diversificada produção artística caracterizada pela maneira livre e até mesmo sob formas anárquicas, de grande imperfeição e mau gosto. Esse período artístico é designado Barroco.
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Sabotagem
Vem do francês sabot, que significa 'tamanco'. A palavra surgiu a partir da Revolução Industrial e aparentemente se originou do ato de trabalhadores grevistas e descontentes que intencionalmente jogavam seus tamancos nas máquinas para causar danos e paralisações. É possível que o termo esteja associado também ao ato desleixado de caminhar ruidosamente, arrastando os tamancos.
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Puxa saco
Esta expressão surgiu a partir de uma gíria militar. Puxa-sacos eram as ordenanças que, de modo submisso, carregavam os sacos de roupas dos oficiais em viagem.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Poesia e Linguagem Criativa


Editora Diálogos do Ser‏

Queridos amigos,

Com grande alegria queremos compartilhar a notícia do nascimento da Editora Diálogos do Ser, que é um desdobramento da missão conjunta da Unipaz Vale e do Instituto Diálogos do Ser. Ela nasce da necessidade de difundir idéias e obras pertinentes às nossas linhas de atuação: Ciências, Filosofia, Artes, Espiritualidade, Educação, Cultura, Meio Ambiente, Ações Sociais e Cultura de Paz.

Confiram as primeiras obras no e-folder abaixo, que já estão disponíveis em nosso site, no Instituto, e serão lançadas em breve no II Festival Mundial da Paz/ XI Congresso Holístico Internacional, em Goiânia-GO, de 04 a 07 de Setembro.

A Editora oferece a toda a nossa rede de parceiros, e a toda a Rede Unipaz condições especiais para distribuição dos livros, através de consignação. As unidades que tiverem interesse podem receber os livros lá no Festpaz, ou nas próprias unidades, fazendo contato conosco.

Toda a nossa equipe celebra, junto com a nossa rede de amigos, parceiros e colaboradores esta realização!
Nosso desejo é que estes livros possam cumprir sua vocação!

Um abraço fraterno,

Anna Patrícia
Instituto e Editora Diálogos do Ser
www.dialogosdoser.com
(12) 3153-1362