domingo, 25 de junho de 2017
O marketing no relacionamento pessoal
A presença do marketing em um relacionamento
pessoal: visão machista
Sexta-feira, um garotão de mais ou menos 18 anos começa a
confabular sobre as baladas do final de semana. Resolve telefonar para uns
amigos e decidem ir a um bar à noite.
A hora está chegando, 20 h. É hora de ele se arrumar:
veste uma camisa de MARCA, acessórios e, por fim, algumas gotas de um perfume:
MARKETING PESSOAL.
Às 21 h, todos se encontram em um bar da cidade e começam
a conversar: BRAINSTORMING.
Maurício (o garotão) percebe que uma menina começa a dar
mole para ele. Neste exato momento, ele corre um olhar da cabeça aos pés da
menina: AVALIAÇÃO DE PRODUTO. Olha ao redor para analisar outras possíveis
garotas que poderiam estar dando mole antes de tomar qualquer decisão:
COMPARAÇÃO ENTRE MARCAS.
Após a análise, Maurício tem certeza de que realmente
ela, a menina, é a única que está dando mole. Sendo assim, comenta com seus
amigos:
– Olha só aquela gata, não tira o olho de mim. Neste
exato momento, um dos seus amigos presentes diz:
– É a Ione, ela é super gente boa. Já estudei com ela no
colégio: PROPAGANDA.
– E ela está realmente uma gata, veja a sainha, o decote e
o batom: EMBALAGEM.
Maurício, com certo receio, pergunta aos amigos como deveria
ser sua abordagem perante a gata: POSICIONAMENTO DE COMUNICAÇÃO. Seus amigos recomendaram
que fosse devagar, com jeitinho, sem espantar: CONQUISTA DE CLIENTE.
Depois de muito pensar, decide ir até Ione. Já conversando
com ela, convida-a para um chope: TÉCNICA DE VENDA.
Durante o primeiro chope, o segundo, o terceiro etc., ele
inicia, como qualquer pessoa, perguntas a ela: O que gosta de fazer? O que faz?
Estuda? Trabalha? Onde mora? Que tipo de música escuta? PESQUISA DE MERCADO.
Depois de muito bate papo, consegue ficar com ela:
MERCHANDISING – DEGUSTAÇÃO NO PONTO DE VENDA.
Lá pelas 3 h da manhã, oferece para levá-la em casa:
ENTREGA EM DOMICÍLIO.
Evidentemente, já de posse do telefone dela e endereço:
BANCO DE DADOS.
Sábado, pela manhã, Maurício, que não é bobo nem nada,
vai até uma floricultura e compra rosas e bombons, solicitando que entreguem em
sua residência: PÓS-VENDA e PROMOÇÃO DE VENDAS – BRINDE.
Lá pelas 10 h, telefona para Ione e pergunta o que achou
dele, como foi a noite anterior e se gostou das rosas e dos bombons: PESQUISA
DE OPINIÃO VIA TELEMARKETING.
Conversa vai, conversa vem, e ela o convida para almoçar
em sua casa para conhecer seus pais. Já durante o almoço, o pai pergunta-lhe
quais as suas pretensões com Ione: MISSÃO.
Maurício responde que pretende namorar sério e não pensa
nada em curto prazo: VISÃO.
Maurício percebe que todos gostaram dele. E estavam
fazendo de tudo para deixá-lo à vontade, oferecendo várias coisas e fazendo
um verdadeiro baba-ovo do rapaz. Maurício sentia-se muito bem naquele
ambiente. Davam-lhe abertura para falar o que queria, apoiavam suas opiniões
etc.: ENDOMARKETING.
Já se despedindo, Maurício agradece e promete voltar
outras vezes: FIDELIZAÇÃO DE CLIENTE.
Despedindo-se de Ione, pergunta-lhe se quer namorá-lo. Ela
diz que sim: MARKETING DE RELACIONAMENTO.
Aproveitando o ensejo, convida-a para sair à noite: NOVOS
NEGÓCIOS.
Já na boate, Maurício percebe que outros garotões estão
de olho em Ione: ENTRADA DE NOVOS CONCORRENTES NO MERCADO.
Sendo assim, reúne seus amigos e começa a falar sobre o
assunto e pergunta-lhes sobre o que achavam da situação. Palpites, opiniões,
dicas, conselhos etc. Todos participavam em conjunto para solucionar um
problema comum: COMUNICAÇÃO INTEGRADA.
Após a conversa, ainda na boate, Maurício decide mudar de
postura em relação a Ione. Achava que estava babando muito ovo para ela.
Mudou o seu comportamento, ficou mais distante, mais frio: REPOSICIONAMENTO DE
MERCADO.
Não é que deu certo? Pelo menos aparentemente.
Semanas se passaram, e, certo dia, Maurício resolve fazer
uma surpresa para Ione, pegando-a na escola sem avisá-la. Chegando lá, vem a
surpresa negativa; ela estava grudada em outro garotão, que por coincidência
estava naquele dia na boate: INFIDELIDADE DO CONSUMIDOR.
Muito “P” da vida, Maurício telefona para seus amigos e
desabafa, reclama, chora etc.: CENTRAL DE ATENDIMENTO AO CLIENTE. Diz aos
amigos que ele não é feio, enche-a de presentes, está sempre ao lado dela
quando precisa, e que sempre a tratou muito bem: QUALIDADE TOTAL NO MIX DE
MARKETING.
Por fim, Maurício decide terminar o relacionamento. Por
mais que Ione se desculpasse, ele não voltou atrás: EXIGÊNCIA DO CONSUMIDOR.
TAVARES, Maurício. Comunicação
empresarial e planos de comunicação: integrando teoria e prática.
3. ed. São Paulo: Atlas, 2010.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Aprender a viver
“Adquiri, ao longo dos anos, a convicção
de que para todo indivíduo, inclusive para os que não a veem como uma vocação,
é valioso estudar ao menos um pouco de filosofia, nem que seja por dois motivos
bem simples.
O primeiro é que, nada podemos
compreender do mundo em que vivemos. É uma formação das mais esclarecedoras,
mais ainda do que a das ciências históricas. Por quê? Simplesmente porque a
quase totalidade de nossos pensamentos, de nossas convicções, e também de
nossos valores, se inscreve, sem que o saibamos, nas grandes visões do mundo já
elaboradas e estruturadas ao longo da história das ideias. É indispensável compreendê-las
para apreender sua lógica, seu alcance e suas implicações... [...]
Além do que ganha em compreensão,
conhecimento de si e dos outros por intermédio das grandes obras da tradição, é
preciso saber que elas podem simplesmente ajudar a viver melhor mais
livremente. [...]
Aprender a viver, aprender e não temer
em vão as diferentes faces da morte, ou simplesmente, a superar a banalidade da
vida cotidiana, o tédio, o tempo que passa, já era o principal objetivo das
escolas da Antiguidade grega. A mensagem delas merece ser ouvida, pois,
diferentemente do que acontece na história das ciências, as filosofias do
passado ainda nos falam. Eis um ponto importante que por si só merece reflexão.
Quando uma teoria científica se
revela falsa, quando é refutada por outra visivelmente mais verdadeira, cai em
desuso e não interessa a mais ninguém ― à exceção de alguns eruditos. As grandes
respostas filosóficas dadas desde os primórdios à interrogação sobre como se
aprende a viver continuam, ao contrário, presentes. Desse ponto de vista seria
preferível comparar a história da filosofia com a das artes, e não com a das ciências:
assim como as obras de Braque e Kandinsk não são ‘mais belas’ do que as de
Vermeer ou Manet, as reflexões de Kant ou Nietzsche sobre o sentido ou não sentido
da vida não são superiores ― nem, aliás, inferiores ―às de Epiteto, Epicuro ou
Buda. Nelas existem proposições de vida, atitudes em face da existência, que
continuam a se dirigir a nós através dos séculos e que nada pode tornar
obsoletas. As teorias científicas de Ptolomeu ou de Descartes estão
radicalmente ‘ultrapassadas’ e não têm outro interesse senão histórico, ao
passo que ainda podemos absorver as sabedorias antigas, assim como podemos
gostar de um templo grego ou de uma caligrafia chinesa, mesmo vivendo em pleno século
XXI.”
FERRY, Luc. Aprender a viver: filosofia para os novos tempos.
Rio de Janeiro: Objetiva, 2007. P. 15-17.
domingo, 21 de maio de 2017
Trem bala
Ana Vilela
Não é sobre ter
todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar, alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós
É sobre saber que em algum lugar, alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós
É saber se sentir
infinito
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar
Num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar
Então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar
Não é sobre chegar
no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações
A gente não pode
ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe para perto de mim
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe para perto de mim
Não é sobre tudo
que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra trás
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera, a vida já ficou pra trás
Segura teu filho no
colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Laiá, laiá, laiá,
laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Segura teu filho no
colo
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Sorria e abraça os teus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
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quarta-feira, 10 de maio de 2017
SEMÂNTICA
A semântica
estuda o significado das palavras e das expressões que constroem os textos.
Significação das Palavras
As
palavras, quando combinadas para formar frases, estabelecem diferentes relações
significativas. Veja algumas:
Sinônimos
Duas
palavras são sinônimas quando, em certo contexto, apresentam sentidos
iguais ou muito próximos.
Exemplos:
§ O
homem retornou para sua doce casa.
§ O
homem retornou para seu doce lar.
Acima,
“casa” e “lar” são sinônimos e, por isso, a primeira frase pode ser substituída
pela segunda sem grandes alterações de sentido.
Mas
cuidado! Não há sinônimos perfeitos. As palavras em questão são semanticamente
próximas, não idênticas. A palavra “casa” possui um sentido mais concreto; o
trecho “doce casa” faz o leitor pensar em um espaço aconchegante e agradável.
Por outro lado, a palavra “lar” possui um sentido mais abstrato, relacionado às
relações familiares; o trecho “doce lar” leva a imaginar uma família agradável
e de boa convivência.
➢ O conhecimento de
sinônimos é ferramenta importante na construção de textos bem escritos, nos
quais não existam desnecessárias repetições de palavras.
Hiperônimos / Hipônimos
Um
termo será chamado de hiperônimo quando, em relação a outro, tiver um sentido mais
genérico e um termo será chamado de hipônimo quando, em relação a outro, tiver
um sentido mais restrito.
Agora,
pense em duas palavras: gato / mamífero.
Percebeu
que o gato é apenas um animal entre tantos outros dentre as espécies dos que
são mamíferos?
Em
relação ao termo “gato”, “mamífero” tem um sentido mais genérico. Por isso, “mamífero”
é hiperônimo de “gato”.
Em
relação ao termo “mamífero”, “gato” tem um sentido mais restrito. Por isso, “gato”
é hipônimo de “mamífero”.
Antônimos
Duas
palavras são antônimas quando, em certo contexto, apresentam sentidos opostos
ou aproximadamente opostos.
Exemplos:
aberto
/ fechado
alto / baixo
bem / mal
bom / mau
bonito / feio
feliz / infeliz
➢ O conhecimento de
antônimos é fundamental para a compreensão de uma figura de linguagem chamada
antítese.
Homônimos
Dois
termos são homônimos quando, apesar de apresentarem significados diferentes, são
iguais na grafia ou na pronúncia.
As
palavras homônimas, dependendo da relação que têm entre si, podem ser:
➢ Homônimos perfeitos:
são termos idênticos na grafia e na pronúncia.
Exemplos:
canto (substantivo – extremidade; ângulo) / canto (verbo
“cantar”)
leve (adjetivo – pouco peso) / leve (verbo “levar”)
mangueira (substantivo – árvore) / mangueira (substantivo
– tubo plástico)
são (adjetivo – sadio) / são (verbo “ser”) / são (substantivo
– santo)
morro (substantivo – acidente geográfico) / morro (verbo
“morrer”)
cobre (substantivo – metal) / cobre (verbo “cobrar”) / cobre(verbo
“cobrir”)
➢ Homônimos homógrafos:
são termos idênticos apenas na grafia.
Exemplos:
almoço /ô/ (substantivo – refeição) / almoço
/ó/ (verbo “almoçar”)
colher /é/ (substantivo – objeto) / colher /ê/ (verbo)
governo /ê/ (substantivo – administração) / governo
/é/ (verbo “governar”)
torre /ô/ (substantivo – construção alta) / torre /ó/ (verbo
“torrar”)
molho /ô/ (substantivo – tempero) / molho /ó/ (verbo “molhar”)
➢ Homônimos homófonos:
são termos idênticos apenas na pronúncia.
Exemplos:
acento (substantivo – sinal gráfico) – assento (substantivo –
lugar de sentar)
coser (verbo “coser” – ato de costurar) / cozer (verbo “cozer” –
ato de cozinhar)
cessão (substantivo – ato de ceder) / sessão (subst. – tempo)
/ seção (subst. – parte)
caçar (verbo “caçar” – perseguir) / cassar (verbo “cassar” –
impedir; anular)
censo (substantivo – contagem) / senso (substantivo – sensatez)
espiar (verbo “espiar” – olhar) / expiar (verbo “expiar” – pagar
uma culpa)
incipiente (adjetivo – iniciante) / insipiente (adjetivo
– tolo; ignorante)
paço (substantivo – palácio) / passo (movimento das pernas)
serrar (verbo “serrar” – cortar com serra) / cerrar (verbo
“cerrar” – fechar)
estrato (substantivo – camada) / extrato (substantivo – trecho,
fragmento, resumo)
chácara (substantivo – pequena propriedade) /xácara (subst. – narrativa popular espanhola)
Parônimos
Dois
termos são parônimos quando apresentam grafia e pronúncia muito próximas.
Exemplos:
absolver (verbo – perdoar) / absorver (verbo
– sorver)
acostumar (verbo – habituar-se) / costumar (verbo
– ter por costume)
acurado (part. do verbo “acurar” – feito com cuidado) /apurado (part.
do verbo “apurar” – refinado)
afear (verbo – tornar feio) / afiar (verbo – amolar)
amoral – (adjetivo – indiferente à moral) / imoral (adjetivo –
contra a moral; devasso)
cavaleiro (substantivo – que anda a cavalo) / cavalheiro(substantivo
– homem educado)
comprimento (substantivo – extensão) / cumprimento(substantivo
– saudação)
deferir (verbo – atender) / diferir (verbo – adiar; retardar; ser
diferente)
delatar (verbo – denunciar) / dilatar (verbo – estender; ampliar)
descriminar (verbo – absolver) / discriminar (verbo
– separar)
eminente (adjetivo – alto; elevado; excelente) /
iminente(adjetivo – que ameaça acontecer)
emergir (verbo – sair de onde estava mergulhado) / imergir(verbo –
mergulhar)
emigrar (verbo – deixar um país) / imigrar (verbo – entrar num
país)
estádio (substantivo – praça de esporte) / estágio (substantivo –
aprendizado)
flagrante (adjetivo – evidente) / fragrante (adjetivo
– perfumado)
incidente (substantivo – circunstância acidental)
/ acidente (substantivo – desastre)
inflação (substantivo – aumento de preços, perda
do poder aquisitivo) / infração (adjetivo – violação)
infringir (verbo – desrespeitar) / infligir (verbo
– aplicar)
mandado (substantivo – ordem judicial) / mandato(substantivo –
tempo de um cargo político)
ótico (adjetivo – relativo ao ouvido) / óptico (adjetivo –
relativo à visão)
peão (substantivo – homem que anda a pé; homem do campo) /pião (substantivo
– brinquedo)
plaga (substantivo – região, país) / praga (substantivo –
maldição)
pleito (substantivo – disputa eleitoral; questão judicial) /preito (substantivo
– homenagem)
ratificar (verbo – confirmar) / retificar (verbo
– corrigir)
sortir (verbo – abastecer) / surtir (verbo – causar um efeito)
tráfico (substantivo – negócio ilícito) / tráfego (substantivo –
fluxo de veículos)
vultoso (adjetivo – volumoso) / vultuoso (adjetivo – inchado)
Expressão idiomática
Expressão
idiomática é uma sequência fixa de palavras (as palavras não podem ser alteradas)
que tem um sentido socialmente determinado e único.
As
expressões idiomáticas são próprias da fala coloquial e, por isso, participam, frequentemente,
de diálogos cotidianos.
Exemplos:
“agarrar com unhas e dentes” (não desistir de algo ou alguém
facilmente)
“andar feito barata tonta” (estar distraído)
“comprar gato por lebre” (ser enganado)
“meter o rabo entre as pernas” (submeter-se; acovardar-se)
“onde Judas perdeu as botas” (lugar remoto)
“o gato comeu a língua” (diz-se de pessoa calada)
“pensar na morte da bezerra” (estar distraído/a)
“pôr as barbas de molho” (precaver-se)
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terça-feira, 9 de maio de 2017
Funções da linguagem
AS SEIS FUNÇÕES BÁSICAS DA
LINGUAGEM
Função
referencial ou denotativa
Transmite dados
e informações de modo neutro e objetivo. É a linguagem típica dos textos
jornalísticos, do discurso científico, dos contratos e relatórios. O uso do verbo
costuma ser feito na terceira pessoa do singular.
Função
expressiva ou emotiva
Manifesta uma
expressão subjetiva, uma emoção ou ponto de vista. As interjeições e as
reticências são sinais reveladores da função emotiva, assim como o uso da primeira
pessoa.
Ex: Nós te amamos!
Função
apelativa ou conativa
Busca
interferir no comportamento do leitor, convencê-lo de algo ou lhe dar ordens ou
conselhos. Presente em manuais, livros didáticos e de autoajuda e textos
publicitários. É comum o uso dos verbos no imperativo.
Ex: Não perca esta promoção!
Função poética
Elabora a
mensagem de modo criativo e explora a linguagem figurada. Está presente na
poesia, em provérbios e em mensagens publicitárias.
Função fática
Inicia,
prolonga ou encerra um contato. É aplicada em situações em que o mais
importante não é a comunicação, mas sim o desejo de contato entre o emissor e o
receptor. Predomina nos momentos iniciais e finais de qualquer mensagem ou
conversa.
Ex: sim, claro, sem dúvida.
Função
metalinguística
Metalinguagem
ocorre quando o emissor explica um código usando o próprio código. Por exemplo,
uma poesia cujo tema e assunto seja poesia ou poeta. As gramáticas e os
dicionários são exemplos de metalinguagem, pois são palavras explicando
palavras.
Ex: Oração é
uma sentença com sentido completo organizada em torno de um verbo (para
explicar a oração usamos uma oração).
_
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domingo, 7 de maio de 2017
Império Romano
Sobre a grandeza do Império Romano
As
causas da grandeza de Roma, para avaliar a força, a pujança delas, nada melhor
do que considerar aquilo que elas produziram, a saber, a própria grandeza de
Roma.
Roma
notabilizou-se, desde cedo, pela vocação de grandeza. Um fato diz tudo. A própria
Constantinopla, construída sob o signo da hegemonia, vassalagem lhe rendeu:
para enobrecê-lá, chamaram-na Nova Roma.
Era
Roma cidade extensa, populosa, de ruas estreitas, febrilmente laboriosa.
Durante o dia, proibido nela tráfego de carros. O Coliseu, com três andares,
assemelhava-se ao nosso estádio do Maracanã̃; comportava cinquenta mil
espectadores; e tinha cobertura quando convinha. O Circo Máximo comportava
duzentos e cinquenta mil espectadores. Em suas pistas, brigas e quadrigas
corriam, pelejando por suas cores. Os prélios esportivos exerciam, tal como o
carnaval e futebol brasileiros, uma função política: em torno deles confraternizavam
as camadas sociais, retemperando a solidariedade nacional. Para tal congraçamento
contribuíam ainda outras instituições: a convivência no Fórum, praça central
onde se desenvolviam as atividades governamentais (judiciárias, legislativas e
administrativas); a frequência ao Campo de Marte; e o boletim noticioso.
A
zona periférica ampliou-se. Sila estendeu o pomerium,
as fronteiras sagradas, incorporando a Roma cidades italianas, e então ela
deixou de ser um pequeno Estado-cidade, como houve tantos na Antiguidade.
E
Roma era, sim, populosa. As divergências a respeito são abismais. Engel admite
uma média: entre seiscentos mil e um milhão de habitantes, ao tempo de Augusto.
A verdade é que a população variava muito. Tornou-se cosmopolita, a ponto de
surgir a classe dos Cavaleiros, classe aristocrática, quase toda de libertos.
Na
época de Nero, Roma tinha quatorze bairros periféricos, dos quais dez destruídos
no famigerado incêndio.
Sob
Augusto, havia cinco milhões de cidadãos romanos, e a população do Império era
de cinquenta milhões de habitantes, sendo oito milhões nas Gálias e cinco milhões
na Síria.
Para
comparação, citaremos: a Republica de Veneza, com cento e quarenta mil
habitantes, e seu império com dois milhões e meio; e Portugal, nos grandes
descobrimentos, possuía dois milhões e meio de habitantes. E Roma ficou riquíssima.
Graças aos tributos recebidos; e aos tesouros alocados; e aos presentes
ofertados; e aos saques efetuados. E mercê̂ do seu intenso comércio (inclusive
com o Oriente), servido por bancos e armazéns.
Toda
essa grandeza material era simples reflexo, decorrência da excelência das Instituições
Romanas. Instituições civis, políticas, militares.
Referência:
MONTESQUIEU,
Charles de Secondat, Baron de, 1689- 1755 Considerações
sobre as causas da grandeza dos romanos e da sua decadência / Montesquieu
; introdução, tradução e notas de Pedro Vieira Mota. — 2. ed. rev. — São
Paulo: Saraiva, 2005.
sábado, 6 de maio de 2017
App para escolas
Aplicativo conecta professores e alunos
Estudantes e educadores brasileiros podem se
cadastrar no Remind pelo https://www.remind.com, a ferramenta de comunicação
gratuita que é sucesso no mundo. Usado por cerca de 1 milhão de professores e
17 milhões de pais e alunos somente nos Estados Unidos, Remind chegou ao Brasil
graças à iniciativa da Fundação Lemann, que lançou a versão em português do
aplicativo. O Remind estimula o engajamento dos pais na educação dos filhos,
além de facilitar a comunicação dos professores com seus alunos.
Para desenvolver a ferramenta, os fundadores do
Remind perguntaram para 200 professores o que eles esperavam de um aplicativo
para sala de aula. A resposta? Um jeito simples de aumentar o engajamento de
pais e responsáveis na vida escolar dos filhos. “A Fundação Lemann acredita
muito nesse engajamento como forma de melhorar a Educação e, por isso, lança o
Remind, para que pais brasileiros possam se envolver de maneira rápida, segura
e eficiente”.
De acordo com um estudo conduzido
pela Universidade de Harvard, em média, a comunicação entre professores e a
família aumentaram as chances de os alunos concluírem os deveres de casa em 42%
e reduziram o número de vez em que os professores precisaram redirecionar a
atenção dos alunos para a tarefa principal em 25%. A comunicação entre
responsável e professor é fundamental para o sucesso do aluno e o Remind pode
assisti-lo nessa área.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Como nossos pais
Não quero lhe falar
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Meu grande amor
Das coisas que aprendi
Nos discos
Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa
Por isso cuidado, meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado pra nós
Que somos jovens
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado pra nós
Que somos jovens
Para abraçar meu irmão
E beijar minha menina na rua
É que se fez o meu lábio
O meu braço e a minha voz
E beijar minha menina na rua
É que se fez o meu lábio
O meu braço e a minha voz
Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantado
Como uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro da nova estação
E eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração
Pela minha paixão
Digo que estou encantado
Como uma nova invenção
Vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
O cheiro da nova estação
E eu sinto tudo na ferida viva
Do meu coração
Já faz tempo
E eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Esta lembrança
É o quadro que dói mais
E eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Esta lembrança
É o quadro que dói mais
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais
Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências, as aparências
Não enganam, não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Ainda são os mesmos
E as aparências, as aparências
Não enganam, não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu estou por fora
Ou então
Que eu estou enganando
Que eu estou por fora
Ou então
Que eu estou enganando
Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem
E hoje eu sei, eu sei
Que quem me deu a ideia
De uma nova consciência
E juventude
Está em casa
Guardado por Deus
Contando os seus metais
Que quem me deu a ideia
De uma nova consciência
E juventude
Está em casa
Guardado por Deus
Contando os seus metais
Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais
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