"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles".

domingo, 20 de março de 2016

O Príncipe, de Nicolau Maquiavel

Alguns comentários


- Aos 29 anos de idade, Nicolau Maquiavel ingressou na vida política, exercendo o cargo de secretário da Segunda Chancelaria da República de Florença. Porém, com a restauração da família Médici ao poder, Maquiavel foi afastado da vida pública. Nesta época, passou a dedicar seu tempo e conhecimentos para a produção de obras de análise política e social.
- Em 1513, escreveu sua obra mais importante e famosa “O Príncipe”. Nesta obra, Maquiavel aconselha os governantes, em especial o Príncipe Lorenzo de Médici, como governar e manter o poder absoluto, mesmo que tenha que usar a força militar e fazer inimigos. Esta obra, que tentava resgatar o sentimento cívico do povo italiano, situava-se dentro do contexto do ideal de unificação italiana. 
- O livro "O Príncipe" foi escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição foi publicada postumamente, em 1532.
- Trata-se de um dos tratados políticos mais importantes já escritos, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos. 
- Entre outras coisas, descreve as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos, e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado
- O livro “O Príncipe” é um manual prático que foi dado como presente por Maquiavel ao Príncipe Lorenzo de Médici.
- A obra envolve experiência e reflexões do autor. 
- Maquiavel analisa a sociedade de maneira fria e calculista e não mede esforços quando trata de como obter e manter o poder.
- Questão: como constituir e manter a Itália como um Estado livre, coeso e duradouro? Ou como adquirir e manter principados?
- A tirania é apresentada por Maquiavel como uma resposta prática a um problema prático 
- No livro “O Príncipe” não há considerações de direito, mas apenas de poder: são estratégias para lidar com criações de força.
- Teoria das relações públicas: cuidados com a imagem pública do governante.
- Teoria da cultura política: religião nacional, costumes e ethos social como instrumentos de fortalecimento do poder do governante.
- Teoria da administração pública: probidade administrativa, limites à tributação e respeito à propriedade privada. 
- Teoria das relações internacionais: Exércitos nacionais permanentes, em lugar de mercenários. Exércitos nacionais para conquista, defesa externa e ordem interna.
- Em sua obra “O Príncipe”, Nicolau Maquiavel mostra a sua preocupação em analisar acontecimentos ocorridos ao longo da história, de modo a compará-los à atualidade de seu tempo.
- A obra é dividida em 26 capítulos, que podem ser agregados em cinco partes, a saber: 
*capítulo I a XI: análise dos diversos grupos de principados e meios de obtenção e manutenção destes;
*capítulo XII a XIV: discussão da análise militar do Estado; 
*capítulo XV a XIX: estimativas sobre a conduta de um Príncipe; 
*capítulo XX a XXIII: conselhos de especial interesse ao Príncipe; 
*capítulo XXIV a XXVI: reflexão sobre a conjuntura da Itália à sua época.
- Na primeira parte (cap. I a XI), Maquiavel mostra, através de claros exemplos, a importância do exército, a dominação completa do novo território através de sua estadia neste; 
- Mostra a necessidade da eliminação do inimigo que no país dominado encontrava-se e como lidar com as leis pré-existentes à sua chegada;
- Dava o consentimento da prática da violência e de crueldades, de modo a obter resultados satisfatórios, onde se encaixa perfeitamente o tão famoso postulado atribuído a Maquiavel de que “os fins justificam os meios” como os pontos mais importantes. 
- A guerra é a verdadeira profissão de todo governante e odiá-la só traz desvantagens.
- Já na segunda (cap. XII ao XIV), reflete sobre os perigos e dificuldades que tem o Príncipe com suas tropas, compostas de forças auxiliares, mistas e nacionais, e destaca a importância da guerra para com o desenvolvimento do espírito patriótico e nacionalista que vem a unir os cidadãos de seu Estado, de forma a torná-lo forte. 
- Do capítulo XV ao XIV, vê-se a necessidade de certa versatilidade que deve adotar o governante em relação ao seu modo de ser e de pensar a fim de que se adapte às circunstâncias momentâneas.
- “Qualidades”, em certas ocasiões, como afirma o autor, mostram-se não tão eficazes quanto “defeitos”, que, nesse caso, tornam-se próprias virtudes; 
- A obra também fala da temeridade dele perante a população quanto ao sentimento de afeição, como medida de precaução à revolta popular, devendo o soberano apenas evitar o ódio; 
- Fala da utilização da força sobreposta à lei quanto disso dependeram condições mais favoráveis ao seu desempenho; 
- Também fala da importância da sua boa imagem em face aos cidadãos e Estados estrangeiros, de modo a evitar possíveis conspirações.
- Em seguida, constata-se um questionamento das utilidades das fortalezas e outros meios quanto a finalidade de proteção do Príncipe; 
- Depois ele disserta sobre o modo como o príncipe encontrará mais serventia em pessoas que originalmente lhe apresentavam suspeita em contrapartida às primeiras que nele depositavam confiança; 
- Indica como o príncipe deve agir para obter confiança e maior estima entre seus súditos; 
- Fala sobre a importância da boa escolha de seus ministros;
- O livro se apresenta como uma espécie de guia sobre o que fazer com os conselhos dados ao príncipe. Conselhos estes que são raramente úteis, quando levamos em consideração o interesse oculto de quem os dá. 
- Na última parte, que abrange os três capítulos finais, Maquiavel foge de sua análise propriamente “maquiavélica” na forma de um apelo à família real, de modo que esta adote resoluções em favor da libertação da Itália, dominada então pelos bárbaros. 
- Terminada a breve exposição dos principais temas abordados no livro “O Príncipe” aqui sintetizado, conclui-se ser tamanha a complexidade organizacional de um Estado, que se recorre a todo e qualquer meio, justo ou injusto, da república à tirania, para ter-se como consequência não um país justo no sentido próprio da palavra (ao menos não se julga, habitualmente, haver uma possibilidade de fazer-se justiça com relação a todos os integrantes de uma sociedade ou grupo de extensão considerável, já que os interesses são os mais variados), mas estável, governável e próprio de orgulho por suas partes e, principalmente, de respeito perante aos demais países/nações, o que certamente propiciaria um meio sadio e mais tranquilo de viver-se, tanto ao Príncipe quanto aos seus seguidores.
- Em função das ideias defendidas no livro “O Príncipe”, o termo “maquiavélico” passou a ser usado para aquelas pessoas que praticam atos desleais (até mesmo violentos) para obter vantagens, manipulando as pessoas. Este termo é injustamente atribuído a Maquiavel, pois este sempre defendeu a ética na política.


"Precisando um príncipe de saber usar bem o animal, deve tomar como exemplo a raposa e o leão; pois o leão não é capaz de se defender das armadilhas, assim como a raposa não se sabe defender dos lobos. Deve, portanto, ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para espantar os lobos."
Niccolo Maquiavel
A forca física do leão, e a sagacidade da raposa.

Referência:
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe: comentários de Napoleão Bonaparte. Tradução Edson Bini. 12. ed. São Paulo: Hemus, 1996.


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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Dez dicas para ser um professor realizado

1.  Conheça seus estudantes: saiba um pouco sobre a história deles e o nome de cada um. 
2.  Planeje suas aulas: saiba o que você vai fazer em cada minuto. 
3.  Seja disponível: O professor é um facilitador, mediador do conhecimento e precisa estar disposto a ensinar e aprender. 
4.  Projete o futuro: estimule seus alunos a pensar o futuro e a profissão. 
5.   Associe a Teoria com a prática: utilize exemplos práticos para ilustrar sua aula. 
6.  Crie: faça aulas diferentes, dinâmicas. Há várias formas de aprender e ensinar. Ouse! 
7.  Atualize-se: com as coisas do mundo, do seu curso e da sua disciplina. 
8.  Lembre-se da postura ética profissional: conheça os princípios éticos da instituição para orientar suas ações.
9.  Faça o melhor: procure sempre fazer a melhor avaliação, melhor aula, melhor texto. Os alunos percebem isto! 
10.    Sempre que for possível, pratique e socialize o que dá certo na sala de aula!


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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Comunicação social


Inúmeras pessoas de origem familiar modesta, que estudam com sacrifício e trabalham “duro” no disputadíssimo mercado profissional, muitas vezes, são as mais preocupadas com sua imagem pessoal e profissional, São inseguras nos procedimentos sociais, pois não tem certeza de que as atitudes que adotam são as mais corretas ou adequadas as diferentes situações.
A elevação da sua autoestima não depende apenas do sucesso financeiro, mas, sim, mesmo enquanto não chegam lá, de saber que conseguem ser educadas, corretas, gentis, honestas e elegantes, entretanto, algumas pessoas naturalmente são verdadeiros ruídos de comunicação ambulantes. Comem de forma inadequada, vestem-se de maneira a chamar muita atenção para a forma como estão trajadas, não combinam as peças que usam, falam alto, vivem atrapalhando e interferindo negativamente no ambiente em que atuam.
Seguem algumas sugestões, sobre como se conduzir em situações diferenciadas:

Cumprimentos
Nós, latinos, temos a fama de sermos muito cordiais e simpáticos, o que se reflete na nossa etiqueta de apresentação. Tais costumes tornam o clima mais amável e propício para as conversas e amizades. Mas, apesar disso, nem toda ocasião comporta a famosa troca de beijo na bochecha. Veja abaixo uma lista de regras de etiqueta social para apresentações:
• Quem chega ao local deve cumprimentar os demais.
• O bom senso deverá determinar se a pessoa oferecerá um beijo ou um aperto de mão – tudo depende do grau de intimidade que se tem com o outro. Em apresentações, oferece-se a mão, sempre.
• Ao dar um aperto de mão, esse deve ser firme e respeitoso: não deve ser feito com a mão flácida e nem forte ao ponto em que chegue a ser dolorido.   
• Sorrir e ser amável é essencial em qualquer cumprimento.  
• O homem é apresentado à mulher (a não ser que ele ocupe um cargo social mais elevado do que ela, em bailes de gala, premiações, etc.).
• É de bom tom apresentar-se ao anfitrião logo que chegar a um evento, principalmente se você foi convidado por outro convidado.
• A prática de beijar a mão de uma mulher é raramente usada e, quando for, deve ser apenas com as senhoras, nunca com senhoritas.

Portar- se à Mesa
Etiqueta à mesa é muito mais do que um conjunto de regras. Portar-se bem nas refeições faz parte da autopromoção da sua imagem e demonstra o quanto você se importa em fazer uma boa presença à sua companhia na hora de sentar-se à mesa.
Além disso, em ocasiões como encontros profissionais e de negócios, seguir a etiqueta à mesa é também uma forma de expressar profissionalismo, respeito e segurança.
Os talheres e suas formas de uso são os pontos que mais confundem as pessoas quando se deparam com um jantar ou almoço formal – e se engana quem acha que esse tipo de situação já ficou no passado. Conheça agora as duas formas vigentes de regras de etiqueta à mesa: o estilo americano e o estilo europeu.
As regras americanas são as regras mais modernas e, também, mais usadas. O garfo é usado na mão direita, enquanto a faca descansa na parte superior do prato, com a serra voltada para dentro. Na hora de usar a faca, troca-se de mão: o garfo vai para a mão esquerda e a faca é usada com a mão direita.
Após isso, volta-se para a posição inicial: faca descansando, garfo na mão direita. Seguir as regras americanas implica em não usar a faca para “ajuda” a colocar a comida no garfo.
Na hora de descansar os talheres no prato, a faca fica na parte superior e o garfo pode ficar tanto na direita, quanto na esquerda (depende apenas se você é canhoto ou destro). Os dentes podem ficar virados para cima.
O estilo europeu de etiqueta é o mais sóbrio e tradicional. Nele, durante todo o tempo o garfo fica na mão esquerda e a faca na mão direta. Durante todo o tempo o garfo é usado com os dentes para baixo (a não ser, claro, quando seja impossível usá-los assim).
No modo europeu é permitido usar a faca para colocar a comida no garfo, porém, somente apenas na parte traseira dele.
Para descansar os talheres no prato, o garfo fica do lado esquerdo e a faca do lado direito, podendo tocar-se ou não. 
Seja seguindo um estilo ou outro, algumas regras são universais e também devem ser aplicadas. Veja a seguir:
• A clássica dica de “comece a usar os talheres de fora para dentro” é realmente válida.
• Depois de serem colocados em uso, os talheres não devem mais ser encostados na mesa, apenas apoiados dentro do prato conforme o estilo de etiqueta a ser usado (europeu ou americano).
• De forma alguma, gesticule com os talheres em mãos. Sempre que for falar, coloque-os apoiados no prato.
• Para sinalizar ao garçom que você está satisfeito, coloque o garfo e a faca alinhados no prato, sendo o garfo ao lado esquerdo ou abaixo da faca. Para um entendimento mais claro, eles devem seguir as posições do ponteiro do relógio quando atinge às 4 horas ou às 6 horas.
• Os talheres que não forem usados continuam na mesa, intocados.
• As facas de carne são utilizadas apenas para carnes vermelhas e aves. Os peixes têm a sua faca própria, que normalmente é usada apenas para afastar peles e espinhas que possam aparecer. Omeletes, legumes e outros alimentos devem ser cortados com o garfo.
• Massas como espaguetes e talharins não devem ser cortados. Enrole alguns poucos fios no garfo e leve à boca.
• Na hora de tomar uma sopa, leve a colher à boca pela lateral. Incline-se um pouco para frente e evite que gotas caiam sobre a sua roupa.

Vestimenta
A escolha da nossa roupa diz muito sobre nossa personalidade e nossa educação, também. Uma escolha imprópria será lembrada por muito mais tempo do que uma escolha acertada – e o estrago é grande! Por isso, esteja sempre atento ao “dress code” e respeite-o. Basicamente, o “dress code” pode ser organizado da seguinte forma:
        Traje esporte – simples e informal. Exemplos: almoços, exposições, churrascos, festas infantis.
        Traje esporte fino – um toque de formalidade. Exemplos: teatros, vernissages.
        Social – Formalidade total. Exemplos: jantares, casamentos, óperas.
        Black-Tie – Requinte e sofisticação. Exemplos: bailes de gala, premiações.
O que podemos concluir? Seja qual for o cenário, o trabalhador, o funcionário, o gerente, o executivo, o gestor, em qualquer nível e em qualquer empresa, corporação ou organização deve saber cumprimentar, se apresentar, conversar, vestir a roupa correta, falar ao telefone, usar talheres e taças, tratar as pessoas, etc., com qualidade e respeito, pois, o fortalecimento da imagem de qualquer pessoa em qualquer ambiente depende, fundamentalmente, da sua capacidade de se comunicar, se relacionar e interagir com qualidade em todas as circunstâncias.
Distância ideal para falar
Alguma vez, aconteceu de sentir-se invadido no seu espaço? Sentiu alguém muito próximo de você? Alguém debruçou sobre sua secretária, ocupando o seu “espaço pessoal”?
Pois é, penso que todos nós, em certa altura em nossas vidas, já fomos confrontados com uma situação semelhante. Talvez no trabalho, talvez num encontro social ou até numa multidão, como, por exemplo, um concerto ou desfile de rua.
É uma questão de etiqueta organizacional saber manter as distâncias interpessoais corretas com os nossos interlocutores.
O espaço pessoal (ou “bolha”) refere-se a uma área com limites invisíveis que cerca o corpo de cada um de nós, sendo o nosso território portátil. Essa noção psicológica do nosso espaço é óbvia para todos nós e quando essa “bolha” é invadida fisicamente, normalmente recorremos a técnicas para afastar esse intruso.
Existem quatro tipos de distâncias pessoais na interação humana (observação: as medidas são aproximadas):
        Distância íntima – A distância íntima (até aos cinquenta centímetros) é claramente uma distância de compromisso. Um casal de namorados, pais e filhos ou grandes amigos costumam conviver a esta distância. Estamos completamente expostos: características do rosto, corpo, odor, temperatura, etc. Só deixamos entrar nesta zona, pessoas por quem temos afetos.
       Distância pessoal (entre cinquenta centímetros e um metro e meio) – É a distância que utilizamos quando estamos no elevador com alguém, quando esperamos numa sala de espera. Havendo, sensação de ameaça, teremos a tendência de afastamento, nem que seja discretamente.
   Distância social (entre um metro e meio e dois metros) – É a mais comum em ambientes profissionais. Com chefias há tendência a aumentar o espaço, porém, entre colegas de trabalho há tendência a não ser tão grande.

      Distância pública (mais de dois metros) – É a que utilizamos para estar com desconhecidos e onde agimos mais formalmente. É também utilizada por oradores, ou personagens públicas ou oficiais. É através desta distância, que podemos também perceber se nos sentimos bem em multidões ou não.

Corrado Cicotti
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Como passar em concursos


ANÁLISE DO EDITAL
Uma etapa muitas vezes menosprezada pelo concorrente é a análise do edital de Seleção. Ele não só define a taxa de inscrição e datas dos testes, como estabelece todas as regras do jogo. Portanto, é interessante ler com muita atenção o edital, para saber:

1.     PONDERAÇÃO
Qual o peso de cada matéria. A ponderação das notas das provas define quais as matérias que se deve estudar mais.
Podemos até escolher o cargo, ou curso, para o qual concorrer pelo que mais valoriza as matérias onde se é mais forte. Na ponderação, também ficamos sabendo qual a prova que teremos de fazer com maior atenção.
Em algumas seleções, são pontuados os currículos (cursos), experiência na área (tempo de serviço), feitos testes práticos e de resistência física.

2.     CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A fórmula pela qual serão computadas as notas, complementa a noção que se precisa ter sobre o que é mais importante para os avaliadores.
A fórmula geralmente valoriza determinadas matérias, comparando o número de questões acertadas com aquelas incorretas. Sempre, quanto mais se acerta e menos se erra, melhor. O programa do que é exigido em cada matéria deve ser considerado à risca

3.     CRITÉRIOS DE DESEMPATE
No edital, também ficamos conhecendo quais serão os pontos fortes quando atingirmos uma nota igual a de outros candidatos.
Normalmente, os critérios de desempate valorizam as pessoas de maior idade e que obtiveram maior nota nas provas de conhecimentos específicos. Assim, os candidatos de idade avançada podem até levar vantagem.
Os deficientes físicos já saem ganhando nesse item, pois são sempre reservadas vagas exclusivamente para eles.

4.     CRITÉRIOS DE DESCLASSIFICAÇÃO
Atenção para os procedimentos que podem desclassificar sumariamente o candidato, como utilizar calculadoras, portar livros na hora da prova e, principalmente, atingir o ponto de corte.


COMO SE PREPARAR PARA SER APROVADO
A aprovação em concursos públicos exige muito empenho, determinação e um contínuo processo de preparação. As provas estão cada vez mais complexas e a concorrência, mais acirrada. São dezenas, centenas e, algumas vezes, milhares de candidatos por vaga. Mas todo candidato deve ter em conta que, para si, basta uma vaga.

Disciplinas cobradas
Variam de concurso para concurso, de acordo com a carreira, o cargo, o âmbito (municipal, estadual, federal) e o nível de escolaridade exigido. Há disciplinas básicas, cobradas na maioria dos concursos: Língua portuguesa, interpretação de texto, matemática, raciocínio lógico, atualidade e conhecimentos gerais, noções de direito (especialmente Direito Constitucional), conhecimento do regimento interno do órgão que está promovendo o concurso. Redação, conhecimento das leis que regemo funcionalismo público, informática, contabilidade e conhecimentos específicos sobre a área em que o candidato concorre também são temas cobrados nos concursos.

Estudar até passar
A ordem dos especialistas não é estudar para passar, mas “estudar até passar”. Mesmo quem ainda não decidiu em que área vai prestar, pode começar a se preparar, optando pelas disciplinas básicas, como português, matemática, direito constitucional, raciocínio lógico, entre outras. Esperar a publicação do edital para adquirir material específico para determinado concurso não assegura a formação suficiente para concorrer em pé de igualdade com candidatos que vêm se preparando há meses ou até anos para disputar a mesma vaga.
Pó isso, o processo de formação deve ser continuo. Quem se dedica às matérias básicas adquire conhecimentos equivalentes, em média, a 80% do conteúdo exigido em pelo menos 20 concursos de uma mesma área. Divulgado o edital de abertura de concurso, as disciplinas específicas representarão uma formação completar.

Como estudar
O mais eficaz é estabelecer uma rotina diária dedicada exclusivamente ao estudo e segui-la regularmente, o que exige uma boa dose de concentração e disciplina.
Quem trabalha e/ou frequenta escola regular e optou por estudar em casa precisa redistribuir os horários das tarefas cotidianas para reservar pelo menos três horas diárias à preparação. Em geral, não é preciso sacrificar outras atividades, mas priorizá-las de acordo com o interesse maior – no caso, ser aprovado num concurso público. Além disso, é necessário:
·         Adquirir material didático atualizado e afinado com o que tem sido exigido nos principais concursos do País, elaborado por editoras com tradição no mercado.
·         Começar pelo conteúdo fundamental para qualquer concurso.
·         Ao optar por cursos preparatórios, é recomendável escolher uma instituição especializada e reconhecida no mercado, com estatísticas confiáveis sobre número de alunos aprovados, de preferência que ofereça cursos regularmente e não só em período de concurso.
·         Respeitar o relógio biológico. Cada pessoa deve saber em qual período do dia é capaz de fixar o conteúdo com mais facilidade. Estudar em momentos de cansaço ou em véspera de prova, não é produtivo.

Praticar
Em toda preparação, é fundamental resolver exercícios e mais exercícios para testar ou reforçar o conhecimento. Além dos exercícios contidos no material de estudo, o ideal é buscar por provas de concursos recentes, para ficar por dentro do que tem sido exigido. É recomendável resolver as provas aplicadas por variadas bancas examinadoras, pois os critérios de formulação e avaliação de cada uma são diferentes.
Assim, o candidato se familiariza com o que cada banca exige.

Antes da prova
Além de ficar atento à confirmação da inscrição e as datas e locais de prova, alguns cuidados ajudam o candidato a amenizar a ansiedade e a evitar tropeços na hora H.
É recomendável, sempre que possível:
·         Conhecer o local da prova com antecedência.
·         Procurar equilibrar o sono e a alimentação dias antes da prova.
·         Certificar-se de que a documentação está correta.
·         Evitar atrasos, especialmente os provocados pelo trânsito.
·         Usar sapatos e roupas confortáveis.
·         Levar um relógio (exceto digital), água e algum alimento, como barras de cereais e chocolate.
·         Não perder tempo em questões que parecem ser muito difíceis. Se necessário, passar para a próxima e, no final, retornar à questão que ficou para trás.
·         Reservar de 30 a 40 minutos para o preenchimento do cartão resposta.


A Preparação para o concurso é muitas vezes completamente desconsiderada:


DIA DA PROVA

1.     LOCAL
Visite com antecedência o local aonde os testes serão realizados. Muitas pessoas se perdem ou vão para locais errados, atrasando-se ou até não conseguindo realizar a prova. Trace minuciosamente o roteiro que vai seguir de casa até o local de testes, para evitar atropelos.

2.     HORÁRIO
Outra questão onde seu nervosismo pode lhe trair é quanto ao horário da prova. Sempre saia com antecedência de casa, para estar cedo no local dos testes.
Os horários de máximo de chegada e de fechamento dos portões devem ser observados. Assim como, a hora de encerramento. Todos constantes no edital.
Como a tendência é exigir muito em pouco espaço de tempo, não se desligue do tempo, mas faça as provas com atenção.

3.     ALIMENTAÇÃO
Evite comer demais, ou mal, antes da prova, para não sofrer congestões ou disenterias. Também não faça a prova com fome. Algumas pessoas se preparam levando lanches e água mineral, para evitar imprevistos na hora do teste.

4.     MATERIAL
Confira o que é necessário levar para a prova, antes de sair de casa. Tanto os documentos e canetas, exigidos no edital, como os objetos de sua necessidade, como guarda-chuva e relógio (para cronometrar o tempo da prova) - de preferência o mesmo que utilizou para os exercícios
*Caso o edital não permita telefones celulares, bips, etc., é importante atentar para não ser desclassificado


NA HORA DA PROVA

1.     TEMPO
Controle o tempo de resolução da prova, de acordo com o tempo total disponível e o grau de dificuldade encontrado nas questões: Resolva primeiramente (dedicando mais tempo) a prova com mais peso para a pontuação final. Em cada prova, deixe as questões mais difíceis para o final.
Não se esqueça de considerar o tempo para, ao final, fazer a revisão geral das respostas, preenchimento da folha de respostas e revisão desse preenchimento.

2.     REVISÃO
Alguns pontos podem ser "salvos" na última hora, justamente na revisão, ao final da resolução de todas as questões. Confrontando o que foi solicitado com o sua resposta, para evitar o erro muito comum) de marcar a questão correta, quando o que se pedia era a incorreta.

3.     FOLHA DE RESPOSTAS
Também é frustrante preencher incorretamente a folha de respostas ou deixar de passar para ela uma questão que se sabia a resposta correta.
A ideia é conseguir uma boa colocação. O período de validade do concurso e a prorrogação desse prazo, o remanejamento de candidatos, o aparecimento de novas vagas, desistências ou desclassificação de concorrentes, com o tempo, serão os fatores de "sorte" que se encarregarão de reclassificar o candidato.



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Sobre as formas de comunicação


“Quem divide o que sabe, projeta uma imagem positiva, multiplica ideias e ações.
Obtém prestígio, torna-se líder.”


Há quem diga que por trás de todo conflito se esconde um problema de comunicação. Em qualquer situação em quem um desconforto se faz presente, a comunicação ou a falta dela, aparece como chave para explicar – ou pelo menos a nos ajudar – a entender o problema. Como regra geral, a ideia vale para qualquer setor da vida, seja em âmbito pessoal ou profissional. Há exemplos que mostram essa evidência. Na falta de qualquer um deles, basta lembrar que todo agrupamento de seres, para ficarmos em exemplos mais gerais, parte de um processo simples de comunicação. Fala-se, comunica, escreve, olha, ouve, silencia e também estará se comunicando. A expressão, por si só, é um ato de comunicação – no limite, expressa um tipo de comunicação pessoal, particular. O pensamento, afinal, é um meio de comunicação, ainda que entre você e sua consciência. O que equivale dizer que qualquer manifestação física – além das extras sensoriais, metafísicas e, até em um âmbito mais remoto da existência humana, espirituais – trará em si um componente afeito a algum tipo de comunicação.

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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Figuras de construção

O texto nem sempre é organizado conforme as normas de sintaxe. Há, com frequência, desvios sintáticos e concordâncias irregulares que imprimem características peculiares à construção linguística. Assim, a ordem natural das palavras na frase é alterada, promovendo uma sintaxe incomum. Esses recursos usados por falantes e escritores, a fim de acrescentar mais vigor e expressividade à linguagem, chamam-se figuras de sintaxe ou de construção.

1. Anacoluto
O anacoluto, conhecido também como frase quebrada, consiste numa quebra abrupta de construção no meio do enunciado. Diante disso, surge na frase um termo que não apresenta ligação lógica com as palavras seguintes:
As crianças, quando será que tudo se normalizará?
É verdade! Eu parece-me que agora estamos aptos a entrar naquela concorrência.

2. Anástrofe
A anástrofe consiste na inversão da ordem natural dos termos da frase, isto é, o adjetivo antecede o substantivo, o verbo precede o sujeito, o objeto antecede o verbo etc.
Exemplos:
Aquela bebida tinha um terrível gosto. (= gosto terrível)
Andaram os peregrinos por searas inóspitas. (= os peregrinos andaram)
Aos inimigos darei todo o desprezo. (= darei aos inimigos)

3. Assíndeto
Assíndeto é a ausência de conjunções coordenativas entre palavras de uma frase ou entre orações de um período. Exemplos:
Sônia é uma adolescente determinada, inteligente, bonita, agradável.
Ele se aproximou lentamente, sorriu, não disse nada.

4. Elipse
Elipse é a omissão de termos que podem ser facilmente subentendidos através do contexto. Ocorre a elipse de várias partes do discurso:
a) do verbo:
A guerra é muito triste. Dor, amargura, violência demais.
(A guerra é muito triste. Traz dor, amargura, violência demais.)

Fiquei realmente surpreso. Poucas pessoas na passeata de protesto.
(Fiquei realmente surpreso. Havia poucas pessoas na passeata de protesto.)

b) da conjunção integrante (que):
É preciso se faça algo para ajudá-lo. 
(É preciso que se faça algo para ajudá-lo.)

Diante de tanta urgência, pedi fossem enviados os documentos por um mensageiro.
(Diante de tanta urgência, pedi que fossem enviados os documentos por um mensageiro.)

c) da preposição:
Mariana surgiu deslumbrante: um vestido de seda azul, cabelos soltos.
Mariana surgiu deslumbrante: com um vestido de seda azul, cabelos soltos.

Preciso que você me ajude na cozinha.
Preciso de que você me ajude na cozinha.

d) do pronome pessoal reto (1ª e 2ª pessoas):
Viajarei para a África no próximo verão.
(Eu viajarei para a África no próximo verão.)

Viajaremos para a África no próximo verão.
(Nós viajaremos para a África no próximo verão.)

Foste reconhecido pelo teu ato de bravura.
(Tu foste reconhecido pelo teu ato de bravura.)

Fostes reconhecidos pelos vossos atos de bravura.
(Vós fostes reconhecidos pelos vossos atos de bravura.)

5. Hipérbato
Hipérbato é o termo genérico que designa toda e qualquer inversão da ordem natural das palavras na frase ou das orações no período. Exemplos:
O impasse diplomático recrudesceu dos países árabes com Israel.
(O impasse diplomático dos países árabes com Israel recrudesceu.)

O vento assobiava forte lá fora, mas o barulho da tempestade não se ouvia muito, mesmo assim era uma noite assustadora, pois as janelas de dupla vedação encobriam os ruídos indesejáveis.
(O vento assobiava forte lá fora, mas o barulho da tempestade não se ouvia muito, pois as janelas de dupla vedação encobriam os ruídos indesejáveis, mesmo assim era uma noite assustadora.)

NOTA
A anástrofe é um tipo de hipérbato, porém com inversões específicas na ordem natural dos termos da frase.

6. Pleonasmo
Pleonasmo é a repetição de termos com o objetivo de conferir mais vigor ou ênfase à linguagem:
Jupira nunca saiu fora dos limites da aldeia.
À pobre criatura ninguém lhe socorreu.

O pleonasmo é comum em frases feitas e ditos populares:
Vi com estes olhos que a terra há de comer.
Ouvi com meus próprios ouvidos.
Você precisa encarar o problema de frente.

7. Polissíndeto
Polissíndeto é a repetição reiterada de conjunções coordenativas aditivas, a fim de dar expressividade e sensação de movimento à expressão. Exemplos:
Tudo o que ele busca é sucesso, e fama, e dinheiro, e poder, e glória.
Tudo o que ele busca é ser feliz, pois não está atrás de sucesso, nem fama, nem dinheiro, nem poder, nem glória.

8. Silepse
Silepse é a concordância que se faz com o sentido da palavra, deixando-se de lado as regras gramaticais. A silepse poder ser de:
a) gênero:
Vossa Alteza foi justo.
Vossa Excelência parece cansado.

Observe que justo e cansado concordam com o gênero da pessoa (príncipe e homem de alta hierarquia social) e não com os pronomes de tratamento.

b) número:
Um grupo de malfeitores atacou o pobre homem e o surraram até à morte.
O corpo de baile do Teatro Municipal do Rio se apresentou em São Carlos. Dançaram como nunca.

Observe que grupo de malfeitores e corpo de baile, por serem substantivos coletivos, exigem o verbo na 3ª pessoa do singular. No entanto, o verbo da segunda oração de cada período, surrar e dançar, está no plural, concordando com a ideia de quantidade expressa pelos coletivos.

c) pessoa:
Os cidadãos brasileiros somos ordeiros e trabalhadores.
Todos saímos imediatamente quando soou o alarme de incêndio.

Os verbos ser e sair deveriam concordar com os respectivos sujeitos (Os cidadãos brasileiros e Todos), mas o autor se inclui entre os cidadãos e entre todos, indo o verbo para a 1ª pessoa do plural.

9. Zeugma
Zeugma é a omissão de um termo anteriormente usado no contexto linguístico. Trata-se de uma das formas da elipse. Exemplos:
Fábio vive para o estudo, o trabalho e o esporte; Rogério, para a indolência, o vôlei de praia e o oportunismo.
Nos negócios dele eu nunca interfiro; nos meus não quero palpite.


Observe que houve omissão de vive e negócios (Rogério vive para a indolência... / Nos meus negócios não quero palpite).




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