"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles".

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Paulo Freire - Pedagogia do oprimido

A contradição opressores-oprimidos.  Sua superação.
 A violência dos opressores que os faz também desumanizados, não instaura uma outra vocação – a do ser menos. Como distorção do ser mais, o ser menos leva os oprimidos, cedo ou tarde, a lutar contra quem os fez menos. E esta luta somente tem sentido quando os oprimidos, ao buscar recuperar sua humanidade, que é uma forma de criá-la, não se sentem idealisticamente opressores, nem se tornam, de fato, opressores dos opressores, mas restauradores da humanidade em ambos. E aí está a grande tarefa humanista e histórica dos oprimidos – libertar-se a si e aos opressores. Estes, que oprimem, exploram e violentam, em razão de seu poder, não podem ter, roeste poder, a força de libertação dos oprimidos nem de si mesmos. Só o poder que nasça da debilidade dos oprimidos será suficientemente forte para libertar a ambos. Por isto é que o poder dos opressores, quando se pretende amenizar ante a debilidade dos oprimidos, não apenas quase sempre se expressa em falsa generosidade, como jamais a ultrapassa. Os opressores, falsamente generosos, têm necessidade, para que a sua “generosidade” continue tendo oportunidade de realizar-se, da permanência da injustiça. A “ordem” social injusta é a fonte geradora, permanente, desta “generosidade” que se nutre da morte, do desalento e da miséria.
Daí o desespero desta “generosidade” diante de qualquer ameaça, embora tênue, à sua fonte. Não pode jamais entender esta “generosidade” que a verdadeira generosidade está em lutar para que desapareçam as razões que alimentam o falso amor. A falsa caridade, da qual decorre a mão estendida do "demitido da vida”, medroso e inseguro, esmagado e vencido. Mão estendida e trêmula dos esfarrapados do mundo, dos “condenados da terra”. A grande generosidade está em lutar para que, cada vem mais, estas mãos, sejam de homens ou de povos, se estendam menos, em gestos de súplica. Súplica de humildes a poderosos. E se vão fazendo, cada vez mais, mãos humanas, que trabalhem e transformem o mundo. Este ensinamento e este aprendizado têm de partir, porém, dos “condenados da terra”, dos oprimidos, dos esfarrapados do mundo e dos que com eles realmente se solidarizem. Lutando pela restauração de sua humanidade estarão, sejam homens ou povos, tentando a restauração da generosidade verdadeira.
Quem, melhor que os oprimidos, se encontrará preparado para entender o significado terrível de uma sociedade opressora? Quem sentirá, melhor que eles, os efeitos da opressão? Quem, mais que eles, para ir compreendendo a necessidade da libertação? Libertação a que não chegarão pelo acaso, mas pela práxis de sua busca; pelo conhecimento e reconhecimento da necessidade de lutar por ela. Luta que, pela finalidade que lhe derem os oprimidos, será um ato de amor, com o qual se oporão ao desamor contido na violência dos opressores, até mesmo quando esta se revista da falsa generosidade referida.
A nossa preocupação, neste trabalho, é apenas apresentar alguns aspectos do que nos parece constituir o que vimos chamando de Pedagogia do Oprimido: aquela que tem de ser forjada com ele e não para ele, enquanto homens ou povos, na luta incessante de recuperação de sua humanidade. Pedagogia que faça da opressão e de suas causas objeto da reflexão dos oprimidos, de que resultará o seu engajamento necessário na luta por sua libertação, em que esta pedagogia se fará e refará.
O grande problema está em como poderão os oprimidos, que “hospedam” ao opressor em si, participar da elaboração, como seres duplos, inautênticos, da pedagogia de sua libertação. Somente na medida em que se descubram “hospedeiros” do opressor poderão contribuir para o partejamento de sua pedagogia libertadora. Enquanto vivam a dualidade na qual ser é parecer e parecer é parecer com o opressor, é impossível fazê-lo. A pedagogia do oprimido, que não pode ser elaborada pelos opressores, é um dos instrumentos para esta descoberta crítica – a dos oprimidos por si mesmos e a dos opressores pelos oprimidos, como manifestações da desumanização.
Há algo, porém, a considerar nesta descoberta, que está diretamente ligado à pedagogia libertadora. É que, quase sempre, num primeiro momento deste descobrimento, os oprimidos, em lugar de buscar a libertação, na luta e por ela, tendem a ser opressores também, ou sub-opressores. A estrutura de seu pensar se encontra condicionada pela contradição vivida na situação concreta, existencial, em que se “formam”. O seu ideal é, realmente, ser homens, mas, para eles, ser homens, na contradição em que sempre estiveram e cuja superação não lhes está, clara, é ser opressores. Estes são o seu testemunho de humanidade.
Isto decorre, como analisaremos mais adiante, com mais vagar, do fato de que, em certo momento de sua experiência existencial, os oprimidos assumam uma postura que chamamos de “aderência” ao opressor. Nestas circunstâncias, não chegam a “admirá-lo”, o que os levaria a objetivá-lo, a descobri-lo fora de si.
Ao fazermos esta afirmação, não queremos dizer que os oprimidos, neste caso, não se saibam oprimidos. O seu conhecimento de si mesmos, como oprimidos, se encontra, contudo, prejudicado pela “imersão” em que se acham na realidade opressora. “Reconhecer-se” a este nível, contrários ao outro, não significa ainda lutar pela superação da contradição. Daí esta quase aberração: um dos pólos da contradição pretendendo não a libertação, mas a identificação com o seu contrário.
O “homem novo”, em tal caso, para os oprimidos, não é o homem a nascer da superação da contradição, com a transformação da velha situação concreta opressora, que cede seu lugar a uma nova, de libertação. Para eles, o novo homem são eles mesmos, tornando-se opressores de outros. A sua visão do homem novo é uma visão individualista. A sua aderência ao opressor não lhes possibilita a consciência de si como pessoa, nem a consciência de classe oprimida.
Desta forma, por exemplo, querem a reforma agrária, não para libertar-se, mas para passar a ter terra e, com esta, tornar-se proprietários ou, mais precisamente, patrões de novos empregados.
Raros são os camponeses que, ao serem “promovidos” a capatazes, não se tornam mais duros opressores de seus antigos companheiros do que o patrão mesmo. Poder-se-ia dizer – e com razão – que isto se deve ao fato de que a situação concreta, vigente, de opressão, não foi transformada. E que, nesta hipótese, o capataz, para assegurar seu posto, tem de encarnar, com mais dureza ainda, a dureza do patrão. Tal afirmação não nega a nossa – a de que, nestas circunstâncias, os oprimidos têm no opressor o seu testemunho de “homem”.
Até as revoluções, que transformam a situação concreta de opressão em uma nova, em que a libertarão se instaura como processo, enfrentam esta manifestação da consciência oprimida. Muitos dos oprimidos que, direta ou indiretamente, participaram da revolução, marcados pelos velhos mitos da estrutura anterior, pretendem fazer da revolução a sua revolução privada. Perdura neles, de certo modo, a sombra testemunhal do opressor antigo. Este continua a ser o seu testemunho de “humanidade”.
O “medo da liberdade”, de que se fazem objeto os oprimidos, medo da liberdade que tanto pode conduzi-los a pretender ser opressores também, quanto pode mantê-los atados ao status de oprimidos, é outro aspecto que merece igualmente nossa reflexão.
Um dos elementos básicos na mediação opressores-oprimidos é a prescrição. Toda prescrição é a imposição da opção de uma consciência a outra. Daí, o sentido alienador das prescrições que transformam a consciência recebedora no que vimos chamando de consciência “hospedeira” da consciência opressora.
Por isto, o comportamento dos oprimidos é um comportamento prescrito. Faz-se à base de pautas estranhas a eles – as pautas dos opressores.
Os oprimidos, que introjetam a "sombra” dos opressores e seguem suas pautas, temem a liberdade, a medida em que esta, implicando na expulsão desta sombra, exigiria deles que “preenchessem” o “vazio” deixado pela expulsão, com outro “conteúdo” – o de sua autonomia. O de sua responsabilidade, sem o que não seriam livres. A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige uma permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Não é também a liberdade um ponto ideal, fora dos homens, ao qual inclusive eles se alienam. Não é idéia que se faça mito. É condição indispensável ao movimento de busca em que estão inscritos os homens como seres inconclusos.
Daí, a necessidade que se impõe de superar a situação opressora. Isto implica no reconhecimento crítico, na “razão” desta situação, para que, através de uma ação transformadora que incida sobre ela, se instaure uma outra, que possibilite aquela busca do ser mais.
No momento, porém, em que se comece a autêntica luta para criar a situação que nascerá da superação da velha, já se está lutando pelo Ser Mais. E, se a situação opressora gera uma totalidade desumanizada e desumanizante, que atinge aos que oprimem e aos oprimidos, não vai ceder, como já afirmamos, aos primeiros, que se encontram desumanizados pelo só motivo de oprimir, mas aos segundos, gerar de seu ser menos a busca do ser mais de todos.
Os oprimidos, contudo, acomodados e adaptados, “imersos” na própria engrenagem da estrutura dominadora, temem a liberdade, enquanto não se sentem capazes de correr o risco de assumi-la. E a temem, também, na medida em que, lutar por ela, significa uma ameaça, não só aos que a usam para oprimir, como seus “proprietários” exclusivos, mas aos companheiros oprimidos, que se assustam com maiores repressões.
Quando descobrem em si o anseio por libertar-se, percebem que este anseio somente se faz concretude na concretude de outros anseios.
Enquanto tocados pelo medo da liberdade, se negam a apelar a outros e a escutar o apelo que se lhes faça ou que se tenham feito a si mesmos, preferindo a gregarização à convivência autêntica. Preferindo a adaptação em que sua não liberdade os mantém à comunhão criadora, a que a liberdade leva, até mesmo quando ainda somente buscada.
Sofrem uma dualidade que se instala na “interioridade” do seu ser. Descobrem que, não sendo livres, não chegam a ser autenticamente. Querem ser, mas temem ser. São eles e ao mesmo tempo são o outro introjetado neles, como consciência opressora. Sua luta se trava entre serem eles mesmos ou serem duplos. Entre expulsarem ou não ao opressor de “dentro” de si. Entre se desalienarem ou se manterem alienados. Entre seguirem prescrições ou terem opções. Entre serem espectadores ou atores. Entre atuarem ou terem a ilusão de que atuam, na atuação dos opressores. Entre dizerem a palavra ou não terem voz, castrados no seu poder de criar e recriar, no seu poder de transformar o mundo.
Este é o trágico dilema dos oprimidos, que a sua pedagogia tem de enfrentar.
A libertação, por isto, é um parto. E um parto doloroso. O homem que nasce deste parto é um homem novo que só é viável na e pela superação da contradição opressores-oprimidos, que é a libertação de todos. A superação da contradição é o parto que traz ao mundo este homem novo não mais opressor; não mais oprimido, mas homem libertando-se.
Esta superação não pode dar-se, porém, em termos puramente idealistas. Se se faz indispensável aos oprimidas, para a luta por sua libertação, que a realidade concreta de opressão já não seja para eles uma espécie de “mundo fechado” (em que se gera o seu medo da liberdade) do qual não pudessem sair, mas uma situação que apenas os limita e que eles podem transformar, é fundamental, então, que, ao reconhecerem o limite que a realidade opressora lhes impõe, tenham, neste reconhecimento, o motor de sua ação libertadora.
Vale dizer pois, que reconhecer-se limitadas pela situação concreta de opressão, de que o falso sujeito, o falso “ser para si”, é o opressor, não significa ainda a sua libertação. Como contradição do opressor, que tem neles a sua verdade, como disse Hegel, somente superam a contradição em que se acham, quando o reconhecer-se oprimidos os engaja na luta por libertar-se.
Não basta saber-se numa relação dialética com o opressor – seu contrário antagônico – descobrindo, por exemplo, que sem eles o opressor não existiria, (Hegel) para estarem de fato libertados. É preciso, enfatizemos, que se entreguem à práxis libertadora.
O mesmo se pode dizer ou afirmar com relação ao opressor, tomado individualmente, como pessoa. Descobrir-se na posição de opressor, mesmo que sofra por este fato, não é ainda solidarizar-se com os oprimidos. Solidarizar-se com estes é algo mais que prestar assistência a trinta ou a cem, mantendo-os atados, contudo, à mesma posição de dependência. Solidarizar-se não é ter a consciência de que explora e “racionalizar” sua culpa paternalistamente. A solidariedade, exigindo de quem se solidariza, que “assuma” a situação de com quem se solidarizou, é uma atitude radical.
Se o que caracteriza os oprimidos, como “consciência servil” em relação à consciência do senhor, é fazer-se quase “coisa” e transformar-se, como salienta Hegel”, em “consciência para outro”, a solidariedade verdadeira com eles está em com eles lutar para a transformação da realidade objetiva que os faz ser este "ser para outro”.
O opressor só se solidariza com os oprimidos quando o seu gesto deixa de ser um gesto piegas e sentimental, de caráter individual, e passa a ser um ato de amor àqueles. Quando, para ele, os oprimidos deixam de ser uma designação abstrata e passam a ser os homens concretos, injustiçados e roubados. Roubados na sua palavra, por isto no seu trabalho comprado, que significa a sua pessoa vendida. Só na plenitude deste ato de amar, na sua existenciação, na sua práxis, se constitui a solidariedade verdadeira.
Dizer que estes homens são pessoas e, como pessoas, são livres, e nada concretamente fazer para que esta afirmação se objetive, é uma farsa.
Da mesma forma como é, em uma situação concreta – a da opressão – que se instaura a contradição opressor-oprimidos, a superação desta contradição só se pode verificar objetivamente também.
Dai, esta exigência radical, tanto para o opressor que se descobre opressor; quanto para os oprimidos que, reconhecendo-se contradição daquele, desvelam o mundo da opressão e percebem os mitos que o alimentam – a radical exigência da transformação da situação concreta que gera a opressão.

Parece-nos muito claro, não apenas neste, mas noutros momentos do ensaio que, ao apresentarmos esta radical exigência – a da transformação objetiva da situação opressora – combatendo um imobilismo subjetivista que transformasse o ter consciência da opressão numa espécie de espera paciente de que um dia a opressão desapareceria por si mesma, não estamos negando o papel da subjetividade na luta pela modificação das estruturas. Não se pode pensar em objetividade sem subjetividade. Não há uma sem a outra, que não podem ser dicotomizadas.
A objetividade dicotomizada da subjetividade, a negação desta na análise da realidade ou na ação sobre ela, é objetivismo. Da mesma forma, a negação da objetividade, na análise como na ação, conduzindo ao subjetivismo que se alonga em posições solipsistas, nega a ação mesma, por negar a realidade objetiva, desde que esta passa a ser criação da consciência. Nem objetivismo, nem subjetivismo ou psicologismo, mas subjetividade e objetividade em permanente dialeticidade.
Confundir subjetividade com subjetivismo, com psicologismo, e negar-lhe a importância que tem no processo de transformação do mundo, da história, é cair num simplismo ingênuo. É admitir o impossível: um mundo sem homens, tal qual a outra ingenuidade, a do subjetivismo, que implica em homens sem mundo.
Não há um sem os outros, mas ambos em permanente integração.
Em Marx, como em nenhum pensador crítico, realista, jamais se encontrará esta dicotomia. O que Marx criticou e, cientificamente destruiu, não foi a subjetividade, mas o subjetivismo, o psicologismo.
A realidade social, objetiva, que não existe por acaso, mas como produto da ação dos homens, também não se transforma por acaso. Se os homens são os produtores desta realidade e se esta, na “invasão da práxis”, se volta sobre eles e os condiciona, transformar a realidade opressora é tarefa histórica, é tarefa dos homens.
Ao fazer-se opressora, a realidade implica na existência dos que oprimem e dos que são oprimidos. Estes, a quem cabe realmente lutar por sua libertação juntamente com os que com eles em verdade se solidarizam, precisam ganhar a consciência crítica da opressão, na práxis desta busca.
Este é um dos problemas mais graves que se põem à libertação. É que a realidade opressora, ao constituir-se como um quase mecanismo de absorção dos que nela se encontram, funciona como uma força de imersão das consciências.
Neste sentido, em si mesma, esta realidade é funcionalmente domesticadora. Libertar-se de sua força exige, indiscutivelmente, a emersão dela, a volta sobre ela. Por isto é que, só através da práxis autêntica, que não sendo “blablablá”, nem ativismo, mas ação e reflexão, é possível fazê-lo.
“Hay que hacer la opresión real todavia más opresiva añadiendo a aquella la consciencia de la opresión, haciendo la infamia todavia más infamante, al pregonarla”.
Este fazer “a opressão real ainda mais opressora, acrescentando-lhe a consciência da opressão”, a que Marx se refere, corresponde à relação dialética subjetividade-objetividade. Somente na sua solidariedade, em que o subjetivo constitui com o objetivo uma unidade dialética, é possível a práxis autêntica.
A práxis, porém, é reflexão e ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo, sem ela, é impossível a superação da contradição opressor-oprimidos.
Desta forma, esta superação exige a inserção crítica dos oprimidos na realidade opressora, com que, objetivando-a, simultaneamente atuam sobre ela.
Por isto, inserção crítica e ação já são a mesma coisa. Por isto também é que o mero reconhecimento de uma realidade que não leve a esta inserção crítica (ação já) não conduz a nenhuma transformação da realidade objetiva, precisamente porque não é reconhecimento verdadeiro.
Este é o caso de um “reconhecimento” de caráter puramente subjetivista, que é antes o resultado da arbitrariedade do subjetivista o qual, fugindo da realidade objetiva, cria uma falsa realidade “em si mesmo”. E não é possível transformar a realidade concreta na realidade imaginária.
É o que ocorre, igualmente, quando a modificação da realidade objetiva fere os interesses individuais ou de classe de quem faz o reconhecimento.
No primeiro caso, não há inserção crítica na realidade, porque esta é fictícia; no segundo, porque a inserção contradiria os interesses de classe do reconhecedor.
A tendência deste é, então, comportar-se “neuroticamente”. O fato existe, mas tanto ele quanto o que dele talvez resulte lhe podem ser adversos. Daí que seja necessário, numa indiscutível “racionalização”, não propriamente negá-lo, mas vê-lo de forma diferente. A “racionalização”, como mecanismo de defesa, termina por identificar-se com o subjetivismo. Ao não negar o fato, mas ao distorcer suas verdades, a “racionalização” “retira” as bases objetivas do mesmo. O fato deixa de ser ele concretamente e passa a ser um mito criado para a defesa da classe do que fez o reconhecimento, que, assim, se torna falso. Desta forma, mais uma vez, é impossível a “inserção crítica”, que só existe na dialeticidade objetividade-subjetividade.
Aí está uma das razões para a proibição, para as dificuldades – como veremos no último capítulo deste ensaio – no sentido de que as massas populares cheguem a “inserir-se”, criticamente, na realidade. É que o opressor sabe muito bem que esta “inserção crítica” das massas oprimidas, na realidade opressora, em nada pode a ele interessar. O que lhe interessa, pelo contrário, é a permanência delas em seu estado de imersão” em que, de modo geral, se encontram impotentes em face da realidade opressora, como “situação limite”, que lhes parece intransponível.
É interessante observar a advertência que faz Lukács ao partido revolucionário de que “(...) il doit, pour employer les mots de Marx, expliquer aux masses leur propre action non seulement afin d’assurer la continuité des expériences revolutionnaires du prolétariat, mais aussi d’activer consciemment le développement ulterieur de ces expériences”.
Ao afirmar esta necessidade, Lukács coloca, indiscutivelmente, a questão da “inserção crítica” a que nos referimos.
Expliquer aux masses leur propre action” é esclarecer e iluminar a ação, de um lado, quanto à sua relação com os dados objetivos que a provocam; de outro, no que diz respeito às finalidades da própria ação.
Quanto mais as massas populares desvelam a realidade objetiva e desafiadora sobre a qual elas devem incidir sua ação transformadora, tanto mais se “inserem” nela criticamente.
Desta forma, estarão ativando “consciemment le développement ultérieur” de suas experiências. É que não haveria ação humana se não houvesse uma realidade objetiva, um mundo como “não eu” do homem, capaz de desafiá-lo; como também não haveria ação humana se o homem não fosse um “projeto”, um mais além de si, capaz de captar a sua realidade, de conhecê-la para transformá-la.
Num pensar dialético, ação e mundo, mundo e ação, estão intimamente solidários. Mas, a ação só é humana quando, mais que um puro fazer, é um que fazer, isto é, quando também não se dicotomiza da reflexão. Esta, necessária à ação, está implícita na exigência que faz Lukács da “explicação às massas de sua própria ação” – como está implícita na finalidade que ele dá a essa explicação – a de “ativar conscientemente o desenvolvimento ulterior da experiência”. Para nós, contudo, a questão não está propriamente em explicar às massas, mas em dialogar com elas sobre a sua ação. De qualquer forma, o dever que Lukács reconhece ao partido revolucionário de “explicar às massas a sua ação” coincide com a exigência que fazemos da inserção crítica das massas na sua realidade através da práxis, pelo fato de nenhuma realidade se transformar a si mesma.
A pedagogia do oprimido que, no fundo, é a pedagogia dos homens empenhando-se na luta por sua libertação, tem suas raízes aí. E tem que ter, nos próprios oprimidos que se saibam ou comecem criticamente a saber-se oprimidos, um dos seus sujeitos.
Nenhuma pedagogia realmente libertadora pode ficar distante dos oprimidos, quer dizer, pode fazer deles seres desditados, objetos de um “tratamento” humanitarista, para tentar, através de exemplos retirados de entre os opressores, modelos para a sua "promoção”. Os oprimidos hão de ser o exemplo para si mesmos, na luta por sua redenção.
A pedagogia do oprimido, que busca a restauração da intersubjetividade, se apresenta como pedagogia do Homem. Somente ela, que se anima de generosidade autêntica, humanista e não “humanitarista”, pode alcançar este objetivo. Pelo contrário, a pedagogia que, partindo dos interesses egoístas dos opressores, egoísmo camuflado de falsa generosidade, faz dos oprimidos objetos de seu humanitarismo, mantém e encarna a própria opressão. É instrumento de desumanização.
Esta é a razão pela qual, como já afirmamos, esta pedagogia não pode ser elaborada nem praticada pelos opressores.
Seria uma contradição se os opressores, não só defendessem, mas praticassem uma educação libertadora. Se, porém, a prática desta educação implica no poder político e se os oprimidos não o têm, como então realizar a pedagogia do oprimido antes da revolução?
Esta é, sem dúvida, uma indagação da mais alta importância, cuja resposta nos parece encontrar-se mais ou menos clara no último capítulo deste ensaio.
Ainda que não queiramos antecipar-nos, poderemos, contudo, afirmar que um primeiro aspecto desta indagação se encontra na distinção entre educação sistemática, a que só pode ser mudada com o poder, e os trabalhos educativos, que devem ser realizados com os oprimidos, no processo de sua organização.
A pedagogia do oprimido, como pedagogia humanista e libertadora, terá, dois momentos distintos. O primeiro, em que os oprimidos vão desvelando o mundo da opressão e vão comprometendo-se na práxis, com a sua transformação; o segundo, em que, transformada a realidade opressora, esta pedagogia deixa de ser do oprimido e passa a ser a pedagogia dos homens em processo de permanente libertação.
Em qualquer destes momentos, será sempre a ação profunda, através da qual se enfrentará, culturalmente, a cultura da dominação. No primeiro momento, por meio da mudança da percepção do mundo opressor por parte dos oprimidos; no segundo, pela expulsão dos mitos criados e desenvolvidos na estrutura opressora e que se preservam como espectros míticos, na estrutura nova que surge da transformação revolucionária.
No primeiro momento, o da pedagogia do oprimido, objeto da análise deste capítulo, estamos em face do problema da consciência oprimida e da consciência opressora; dos homens opressores e dos homens oprimidos, em uma situação concreta de opressão. Em face do problema de seu comportamento, de sua visão do mundo, de sua ética. Da dualidade dos oprimidos. E é como seres duais, contraditórios, divididos, que temos de encará-los. A situação de opressão em que se “formam”, em que “realizam” sua existência, os constitui nesta dualidade, na qual se encontram proibidos de ser. Basta, porém, que homens estejam sendo proibidos de ser mais para que a situação objetiva em que tal proibição se verifica seja, em si mesma, uma violência. Violência real, não importa que, muitas vezes, adocicada pela falsa generosidade a que nos referimos, porque fere a ontológica e histórica vocação dos homens – a do ser mais.
Daí que, estabelecida a relação opressora, esteja inaugurada a violência, que jamais foi até hoje, na história, deflagrada pelos oprimidos.
Como poderiam os oprimidos dar início à violência, se eles são o resultado de uma violência?
Como poderiam ser os promotores de algo que, ao instaurar-se objetivamente, os constitui?
Não haveria oprimidos, se não houvesse uma relação de violência que os conforma como violentados, numa situação objetiva de opressão.
Inauguram a violência os que oprimem, os que exploram, os que não se reconhecem nos outros; não os oprimidos, os explorados, os que não são reconhecidos pelos que os oprimem como outro. Inauguram o desamor, não os desamados, mas os que não amam, porque apenas se amam. Os que inauguram o terror não são os débeis, que a ele são submetidos, mas os violentos que, com seu poder, criam a situação concreta em que se geram os “demitidos da vida”, os esfarrapados do mundo.
Quem inaugura a tirania não são os tiranizados, mas os tiranos.
Quem inaugura o ódio não são os odiados, mas os que primeiro odiaram.
Quem inaugura a negação dos homens não são os que tiveram a sua humanidade negada, mas as que a negaram, negando também a sua.
Quem inaugura a força não são os que se tornaram fracos sob a robustez dos fortes, mas os fortes que os debilitaram.
Para os opressores, porém, na hipocrisia de sua “generosidade”, são sempre os oprimidos, que eles jamais obviamente chamam de oprimidos, mas, conforme me situem, interna ou externamente, de “essa gente” ou de “essa massa cega e invejosa”, ou de “selvagens”, ou de “nativos”, ou de “subversivos”, são sempre os oprimidos os que desamam. São sempre eles os “violentos”, os "bárbaros” os “malvados”, os “ferozes”, quando reagem à violência dos opressores.
Na verdade, porém, por paradoxal que possa parecer, na resposta dos oprimidos à violência dos opressores é que vamos encontrar o gesto de amor. Consciente ou inconscientemente, o ato de rebelião dos oprimidos, que é sempre tão ou quase tão violento quanto a violência que os cria, este ato dos oprimidos, sim, pode inaugurar o amor.
Enquanto a violência dos opressores faz dos oprimidos homens proibidos de ser, a resposta destes à violência daqueles se encontra infundida do anseio de busca do direito de ser.
Os opressores, violentando e proibindo que os outros sejam, não podem igualmente ser; os oprimidos, lutando por ser, ao retirar-lhes o poder de oprimir e de esmagar, lhes restauram a humanidade que haviam perdido no uso da opressão.
Por isto é que, somente os oprimidos, libertando-se, podem libertar os opressores. Estes, enquanto classe que oprime, nem libertam, nem se libertam.
O importante, por isto mesmo, é que a luta dos oprimidos se faça para superar a contradição em que se acham. Que esta superação seja o surgimento do homem novo – não mais opressor, não mais oprimido, mas homem libertando-se. Precisamente porque, se sua luta é no sentido de fazer-se Homem, que estavam sendo proibidos de ser, não o conseguirão se apenas invertem os termos da contradição. Isto é, se apenas mudam de lugar, nos pólos da contradição. Esta afirmação pode parecer ingênua. Na verdade, não o é.
Reconhecemos que, na superação da contradição opressores-oprimidos, que somente pode ser tentada e realizada por estes, está implícito o desaparecimento dos primeiros, enquanto classe que oprime. Os freios que os antigos oprimidos devem impor aos antigos opressores para que não voltem a oprimir não são opressão daqueles a estes. A opressão só existe quando se constitui em um ato proibitivo do ser mais dos homens. Por esta razão, estes freios, que são necessários, não significam, em si mesmos, que os oprimidos de ontem se tenham transformado nos opressores de hoje.
Os oprimidos de ontem, que detêm os antigos opressores na sua ânsia de oprimir, estarão gerando, com seu ato, liberdade, na medida em que, com ele, evitam a volta do regime opressor. Um ato que proíbe a restauração deste regime não pode ser comparado com o que o cria e o mantém; não pode ser comparado com aquele através do qual alguns homens negam às maiorias o direito de ser.
No momento, porém, em que o novo poder se enrijece em “burocracia” dominadora, se perde a dimensão humanista da luta e já não se pode falar em libertação.
Daí a afirmação anteriormente feita, de que a superação autêntica da contradição opressores-oprimidos não está na pura troca de lugar, na passagem de um polo a outro. Mais ainda: não está em que os oprimidos de hoje, em nome de sua libertação, passem a ter novos opressores.


FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido, 17ª. ed.
Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.


terça-feira, 9 de julho de 2019

Como Estudar a Bíblia

Como estudar a Bíblia
Você tem um livro especial em mãos. Palavras esculpidas em outras línguas, ações ocorridas em épocas distantes. Acontecimentos registrados em terras longínquas. Conselhos oferecidos a um povo estrangeiro. Esse é um livro singular.
É de surpreender que alguém o leia. É antigo demais. Alguns dos escritos datam de cinco mil anos atrás. É esquisito demais. O livro fala de enchentes incríveis, terremotos e pessoas com habilidades sobrenaturais. É radical demais. A Bíblia convida à devoção eterna a um carpinteiro que chamava a si mesmo de Filho de Deus.
A lógica diz que esse livro não sobreviveria. Antigo demais, esquisito demais, radical demais.
A Bíblia foi proibida, queimada, escarnecida e ridicularizada.
Acadêmicos zombavam dela. Reis decretaram sua ilegalidade. Mais de mil vezes, a cova foi aberta e o canto fúnebre começou a ser entoado, mas, por alguma razão, a Bíblia nunca permaneceu numa sepultura. Não somente sobreviveu; ela prosperou. É o livro mais popular em toda a história. Há anos tem sido o livro mais vendido no mundo!
Não existe na terra uma explicação para isso. Essa, talvez, seja a única explicação. A resposta? A durabilidade da Bíblia não se encontra na terra; encontra-se no céu. Para os milhões que testaram suas afirmações e reivindicaram suas promessas, há somente uma resposta: a Bíblia é o livro da voz de Deus.
Ao ler, seria sábio de sua parte pensar um pouco acerca de duas perguntas: Qual o propósito da Bíblia? Como devo estudá-la? O tempo gasto na reflexão dessas duas questões vai engrandecer consideravelmente seu estudo bíblico.
Qual o propósito da Bíblia?
Permita que ela própria responda a essa pergunta: Porque desde criança você conhece as Sagradas Letras, que são capazes de torná-lo sábio para a salvação mediante a fé em Cristo Jesus (2Tm 3,15).
O propósito da Bíblia? Salvação. O maior desejo de Deus é trazer seus filhos para casa. O livro dele, a Bíblia, descreve seu plano de salvação. O propósito da Bíblia é proclamar o plano e o desejo de Deus de salvar seus filhos.
É essa razão de a Bíblia ter resistido ao longo dos séculos. Ela tem a ousadia de enfrentar as questões mais difíceis a respeito da vida: Para onde vou depois de morrer? Existe um Deus? O que faço com os meus medos? A Bíblia oferece respostas a essas questões cruciais. É o mapa que nos conduz ao maior tesouro de Deus: a vida eterna.
Mas como usamos a Bíblia? Inúmeros exemplares das escrituras repousam não lidos em estantes e cabeceiras pelo simples fato de que as pessoas não saberem como lê-la. O que podemos fazer para torná-la real em nossa vida?
A resposta mais clara encontra-se nas palavras de Jesus. Ele prometeu: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta (Mt 7.7).
O primeiro passo na compreensão da Bíblia é pedir a Deus para ajudar-nos. Devemos ler em oração. Se alguém compreende a Palavra de Deus, é por causa de Deus, e não do leitor: Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse (Jo 14.26).
Antes de ler a Bíblia, ore. Convide Deus para falar com você. Não vá as Escrituras procurando por sua maneira de pensar; vá em busca da maneira de pensar dele.
Não devemos ler a Bíblia somente em oração; devemos lê-la com cuidado. A garantia é: busquem, e encontrarão. A Bíblia não é um jornal a ser folheado, mas uma mina a ser garimpada: se procurar a sabedoria como quem se procura a prata e busca-la como quem busca um tesouro escondido, então você entenderá o que é temer o SENHOR e achará o conhecimento de Deus (Pv 2.4-5).
Qualquer achado valioso requer esforço. A Bíblia não é exceção. Para compreendê-la, você não precisa ser brilhante, mas tem que estar disposto a arregaçar as mangas e procurar, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade (2Tm 2.15).
Eis um ponto prático: estude a Bíblia de uma pouco de cada vez. Não se sacia a fome comendo 21 refeições de uma só vez a cada semana. O corpo precisa de uma dieta constante para permanecer forte. O mesmo acontece com a alma. Quando Deus enviou alimento a seu povo, no deserto, ele não providenciou pães prontos. Em vez disso, enviou o maná, desta forma: flocos finos semelhantes a geada [...] sobre a superfície do deserto (Êx 16.14).
Deus concedeu maná em porções ilimitadas e envia alimento espiritual da mesma forma: abrindo os céus com nutrientes suficientes para a fome de hoje e providenciando ordem sobre ordem, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali (Is 28.10).
Não desanime se a colheita de sua leitura parece pequena. Há dias em que uma porção menor é tudo o que precisamos. O importante é buscar diariamente a mensagem daquele dia. Uma dieta constante da Palavra de Deus no decorrer da vida edifica a saúde da mente e da alma.
Uma garotinha voltou de seu primeiro dia na escola. A mãe perguntou:
¾ Você aprendeu alguma coisa?
¾ Pelo visto, não aprendi o bastante ¾ a menina respondeu. ¾ Tenho de voltar amanhã, depois de amanhã e depois de depois de amanhã...
É assim que funciona a aprendizagem e é assim que funciona o estudo da Bíblia. A compreensão vem pouco a pouco, ao longo da vida.
Há um terceiro passo na compreensão da Bíblia. Depois do pedido e da busca, vem a batida. Depois de perguntar e procurar, você bate: batam, e a porta lhes será aberta (Mt 7.7).
Bater é estar diante da porta de Deus. Ficar disponível. Subir as escadas, cruzar o pórtico, colocar-se à porta e se voluntariar. Bater vai além da esfera do pensamento e entra na esfera da ação. Bater é perguntar: o que posso fazer? Como posso obedecer? Aonde posso ir?
Uma coisa é saber o que fazer. Outra é fazer. Mas para aqueles que fazem, que escolhem obedecer, uma recompensa especial os aguarda: mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, não esquecendo o que ouviu, mas praticando-a, será feliz naquilo que fizer (Tg 1.25).
Uma promessa e tanto! A felicidade vem para quem pratica o que lê! É o mesmo com medicamentos. Se você ler apenas o rótulo, mas ignorar as pílulas, de nada vai adiantar. É o mesmo com comida. Se você ler apenas a receita, mas nunca cozinhar, não vai ser alimentado. Dá-se o mesmo com a Bíblia. Se você ler apenas as palavras, mas nunca obedecer, jamais conhecerá a alegria que Deus prometeu.
Peça. Procure. Bata. Simples, não é? Por que então não tentar? Se o fizer, entenderá por que você tem nas mãos o livro mais extraordinário da história.



LUCADO, Max. Evangelho de Lucas: Jesus, o filho do homem. / Max
Lucado; traduzido por Daniel Faria. ¾ São Paulo: Mundo Cristão,
2014. ¾ (Coleção lições de vida)



segunda-feira, 1 de julho de 2019

Sistema numerológico cabalístico

Numerologia Cabalística         
O segredo dos homens mais bem-sucedidos do mundo
                              
INTRODUÇÃO
A Numerologia Cabalística é, sem dúvida, a ciência hermética (de Hermes Trismegisto) de maior precisão entre todas as outras. Além do mais, não necessita que seus praticantes sejam sensitivos, médiuns, ou tenham dotes outros que não seja o conhecimento simples das quatro operações aritméticas, conhecimentos básicos e capacidade de discernimento. Qual o objetivo primordial da Numerologia Cabalística? Interpretar, analisar e orientar as pessoas para que elas possam desfrutar de todas as benesses que a “Natureza” colocou neste planeta e, assim, poderem tirar o máximo proveito de suas vidas. Mais profundamente, ela é a ciência que derrama a luz sobre estudos metafísicos e religiosos, contribuindo sobremaneira para a compreensão do Universo e de suas complexidades. Mais ainda, a Numerologia Cabalística é a ciência que conduzirá o ser humano na arte do bem viver, e que com certeza estará interligada a todas as outras (Ciências), ajudando e orientando o “homem” a descobrir o caminho do sucesso e da prosperidade.
Alguns itens espantosos que podem ser comprovados:
- Ajuda-o a ter uma atitude mental positiva;
- Orienta-o para que tenha uma saúde física vigorosa;
- Mostra-lhe como ter harmonia nos relacionamentos;
- Ajuda-o também a se libertar do medo;
- A descobrir as suas reais aptidões;
- Os seus objetivos mais nobres - A se realizar pessoalmente;
- A adquirir capacidade de ter fé;
- Ensina-o como compartilhar suas dádivas;
- A trabalhar com amor;
- A manter a mente aberta a todos os assuntos;
- A ter autodisciplina;
- A ter a capacidade de compreender as pessoas;
- A ter segurança econômica.

A Numerologia Cabalística tem por objetivo tornar a vida dos seres humanos mais harmoniosa, menos sofrida, mostrando-lhes que existem caminhos que podem ser percorridos sem os sofrimentos habituais, com muito maior e melhor qualidade de vida.  Os estudiosos desta fantástica ciência vão descobrir que entre a miséria e a riqueza, a dor e a satisfação, a solidão e o amor, existe apenas uma linha tênue, imperceptível aos olhos dos menos avisados, e que tudo não passa de combinações numéricas (nome + data do nascimento + assinatura).

SISTEMA NUMEROLÓGICO CABALÍSTICO
A Numerologia Cabalística é, sem dúvida, a Ciência Hermética de mais fácil aprendizado. Os cálculos requerem apenas aritmética elementar e as interpretações derivam do significado simbólico de somente onze números: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 11 e 22. Todos os que souberem somar e tiverem capacidade de discernimento para trabalhar com essas onze definições simples, com certeza aprenderão esta magnífica e infalível Ciência, e poderão aplicá-la à sua vida e à vida dos seus semelhantes. Para que serve a Numerologia Cabalística? Serve para interpretar corretamente as características inerentes a cada ser humano (o produto final de todas as reencarnações), compreender, analisar e, acima de tudo, mostrar as oportunidades e influências presentes em sua vida num determinado momento, nesta existência. Mais amplamente, a Numerologia Cabalística analisa e define as lições mais profundas e complexas que uma pessoa está aprendendo. Ela pode relacionar o desenvolvimento da alma nesta existência com o que a pessoa foi em vidas passadas e também determinar p potencial futuro, numa significativa demonstração das leis da evolução e da reencarnação. Em outro nível ainda mais elevado, ela derrama a luz sobre os estudos metafísicos, científicos e religiosos, contribuindo para a compreensão do Universo e de suas complexidades. Existem muitas perguntas sem respostas. Por exemplo:  - De onde viemos? Para onde vamos depois da morte? O que eu vim fazer neste planeta, ou seja, qual a minha MISSÃO nesta esfera azulada? Será que eu tenho de sofrer para atingir meus objetivos? Por que alguns conseguem mais facilmente do que outros os seus objetivos? Eu vou conseguir me realizar? Serei feliz? Serei próspero?  Estas e muitas outras perguntas são feitas diariamente e quase sempre nunca são respondidas. A Numerologia Cabalística responde a TODAS as suas dúvidas e indagações sem subterfúgios, sem rodeios, sem devaneios e com absoluta certeza matemática.


SIGNIFICADOS DOS NÚMEROS CABALÍSTICOS
O NÚMERO UM
1 (um) é o comandante supremo e o poderoso “Deus” incognoscível do Universo que pode ser sentido por aqueles que entraram na luz espiritual, mas nunca pode ser explicado. É a Mente Divina, o fogo que apareceu a Moisés queimando a sarsa, sem consumi-la. Aquele que “no princípio” criou por vontade própria, o Universo e cujo poder foi simplesmente obedecido pelos reguladores das substâncias brutas. Um é, assim, o número da criação, pois dele saem todos os outros, e, portanto, “o Senhor seu Deus é Deus uno”. Na esfera do intelecto, é a alma do mundo e o primeiro homem. Na esfera celestial, é o astro-rei, o Sol, o doador de vida. Na esfera elemental, é a pedra filosofal e o primeiro instrumento. Na esfera inferior, é o coração – o príncipe da vida e da morte. Os símbolos ocultos do número 1 são: o prestidigitador; o homem Adão; Osíris; Apolo. É o pai dos números e é o número da harmonia, iniciação, atividade, autodomínio, superação das forças menores, poder mental e austeridade. O seu equivalente hebreu é a letra Aleph. O 1 é sempre considerado um número afortunado por todos os mestres, antigos e modernos, e as suas vibrações são lunares. 

O NÚMERO DOIS
Dois é o número do intelecto e a fonte da concepção mental. É também o número das pessoas passivas e receptivas. Em sua grande maioria mostram-se calmas, gentis, bondosas, organizadas e escrupulosas. Apesar de não serem ambiciosas, conseguem tudo o que desejam, mas sempre pela persuasão, nunca pela força ou rompendo barreiras. Outra característica das pessoas com este número é a constante hesitação, ou seja, tendência para adiar decisões importantes por qualquer motivo. Na esfera do intelecto, é o anjo e a alma. Na esfera celestial, indica as duas grandes luzes – o Sol e a Lua. Na esfera elemental, indica os dois elementos da produção da vida – água e terra. Na esfera inferior, indica os dois grandes órgãos operadores da alma – o coração e o cérebro. Os símbolos ocultos do número 2 são: a porta do templo sagrado; a alta sacerdotisa; Eva, Ísis, Juno apontando com uma das mãos para a Terra e a outra para o céu. O seu equivalente hebreu é a letra Beth. É a mãe dos números e do casamento. É chamado número médio, tornando-se bom ou mau, conforme as combinações que o produzem. São Jerônimo o considerava um mau número, um número que atraía problemas, morte, inimizades, repressão e infelicidade. Sua virtude é a compreensão dos processos do conhecimento oculto. Na maioria dos casos parece ser um mau acréscimo aos nomes dos reis terrenos, conforme os seguintes exemplos: Demetrius II, assassinado. Anastasius II, assassinado. Carlos II (o Calvo) da França, envenenado. Edmundo II (o costa de Ferro) da Inglaterra, assassinado. William II, Inglaterra, assassinado. Henrique II, Inglaterra, morreu de desgosto – suicidou-se. Bolestraus II, Polônia, destronado. Almansur II, califa de Almohades, morreu no esquecimento. Eduardo II, Inglaterra, assassinado. Ricardo II, Inglaterra, assassinado. Alberto II Áustria “o imperador não coroado”. Henrique II, França, morto num torneio. George II, Inglaterra, morreu subitamente, provavelmente envenenado. A história mundial pode ser consultada para mais exemplos. As suas vibrações são lunares.

O NÚMERO TRÊS
Três é a luz – o número sagrado. É o número do resultado da moldagem das substâncias – o produto da união e o número da perfeição. É o número dos extrovertidos, dos inteligentes, criativos e espirituosos. As pessoas com esta vibração fazem amigos com grande facilidade e têm êxito em quase tudo que empreendem. Na esfera do intelecto, significa os três degraus dos abençoados e as três hierarquias dos anjos. Na esfera celestial, indica os senhores planetários das triplicidades. Na esfera elemental, os três degraus elementais. Na esfera inferior, a cabeça, o seio e a região do plexo solar. A trindade prevalece nas religiões antigas e modernas. O triângulo tem três pontas; com a ponta para cima, significa o fogo e os poderes celestes; com a ponta para baixo, significa a água e as hostes inferiores. Em vista desses significados, ele é usado nos ritos místicos e na maçonaria esotérica e exotérica. Os símbolos ocultos do número 3 são: a Imperatriz; a virgem Diana; Ísis Urânia; Vênus Urânia e Hórus. O seu equivalente hebreu é a letra Ghimel. É o número da mais alta sabedoria e valor, da harmonia, do amor perfeito, ternura e força d’alma. Representa a fartura, fertilidade e empenho. Suas vibrações são jupterianas.

O NÚMERO QUATRO
Este é o número da consumação e da manifestação da luz. É o número sagrado dos pitagóricos e é conhecido por eles como a linha reta. Era sobre este número que eles tomavam seus votos mais sagrados. Corresponde a pessoas realistas e equilibradas, aqueles em quem sempre se pode confiar. Falta-lhes a versatilidade característica dos números 1 e 3, mas isso é compensado por seu agudo senso de justiça e pela atenção meticulosa com que consideram todos os detalhes. Na esfera do intelecto, 4 são os anjos do mundo – Miguel, Rafael, Gabriel e Uriel; os 4 reguladores dos elementos – Serafim, Querubim, Tarsis e Ariel. Na esfera celestial, 4 são as triplicidades dos signos do zodíaco e as estrelas e planetas em relação aos elementos. Esses são dados como Marte e o sol; Júpiter e Vênus; Saturno e Mercúrio; as estrelas fixas  e a Lua. Um outro agrupamento também é aceito: sol e Saturno; Júpiter e Vênus; Mercúrio e Marte; a Lua e as estrelas fixas. Na esfera elemental, 4 são os elementos; as 4 estações; os 4 ventos; as 4 divisões da vida (animal, vegetal, metálica e pétrea); as 4 qualidades (calor, umidade, frio e seca). Na esfera inferior, 4 são os elementos do homem (mente, espírito, alma e corpo); 4 poderes da alma (intelecto, razão, fantasia e sentido); as 4 virtudes (justiça, temperança, prudência e força); os 4 elementos corpóreos (espírito, carne, humores e ossos); os 4 humores (cólera, sangue, fleuma e melancolia). Os símbolos ocultos do número 4 são: o Imperador, a pedra cúbica; o portador das chaves; a porta do Oriente; os 4 querubins nas 4 rodas; os 4 hipocampos do carro de Netuno. O 4 é o número da perseverança e da imortalidade, da descoberta e da consumação, da firmeza e do propósito, da realização das esperanças, das regras, dos poderes e da vontade. As vibrações são solares e é tido sempre como um número de sorte. Uma das características extraordinárias do número 4 é que com 4 quatros (4444) e usando as operações matemáticas condizentes (raiz quadrada, cúbica, elevação ao quadrado, etc.), podemos fazer qualquer número de zero a mil. Por exemplo: 44 – 44 = 0 44 : 44 = 1 (4 : 4) + (4 : 4) = 2 (4 + 4 + 4) : 4 = 3, etc. OBS.: Experimente, é uma “brincadeira” deliciosa e instrutiva. 

O NÚMERO CINCO
Este número é mágico e peculiar, pois era usado pelos gregos e romanos como amuleto para proteger o portador dos espíritos malignos. É geralmente, um número de confusões e desavenças, pois é uma vibração muito intensa e só alguém que compreenda sua importância poderá tornar-se um mágico. Representa a irritação e a conformação do corpo mortal à disciplina do espiritual. É o número das pessoas espertas, inteligentes, brilhantes e impacientes. Gostam de levar a vida movimentada, adoram conhecer pessoas e experimentar novas sensações. Em sua imensa maioria, são muito atraentes do ponto de vista físico, mas eventualmente podem revelar-se fúteis, pois têm certa dificuldade em assumir compromissos concretos. Na esfera do intelecto, 5 são os espíritos superiores; a inteligência, os anjos, as almas dos corpos celestes; as almas dos abençoados. Na esfera celestial, representa os 5 planetas (Saturno, Júpiter, marte, Vênus e Mercúrio). Na esfera elemental, representa a água, o ar, o fogo, a terra e um outro elemento ainda desconhecido do homem terrestre. Na esfera inferior, representa os cinco sentidos. Os seus símbolos ocultos são: o Mágico, o Hierofante, Zeus e Nêmesis. Cinco como emblema do fogo, foi também empregado nos ritos de Zoroastro. É um número de fogo e combate, competição e luta, pressa e raiva, de luz, de entendimento, justiça, fé, autoridade, poder e vontade. O equivalente hebreu para o número 5 é a letra He. As vibrações são mercuriais.

O NÚMERO SEIS
Na obra cabalística “Livro do Mistério Escondido”, o primeiro versículo do livro de Gêneses é assim interpretado: “No princípio a substância dos céus e a substância da terra foram produzidas por Elohim”. Seis eram os membros criados que estão concordes às 6 numerações do microprosopus desta forma: 1 – Benignidade como seu braço direito. 2 – Severidade como seu braço esquerdo. 3 – Beleza como seu corpo. 4 – Vitória como sua perna direita. 5 – Glória como sua perna esquerda. 6 – Fundações como os seus órgãos da reprodução. Aqueles cujo número é 6, estão entre os mais serenos e calmos de todo o sistema numerológico: são tranquilos, equilibrados e caseiros. Também possuem grande afetividade, além de se mostrarem leais e sinceros. Não lhes falta criatividade e muitos são bem-sucedidos nas artes cênicas, ou seja, são excelentes artistas, principalmente de teatro. Na esfera do intelecto, indica as 6 ordens de anjos (serafins, querubins, tronos, dominações, poderes e virtudes). Na esfera celestial, indica a Lua e cinco planetas. Na esfera elemental, indica as 6 qualidades elementais. Na esfera inferior, os 6 degraus da mente. Seis é o número da confusão e junção, da união e sedução, do vício e da virtude, da incerteza no casamento, do amor, da atração dos sexos e da beleza. Significa todos os tipos de problemas e discórdias, mas é capaz de purificação pelo conhecimento e de uma boa vida. Os símbolos ocultos para o número 6 são: os dois caminhos; um homem entre a virtude e o vício; cupido com seu arco e flecha; a deusa Vênus. As vibrações são venusianas.

O NÚMERO SETE
É um número próspero e inteiramente religioso, e como tal foi estimado pelos antigos; representa o triunfo do espírito sobre a matéria. Quando a Lua é afligida o número não é considerado favorável, mas é tido como extremamente afortunado quando a Lua está em bons aspectos com os planetas. É o número dos solitários e introspectivos. Em geral são filósofos, místicos ou ocultistas – pessoas que tendem a se manter isoladas, preferindo contemplar a vida em vez de participar de sua agitação. São pessoas compenetradas e discretas, e conseguem manter grande domínio sobre si mesmo. Indiferentes à glória e às riquezas materiais, podem parecer distantes e distraídas, mas não deixam de manter amizades duradouras. Têm algumas dificuldades para se exprimir e evitam discussões. Na esfera do intelecto, são os anjos diante do trono de Deus (Gabriel, Miguel, Haniel, Rafael, Camael, Zadquiel e Zafiel). Na esfera celestial, inclui os 5 planetas, mais o Sol e a Lua. Na esfera elemental, 7 são os metais planetários: as pedras planetárias, os animais planetários, os pássaros planetários e os peixes planetários. Os seus símbolos ocultos s;ao: “o vitorioso na carruagem”; “”o conquistador”; “a carruagem”; “a espada de fogo do querubim”. Sete é o número da realeza e do triunfo, da fama e honra, da reputação e vitória. O equivalente hebreu para o número 7 é a letra Zain. As vibrações são lunares.

O NÚMERO OITO
O número 8 é peculiar e visto como de grande poder pelos antigos gregos, que diziam: “Todas as coisas são oito”. Rogando pela justiça dos céus, conta-se que Orfeu jurou pelas 8 deidades (Fogo, Água, Terra, Céu, Lua, Sol, Famas e Noite). A circuncisão, de acordo com a lei judaica, tem lugar no oitavo dia depois do nascimento. O número é também conhecido como o portão da eternidade, porque sucede o número 7. Pitágoras e seus seguidores chamavam o 8 de número da justiça e da plenitude. As pessoas nascidas sob esta vibração podem exercer plenamente as profissões de empresário, político, advogado ou aquele que manipula com muito dinheiro. Normalmente as pessoas sob este número são persistentes, analíticos e sabem agir com muita diplomacia para conseguir tudo o que deseja. Na esfera do intelecto, 8 são as recompensas dos abençoados (herança, pureza, vitória, santa visão, graça, soberania e felicidade). Na esfera celestial, 8 são os céus visíveis (o céu semeado de estrelas, o céu de Saturno, o céu de Júpiter, o céu de Marte, o céu do sol, o céu de Vênus, o céu de Mercúrio e o céu da Lua). Na esfera elemental, 8 são as qualidades (seca da terra, frio da água, umidade do ar, calor do fogo, calor do ar, umidade da água, seca do fogo e frio da terra). Na esfera inferior, 8 são as virtudes que atraem as bênçãos (os pacificadores, os que buscam e os que seguem a verdade, os que são mansos, os que sofrem pela verdade, os puros de coração, os gratos, os que não são arrogantes, os que sentem verdadeiramente pelos males que afligem a humanidade). O seus símbolos ocultos são: a justiça com a espada e a balança, o caminho perfeito, os 8 ornatos sacerdotais (isto é: placa peitoral, veste, faixa, mitra, túnica, éfode, faixa da éfode e placa dourada). Oito é o número da atração e repulsão, da vida, dos terrores e todos os tipos de lutas, da separação, ruptura, destruição, expectativas e ameaças. O seu equivalente hebreu é a letra Cheth, e as vibrações são saturnianas.

O NÚMERO NOVE
O número 9 era a linha curva dos pitagóricos, que o viam e ao número 4 como os dois numerais aos quais se ligam todos os conhecimentos intelectuais, espirituais e materiais. Nove é o ápice da realização intelectual e espiritual. Neste grupo encontram-se os românticos, os idealistas e os visionários – poetas, líderes religiosos, médicos, cientistas e filósofos. Destacam-se pelo altruísmo, pela vida disciplinada e pela determinação com que lutam por seus objetivos. Seu idealismo está voltado para a humanidade como um todo – no cotidiano, tendem a monopolizar as atenções e a não atribuir muita importância à fidelidade no amor e na amizade. São tremendamente independentes, confiantes e corajosos. Na esfera do intelecto, 9 são as cores dos anjos (serafins, querubins, tronos, dominações, poderes, virtudes, principalidades, arcanjos e anjos). Na esfera celestial, 9 são as esferas móveis. Na esfera elemental, 9 são as pedras preciosas (safira, esmeralda, carbúnculo, berilo, ônix, crisólito, jaspe, topázio e sárdio). Na esfera inferior, 9 são os sentidos internos e externos (memória, meditação, imaginação, senso comum, audição, olfato, visão, paladar e tato). Os símbolos ocultos são: o eremita; a Prudência velada com lâmpada e bastão, a cruz, o fogo sagrado acortinado. O fogo sagrado das vestais. É o número do mistério e do poder do silêncio, e liga-se ao plano astral. É também o número da sabedoria, da virtude, da experiência, da moralidade, do valor, do amor humano, da obscuridade, da proteção e dos frutos do mérito. O seu equivalente hebreu é a letra Teth. As vibrações são marcianas.

O NÚMERO ONZE
Onze é o número da violência, poder, bravura, energia, sucesso em aventuras destemidas, liberdade e o conhecimento de como “dominar as estrelas”. É também o número das grandes revelações e dos grandes martírios. Em geral, os possuidores desta vibração têm vocação para medicina, pregação religiosa, enfermagem, professores eméritos, políticos influentes ou geniais artistas. Acreditam que ideias importam mais do que o indivíduo de carne e osso. Tudo o que quiserem ser, o serão. São idealistas, intuitivos, sensíveis a forças psíquicas, dramáticos, vibrantes, místicos, nervosos, veementes, imaginativos e pensadores inspirados. Os seus símbolos ocultos são: uma mão fechada; a força; um leão amordaçado. As vibrações são lunares.

O NÚMERO VINTE E DOIS
O número 22 tem o seu equivalente na letra hebraica Tau. As vibrações são lunares. É classificado como um número excelente no que se refere à espiritualidade; porém, nas coisas terrenas já não tem a mesma propriedade, chegando a ser símbolo de loucura, falso juízo, arrogância e catástrofe. As pessoas cujos nomes correspondam a “22”, possuem todas as qualidades boas dos outros números. Se um indivíduo que tem o 22 no nome desejar ser algo que em princípio pareça impossível, não duvide, ele com certeza conseguirá o seu objetivo, sem muita dificuldade. Os seus possuidores são práticos, habilidosos, cordiais, idealistas, inspirados e eficientes organizadores, com grande potencial de realização.