domingo, 20 de março de 2016
O Príncipe, de Nicolau Maquiavel
Alguns comentários
- Aos 29 anos de idade,
Nicolau Maquiavel ingressou na vida política, exercendo o cargo de secretário
da Segunda Chancelaria da República de Florença. Porém, com a restauração da
família Médici ao poder, Maquiavel foi afastado da vida pública. Nesta época,
passou a dedicar seu tempo e conhecimentos para a produção de obras de análise
política e social.
- Em 1513, escreveu sua
obra mais importante e famosa “O
Príncipe”. Nesta obra, Maquiavel aconselha os governantes, em especial o
Príncipe Lorenzo de Médici, como governar e manter o poder absoluto, mesmo que
tenha que usar a força militar e fazer inimigos. Esta obra, que tentava
resgatar o sentimento cívico do povo italiano, situava-se dentro do contexto do
ideal de unificação italiana.
- O livro "O
Príncipe" foi escrito por Nicolau Maquiavel em 1513, cuja primeira edição
foi publicada postumamente, em 1532.
- Trata-se de um dos
tratados políticos mais importantes já escritos, e que tem papel crucial na
construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos.
- Entre outras coisas,
descreve as maneiras de conduzir-se nos negócios públicos internos e externos,
e fundamentalmente, como conquistar e manter um principado
- O livro “O Príncipe” é um manual prático que foi dado como presente por
Maquiavel ao Príncipe Lorenzo de Médici.
- A obra envolve
experiência e reflexões do autor.
- Maquiavel analisa a
sociedade de maneira fria e calculista e não mede esforços quando trata de como
obter e manter o poder.
- Questão: como
constituir e manter a Itália como um Estado livre, coeso e duradouro? Ou como
adquirir e manter principados?
- A tirania é
apresentada por Maquiavel como uma resposta prática a um problema prático
- No livro “O Príncipe”
não há considerações de direito, mas apenas de poder: são estratégias para
lidar com criações de força.
- Teoria das relações
públicas: cuidados com a imagem pública do governante.
- Teoria da cultura
política: religião nacional, costumes e ethos
social como instrumentos de fortalecimento do poder do governante.
- Teoria da
administração pública: probidade administrativa, limites à tributação e
respeito à propriedade privada.
- Teoria das relações
internacionais: Exércitos nacionais permanentes, em lugar de mercenários. Exércitos
nacionais para conquista, defesa externa e ordem interna.
- Em sua obra “O
Príncipe”, Nicolau Maquiavel mostra a sua preocupação em analisar
acontecimentos ocorridos ao longo da história, de modo a compará-los à
atualidade de seu tempo.
- A obra é dividida em 26 capítulos, que podem ser agregados em cinco
partes, a saber:
*capítulo I a XI: análise dos diversos grupos de principados e meios de
obtenção e manutenção destes;
*capítulo XII a XIV: discussão da análise militar do Estado;
*capítulo XV a XIX: estimativas sobre a conduta de um Príncipe;
*capítulo XX a XXIII: conselhos de especial interesse ao Príncipe;
*capítulo XXIV a XXVI: reflexão sobre a conjuntura da Itália à sua época.
- Na primeira parte
(cap. I a XI), Maquiavel mostra, através de claros exemplos, a importância do
exército, a dominação completa do novo território através de sua estadia
neste;
- Mostra a necessidade
da eliminação do inimigo que no país dominado encontrava-se e como lidar com as
leis pré-existentes à sua chegada;
- Dava o consentimento
da prática da violência e de crueldades, de modo a obter resultados
satisfatórios, onde se encaixa perfeitamente o tão famoso postulado atribuído a
Maquiavel de que “os fins justificam os meios” como os pontos mais
importantes.
- A guerra é a
verdadeira profissão de todo governante e odiá-la só traz desvantagens.
- Já na segunda (cap. XII
ao XIV), reflete sobre os perigos e dificuldades que tem o Príncipe com suas
tropas, compostas de forças auxiliares, mistas e nacionais, e destaca a
importância da guerra para com o desenvolvimento do espírito patriótico e
nacionalista que vem a unir os cidadãos de seu Estado, de forma a torná-lo
forte.
- Do capítulo XV ao
XIV, vê-se a necessidade de certa versatilidade que deve adotar o governante em
relação ao seu modo de ser e de pensar a fim de que se adapte às circunstâncias
momentâneas.
- “Qualidades”, em
certas ocasiões, como afirma o autor, mostram-se não tão eficazes quanto
“defeitos”, que, nesse caso, tornam-se próprias virtudes;
- A obra também fala da
temeridade dele perante a população quanto ao sentimento de afeição, como
medida de precaução à revolta popular, devendo o soberano apenas evitar o
ódio;
- Fala da utilização da
força sobreposta à lei quanto disso dependeram condições mais favoráveis ao seu
desempenho;
- Também fala da
importância da sua boa imagem em face aos cidadãos e Estados estrangeiros, de
modo a evitar possíveis conspirações.
- Em seguida,
constata-se um questionamento das utilidades das fortalezas e outros meios
quanto a finalidade de proteção do Príncipe;
- Depois ele disserta
sobre o modo como o príncipe encontrará mais serventia em pessoas que
originalmente lhe apresentavam suspeita em contrapartida às primeiras que nele
depositavam confiança;
- Indica como o
príncipe deve agir para obter confiança e maior estima entre seus
súditos;
- Fala sobre a
importância da boa escolha de seus ministros;
- O livro se apresenta
como uma espécie de guia sobre o que fazer com os conselhos dados ao príncipe.
Conselhos estes que são raramente úteis, quando levamos em consideração o
interesse oculto de quem os dá.
- Na última parte, que
abrange os três capítulos finais, Maquiavel foge de sua análise propriamente
“maquiavélica” na forma de um apelo à família real, de modo que esta adote
resoluções em favor da libertação da Itália, dominada então pelos
bárbaros.
- Terminada a breve
exposição dos principais temas abordados no livro “O Príncipe” aqui
sintetizado, conclui-se ser tamanha a complexidade organizacional de um Estado,
que se recorre a todo e qualquer meio, justo ou injusto, da república à
tirania, para ter-se como consequência não um país justo no sentido próprio da
palavra (ao menos não se julga, habitualmente, haver uma possibilidade de fazer-se
justiça com relação a todos os integrantes de uma sociedade ou grupo de
extensão considerável, já que os interesses são os mais variados), mas estável,
governável e próprio de orgulho por suas partes e, principalmente, de respeito
perante aos demais países/nações, o que certamente propiciaria um meio sadio e
mais tranquilo de viver-se, tanto ao Príncipe quanto aos seus seguidores.
- Em função das ideias
defendidas no livro “O Príncipe”, o termo “maquiavélico” passou a ser usado
para aquelas pessoas que praticam atos desleais (até mesmo violentos) para
obter vantagens, manipulando as pessoas. Este termo é injustamente atribuído a
Maquiavel, pois este sempre defendeu a ética na política.
"Precisando um príncipe de saber usar bem o animal, deve tomar como
exemplo a raposa e o leão; pois o leão não é capaz de se defender das
armadilhas, assim como a raposa não se sabe defender dos lobos. Deve, portanto,
ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para espantar os lobos."
Niccolo Maquiavel
A forca física do leão, e a sagacidade da raposa.
Referência:
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe:
comentários de Napoleão Bonaparte. Tradução Edson Bini. 12. ed. São Paulo:
Hemus, 1996.
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sábado, 27 de fevereiro de 2016
Dez dicas para ser um professor realizado
1. Conheça
seus estudantes: saiba um pouco sobre a história deles e o nome de cada um.
2. Planeje
suas aulas: saiba o que você vai fazer em cada minuto.
3. Seja
disponível: O professor é um facilitador, mediador do conhecimento e precisa
estar disposto a ensinar e aprender.
4. Projete
o futuro: estimule seus alunos a pensar o futuro e a profissão.
5. Associe a Teoria com a prática: utilize
exemplos práticos para ilustrar sua aula.
6. Crie:
faça aulas diferentes, dinâmicas. Há várias formas de aprender e ensinar. Ouse!
7. Atualize-se:
com as coisas do mundo, do seu curso e da sua disciplina.
8. Lembre-se
da postura ética profissional: conheça os princípios éticos da instituição para
orientar suas ações.
9. Faça
o melhor: procure sempre fazer a melhor avaliação, melhor aula, melhor texto.
Os alunos percebem isto!
10. Sempre que for possível, pratique e socialize o
que dá certo na sala de aula!
*
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
Comunicação social
Inúmeras
pessoas de origem familiar modesta, que estudam com sacrifício e trabalham
“duro” no disputadíssimo mercado profissional, muitas vezes, são as mais
preocupadas com sua imagem pessoal e profissional, São inseguras nos
procedimentos sociais, pois não tem certeza de que as atitudes que adotam são
as mais corretas ou adequadas as diferentes situações.
A elevação da sua autoestima não
depende apenas do sucesso financeiro, mas, sim, mesmo enquanto não chegam lá,
de saber que conseguem ser educadas, corretas, gentis, honestas e elegantes,
entretanto, algumas pessoas naturalmente são verdadeiros ruídos de comunicação
ambulantes. Comem de forma inadequada, vestem-se de maneira a chamar muita
atenção para a forma como estão trajadas, não combinam as peças que usam, falam
alto, vivem atrapalhando e interferindo negativamente no ambiente em que atuam.
Seguem algumas sugestões, sobre como se
conduzir em situações diferenciadas:
Cumprimentos
Nós,
latinos, temos a fama de sermos muito cordiais e simpáticos, o que se reflete
na nossa etiqueta de apresentação. Tais costumes tornam o clima mais amável e
propício para as conversas e amizades. Mas, apesar disso, nem toda ocasião
comporta a famosa troca de beijo na bochecha. Veja abaixo uma lista de regras
de etiqueta social para apresentações:
• Quem chega ao local deve cumprimentar
os demais.
• O bom senso deverá determinar se a
pessoa oferecerá um beijo ou um aperto de mão – tudo depende do grau de
intimidade que se tem com o outro. Em apresentações, oferece-se a mão, sempre.
• Ao dar um aperto de mão, esse deve
ser firme e respeitoso: não deve ser feito com a mão flácida e nem forte ao
ponto em que chegue a ser dolorido.
• Sorrir e ser amável é essencial em
qualquer cumprimento.
• O homem é apresentado à mulher (a não
ser que ele ocupe um cargo social mais elevado do que ela, em bailes de gala,
premiações, etc.).
• É de bom tom apresentar-se ao
anfitrião logo que chegar a um evento, principalmente se você foi convidado por
outro convidado.
• A prática de beijar a mão de uma
mulher é raramente usada e, quando for, deve ser apenas com as senhoras, nunca
com senhoritas.
Portar- se à
Mesa
Etiqueta
à mesa é muito mais do que um conjunto de regras. Portar-se bem nas refeições
faz parte da autopromoção da sua imagem e demonstra o quanto você se importa em
fazer uma boa presença à sua companhia na hora de sentar-se à mesa.
Além disso, em ocasiões como encontros
profissionais e de negócios, seguir a etiqueta à mesa é também uma forma de
expressar profissionalismo, respeito e segurança.
Os talheres e suas formas de uso são os
pontos que mais confundem as pessoas quando se deparam com um jantar ou almoço
formal – e se engana quem acha que esse tipo de situação já ficou no passado.
Conheça agora as duas formas vigentes de regras de etiqueta à mesa: o estilo
americano e o estilo europeu.
As
regras americanas são as regras mais modernas e, também, mais usadas. O garfo é
usado na mão direita, enquanto a faca descansa na parte superior do prato, com
a serra voltada para dentro. Na hora de usar a faca, troca-se de mão: o garfo
vai para a mão esquerda e a faca é usada com a mão direita.
Após
isso, volta-se para a posição inicial: faca descansando, garfo na mão direita.
Seguir as regras americanas implica em não usar a faca para “ajuda” a colocar a
comida no garfo.
Na
hora de descansar os talheres no prato, a faca fica na parte superior e o garfo
pode ficar tanto na direita, quanto na esquerda (depende apenas se você é
canhoto ou destro). Os dentes podem ficar virados para cima.
O
estilo europeu de etiqueta é o mais sóbrio e tradicional. Nele, durante todo o
tempo o garfo fica na mão esquerda e a faca na mão direta. Durante todo o tempo
o garfo é usado com os dentes para baixo (a não ser, claro, quando seja
impossível usá-los assim).
No modo europeu é permitido usar a faca
para colocar a comida no garfo, porém, somente apenas na parte traseira dele.
Para descansar os talheres no prato, o
garfo fica do lado esquerdo e a faca do lado direito, podendo tocar-se ou não.
Seja
seguindo um estilo ou outro, algumas regras são universais e também devem ser
aplicadas. Veja a seguir:
• A clássica dica de “comece a usar os
talheres de fora para dentro” é realmente válida.
• Depois de
serem colocados em uso, os talheres não devem mais ser encostados na mesa,
apenas apoiados dentro do prato conforme o estilo de etiqueta a ser usado
(europeu ou americano).
• De forma
alguma, gesticule com os talheres em mãos. Sempre que for falar, coloque-os
apoiados no prato.
• Para
sinalizar ao garçom que você está satisfeito, coloque o garfo e a faca
alinhados no prato, sendo o garfo ao lado esquerdo ou abaixo da faca. Para um
entendimento mais claro, eles devem seguir as posições do ponteiro do relógio
quando atinge às 4 horas ou às 6 horas.
• Os talheres
que não forem usados continuam na mesa, intocados.
• As facas de
carne são utilizadas apenas para carnes vermelhas e aves. Os peixes têm a sua
faca própria, que normalmente é usada apenas para afastar peles e espinhas que possam
aparecer. Omeletes, legumes e outros alimentos devem ser cortados com o garfo.
• Massas como
espaguetes e talharins não devem ser cortados. Enrole alguns poucos fios no
garfo e leve à boca.
• Na hora de
tomar uma sopa, leve a colher à boca pela lateral. Incline-se um pouco para
frente e evite que gotas caiam sobre a sua roupa.
Vestimenta
A escolha da nossa roupa diz muito
sobre nossa personalidade e nossa educação, também. Uma escolha imprópria será
lembrada por muito mais tempo do que uma escolha acertada – e o estrago é
grande! Por isso, esteja sempre atento ao “dress
code” e respeite-o. Basicamente, o “dress
code” pode ser organizado da seguinte forma:
•
Traje esporte – simples e
informal. Exemplos: almoços, exposições, churrascos, festas infantis.
•
Traje esporte fino – um toque de
formalidade. Exemplos: teatros, vernissages.
•
Social
– Formalidade total. Exemplos: jantares, casamentos, óperas.
•
Black-Tie
– Requinte e sofisticação. Exemplos: bailes de gala, premiações.
O
que podemos concluir? Seja qual for o cenário, o trabalhador, o funcionário, o
gerente, o executivo, o gestor, em qualquer nível e em qualquer empresa,
corporação ou organização deve saber cumprimentar, se apresentar, conversar,
vestir a roupa correta, falar ao telefone, usar talheres e taças, tratar as
pessoas, etc., com qualidade e respeito, pois, o fortalecimento da imagem de
qualquer pessoa em qualquer ambiente depende, fundamentalmente, da sua
capacidade de se comunicar, se relacionar e interagir com qualidade em todas as
circunstâncias.
Distância ideal
para falar
Alguma
vez, aconteceu de sentir-se invadido no seu espaço? Sentiu alguém muito próximo
de você? Alguém debruçou sobre sua secretária, ocupando o seu “espaço pessoal”?
Pois
é, penso que todos nós, em certa altura em nossas vidas, já fomos confrontados
com uma situação semelhante. Talvez no trabalho, talvez num encontro social ou
até numa multidão, como, por exemplo, um concerto ou desfile de rua.
É
uma questão de etiqueta organizacional saber manter as distâncias interpessoais
corretas com os nossos interlocutores.
O
espaço pessoal (ou “bolha”) refere-se a uma área com limites invisíveis que
cerca o corpo de cada um de nós, sendo o nosso território portátil. Essa noção psicológica
do nosso espaço é óbvia para todos nós e quando essa “bolha” é invadida
fisicamente, normalmente recorremos a técnicas para afastar esse intruso.
Existem
quatro tipos de distâncias pessoais na interação humana (observação: as medidas
são aproximadas):
•
Distância
íntima – A distância íntima (até aos
cinquenta centímetros) é claramente uma distância de compromisso. Um casal de
namorados, pais e filhos ou grandes amigos costumam conviver a esta distância.
Estamos completamente expostos: características do rosto, corpo, odor,
temperatura, etc. Só deixamos entrar nesta zona, pessoas por quem temos afetos.
• Distância
pessoal (entre cinquenta centímetros
e um metro e meio) – É a distância que utilizamos quando estamos no elevador
com alguém, quando esperamos numa sala de espera. Havendo, sensação de ameaça,
teremos a tendência de afastamento, nem que seja discretamente.
• Distância
social (entre um metro e meio e dois
metros) – É a mais comum em ambientes profissionais. Com chefias há tendência a
aumentar o espaço, porém, entre colegas de trabalho há tendência a não ser tão
grande.
• Distância
pública (mais de dois metros) – É a
que utilizamos para estar com desconhecidos e onde agimos mais formalmente. É
também utilizada por oradores, ou personagens públicas ou oficiais. É através
desta distância, que podemos também perceber se nos sentimos bem em multidões
ou não.
Como passar em concursos
ANÁLISE DO EDITAL
Uma
etapa muitas vezes menosprezada pelo concorrente é a análise do edital de
Seleção. Ele não só define a taxa de inscrição e datas dos testes, como
estabelece todas as regras do jogo. Portanto, é interessante ler com muita
atenção o edital, para saber:
1. PONDERAÇÃO
Qual o peso de cada matéria. A ponderação das notas das provas define quais as matérias que se deve estudar mais.
Qual o peso de cada matéria. A ponderação das notas das provas define quais as matérias que se deve estudar mais.
Podemos até escolher o cargo,
ou curso, para o qual concorrer pelo que mais valoriza as matérias onde se é
mais forte. Na ponderação, também ficamos sabendo qual a prova que teremos de
fazer com maior atenção.
Em algumas seleções, são
pontuados os currículos (cursos), experiência na área (tempo de serviço),
feitos testes práticos e de resistência física.
2. CRITÉRIOS
DE AVALIAÇÃO
A fórmula pela qual serão computadas as notas, complementa a noção que se precisa ter sobre o que é mais importante para os avaliadores.
A fórmula pela qual serão computadas as notas, complementa a noção que se precisa ter sobre o que é mais importante para os avaliadores.
A fórmula geralmente valoriza
determinadas matérias, comparando o número de questões acertadas com aquelas
incorretas. Sempre, quanto mais se acerta e menos se erra, melhor. O programa
do que é exigido em cada matéria deve ser considerado à risca
3. CRITÉRIOS
DE DESEMPATE
No edital, também ficamos conhecendo quais serão os pontos fortes quando atingirmos uma nota igual a de outros candidatos.
No edital, também ficamos conhecendo quais serão os pontos fortes quando atingirmos uma nota igual a de outros candidatos.
Normalmente, os critérios de
desempate valorizam as pessoas de maior idade e que obtiveram maior nota nas
provas de conhecimentos específicos. Assim, os candidatos de idade avançada
podem até levar vantagem.
Os deficientes físicos já saem
ganhando nesse item, pois são sempre reservadas vagas exclusivamente para eles.
4. CRITÉRIOS
DE DESCLASSIFICAÇÃO
Atenção para os procedimentos que podem desclassificar sumariamente o candidato, como utilizar calculadoras, portar livros na hora da prova e, principalmente, atingir o ponto de corte.
Atenção para os procedimentos que podem desclassificar sumariamente o candidato, como utilizar calculadoras, portar livros na hora da prova e, principalmente, atingir o ponto de corte.
COMO SE PREPARAR PARA SER APROVADO
A
aprovação em concursos públicos exige muito empenho, determinação e um contínuo
processo de preparação. As provas estão cada vez mais complexas e a
concorrência, mais acirrada. São dezenas, centenas e, algumas vezes, milhares
de candidatos por vaga. Mas todo candidato deve ter em conta que, para si,
basta uma vaga.
Disciplinas
cobradas
Variam
de concurso para concurso, de acordo com a carreira, o cargo, o âmbito
(municipal, estadual, federal) e o nível de escolaridade exigido. Há
disciplinas básicas, cobradas na maioria dos concursos: Língua portuguesa,
interpretação de texto, matemática, raciocínio lógico, atualidade e conhecimentos
gerais, noções de direito (especialmente Direito Constitucional), conhecimento
do regimento interno do órgão que está promovendo o concurso. Redação,
conhecimento das leis que regemo funcionalismo público, informática,
contabilidade e conhecimentos específicos sobre a área em que o candidato
concorre também são temas cobrados nos concursos.
Estudar
até passar
A
ordem dos especialistas não é estudar para passar, mas “estudar até passar”.
Mesmo quem ainda não decidiu em que área vai prestar, pode começar a se
preparar, optando pelas disciplinas básicas, como português, matemática,
direito constitucional, raciocínio lógico, entre outras. Esperar a publicação
do edital para adquirir material específico para determinado concurso não
assegura a formação suficiente para concorrer em pé de igualdade com candidatos
que vêm se preparando há meses ou até anos para disputar a mesma vaga.
Pó
isso, o processo de formação deve ser continuo. Quem se dedica às matérias
básicas adquire conhecimentos equivalentes, em média, a 80% do conteúdo exigido
em pelo menos 20 concursos de uma mesma área. Divulgado o edital de abertura de
concurso, as disciplinas específicas representarão uma formação completar.
Como
estudar
O
mais eficaz é estabelecer uma rotina diária dedicada exclusivamente ao estudo e
segui-la regularmente, o que exige uma boa dose de concentração e disciplina.
Quem
trabalha e/ou frequenta escola regular e optou por estudar em casa precisa
redistribuir os horários das tarefas cotidianas para reservar pelo menos três
horas diárias à preparação. Em geral, não é preciso sacrificar outras
atividades, mas priorizá-las de acordo com o interesse maior – no caso, ser
aprovado num concurso público. Além disso, é necessário:
·
Adquirir material didático atualizado e
afinado com o que tem sido exigido nos principais concursos do País, elaborado
por editoras com tradição no mercado.
·
Começar pelo conteúdo fundamental para
qualquer concurso.
·
Ao optar por cursos preparatórios, é
recomendável escolher uma instituição especializada e reconhecida no mercado,
com estatísticas confiáveis sobre número de alunos aprovados, de preferência
que ofereça cursos regularmente e não só em período de concurso.
·
Respeitar o relógio biológico. Cada
pessoa deve saber em qual período do dia é capaz de fixar o conteúdo com mais
facilidade. Estudar em momentos de cansaço ou em véspera de prova, não é
produtivo.
Praticar
Em
toda preparação, é fundamental resolver exercícios e mais exercícios para
testar ou reforçar o conhecimento. Além dos exercícios contidos no material de
estudo, o ideal é buscar por provas de concursos recentes, para ficar por
dentro do que tem sido exigido. É recomendável resolver as provas aplicadas por
variadas bancas examinadoras, pois os critérios de formulação e avaliação de
cada uma são diferentes.
Assim,
o candidato se familiariza com o que cada banca exige.
Antes
da prova
Além
de ficar atento à confirmação da inscrição e as datas e locais de prova, alguns
cuidados ajudam o candidato a amenizar a ansiedade e a evitar tropeços na hora
H.
É
recomendável, sempre que possível:
·
Conhecer o local da prova com
antecedência.
·
Procurar equilibrar o sono e a
alimentação dias antes da prova.
·
Certificar-se de que a documentação
está correta.
·
Evitar atrasos, especialmente os provocados
pelo trânsito.
·
Usar sapatos e roupas confortáveis.
·
Levar um relógio (exceto digital), água
e algum alimento, como barras de cereais e chocolate.
·
Não perder tempo em questões que
parecem ser muito difíceis. Se necessário, passar para a próxima e, no final,
retornar à questão que ficou para trás.
·
Reservar de 30 a 40 minutos para o
preenchimento do cartão resposta.
A Preparação para o concurso é muitas vezes completamente desconsiderada:
DIA DA PROVA
1. LOCAL
Visite com antecedência o local aonde os testes serão realizados. Muitas pessoas se perdem ou vão para locais errados, atrasando-se ou até não conseguindo realizar a prova. Trace minuciosamente o roteiro que vai seguir de casa até o local de testes, para evitar atropelos.
Visite com antecedência o local aonde os testes serão realizados. Muitas pessoas se perdem ou vão para locais errados, atrasando-se ou até não conseguindo realizar a prova. Trace minuciosamente o roteiro que vai seguir de casa até o local de testes, para evitar atropelos.
2. HORÁRIO
Outra questão onde seu nervosismo pode lhe trair é quanto ao horário da prova. Sempre saia com antecedência de casa, para estar cedo no local dos testes.
Outra questão onde seu nervosismo pode lhe trair é quanto ao horário da prova. Sempre saia com antecedência de casa, para estar cedo no local dos testes.
Os horários de máximo de
chegada e de fechamento dos portões devem ser observados. Assim como, a hora de
encerramento. Todos constantes no edital.
Como a tendência é exigir
muito em pouco espaço de tempo, não se desligue do tempo, mas faça as provas
com atenção.
3. ALIMENTAÇÃO
Evite comer demais, ou mal, antes da prova, para não sofrer congestões ou disenterias. Também não faça a prova com fome. Algumas pessoas se preparam levando lanches e água mineral, para evitar imprevistos na hora do teste.
Evite comer demais, ou mal, antes da prova, para não sofrer congestões ou disenterias. Também não faça a prova com fome. Algumas pessoas se preparam levando lanches e água mineral, para evitar imprevistos na hora do teste.
4. MATERIAL
Confira o que é necessário levar para a prova, antes de sair de casa. Tanto os documentos e canetas, exigidos no edital, como os objetos de sua necessidade, como guarda-chuva e relógio (para cronometrar o tempo da prova) - de preferência o mesmo que utilizou para os exercícios
*Caso o edital não permita telefones celulares, bips, etc., é importante atentar para não ser desclassificado
Confira o que é necessário levar para a prova, antes de sair de casa. Tanto os documentos e canetas, exigidos no edital, como os objetos de sua necessidade, como guarda-chuva e relógio (para cronometrar o tempo da prova) - de preferência o mesmo que utilizou para os exercícios
*Caso o edital não permita telefones celulares, bips, etc., é importante atentar para não ser desclassificado
NA HORA DA PROVA
1. TEMPO
Controle o tempo de resolução da prova, de acordo com o tempo total disponível e o grau de dificuldade encontrado nas questões: Resolva primeiramente (dedicando mais tempo) a prova com mais peso para a pontuação final. Em cada prova, deixe as questões mais difíceis para o final.
Controle o tempo de resolução da prova, de acordo com o tempo total disponível e o grau de dificuldade encontrado nas questões: Resolva primeiramente (dedicando mais tempo) a prova com mais peso para a pontuação final. Em cada prova, deixe as questões mais difíceis para o final.
Não se esqueça de considerar o
tempo para, ao final, fazer a revisão geral das respostas, preenchimento da
folha de respostas e revisão desse preenchimento.
2. REVISÃO
Alguns pontos podem ser "salvos" na última hora, justamente na revisão, ao final da resolução de todas as questões. Confrontando o que foi solicitado com o sua resposta, para evitar o erro muito comum) de marcar a questão correta, quando o que se pedia era a incorreta.
Alguns pontos podem ser "salvos" na última hora, justamente na revisão, ao final da resolução de todas as questões. Confrontando o que foi solicitado com o sua resposta, para evitar o erro muito comum) de marcar a questão correta, quando o que se pedia era a incorreta.
3. FOLHA
DE RESPOSTAS
Também é frustrante preencher incorretamente a folha de respostas ou deixar de passar para ela uma questão que se sabia a resposta correta.
Também é frustrante preencher incorretamente a folha de respostas ou deixar de passar para ela uma questão que se sabia a resposta correta.
A
ideia é conseguir uma boa colocação. O período de validade do concurso e a
prorrogação desse prazo, o remanejamento de candidatos, o aparecimento de novas
vagas, desistências ou desclassificação de concorrentes, com o tempo, serão os
fatores de "sorte" que se encarregarão de reclassificar o candidato.
Sobre as formas de comunicação
“Quem divide o que sabe, projeta uma imagem positiva, multiplica ideias e ações.
Obtém prestígio, torna-se líder.”
Há
quem diga que por trás de todo conflito se esconde um problema de comunicação.
Em qualquer situação em quem um desconforto se faz presente, a comunicação ou a
falta dela, aparece como chave para explicar – ou pelo menos a nos ajudar – a
entender o problema. Como regra geral, a ideia vale para qualquer setor da
vida, seja em âmbito pessoal ou profissional. Há exemplos que mostram essa
evidência. Na falta de qualquer um deles, basta lembrar que todo agrupamento de
seres, para ficarmos em exemplos mais gerais, parte de um processo simples de
comunicação. Fala-se, comunica, escreve, olha, ouve, silencia e também estará
se comunicando. A expressão, por si só, é um ato de comunicação – no limite,
expressa um tipo de comunicação pessoal, particular. O pensamento, afinal, é um
meio de comunicação, ainda que entre você e sua consciência. O que equivale
dizer que qualquer manifestação física – além das extras sensoriais,
metafísicas e, até em um âmbito mais remoto da existência humana, espirituais –
trará em si um componente afeito a algum tipo de comunicação.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Figuras de construção
O
texto nem sempre é organizado conforme as normas de sintaxe. Há, com frequência,
desvios sintáticos e concordâncias irregulares que imprimem características
peculiares à construção linguística. Assim, a ordem natural das palavras na
frase é alterada, promovendo uma sintaxe incomum. Esses recursos usados por
falantes e escritores, a fim de acrescentar mais vigor e expressividade à
linguagem, chamam-se figuras de sintaxe ou de construção.
1. Anacoluto
O
anacoluto, conhecido também como frase quebrada, consiste numa quebra abrupta
de construção no meio do enunciado. Diante disso, surge na frase um termo que
não apresenta ligação lógica com as palavras seguintes:
As crianças, quando será que
tudo se normalizará?
É verdade! Eu parece-me que
agora estamos aptos a entrar naquela concorrência.
2. Anástrofe
A
anástrofe consiste na inversão da ordem natural dos termos da frase, isto é, o
adjetivo antecede o substantivo, o verbo precede o sujeito, o objeto antecede o
verbo etc.
Exemplos:
Aquela bebida tinha um
terrível gosto. (= gosto terrível)
Andaram os peregrinos por
searas inóspitas. (= os peregrinos andaram)
Aos inimigos darei todo o
desprezo. (= darei aos inimigos)
3. Assíndeto
Assíndeto
é a ausência de conjunções coordenativas entre palavras de uma frase ou entre
orações de um período. Exemplos:
Sônia é uma adolescente
determinada, inteligente, bonita, agradável.
Ele se aproximou lentamente,
sorriu, não disse nada.
4. Elipse
Elipse
é a omissão de termos que podem ser facilmente subentendidos através do
contexto. Ocorre a elipse de várias partes do discurso:
a)
do verbo:
A guerra é muito triste. Dor,
amargura, violência demais.
(A
guerra é muito triste. Traz dor, amargura, violência demais.)
Fiquei realmente surpreso.
Poucas pessoas na passeata de protesto.
(Fiquei
realmente surpreso. Havia poucas pessoas na passeata de protesto.)
b)
da conjunção integrante (que):
É preciso se faça algo para
ajudá-lo.
(É preciso que se faça algo
para ajudá-lo.)
Diante de tanta urgência, pedi
fossem enviados os documentos por um mensageiro.
(Diante de tanta urgência,
pedi que fossem enviados os documentos por um mensageiro.)
c)
da preposição:
Mariana surgiu deslumbrante:
um vestido de seda azul, cabelos soltos.
Mariana
surgiu deslumbrante: com um vestido de seda azul, cabelos soltos.
Preciso que você me ajude na
cozinha.
Preciso
de que você me ajude na cozinha.
d)
do pronome pessoal reto (1ª e 2ª pessoas):
Viajarei para a África no
próximo verão.
(Eu viajarei para a África no
próximo verão.)
Viajaremos para a África no
próximo verão.
(Nós viajaremos para a África
no próximo verão.)
Foste reconhecido pelo teu ato
de bravura.
(Tu foste reconhecido pelo teu
ato de bravura.)
Fostes reconhecidos pelos
vossos atos de bravura.
(Vós fostes reconhecidos pelos
vossos atos de bravura.)
5. Hipérbato
Hipérbato
é o termo genérico que designa toda e qualquer inversão da ordem natural das
palavras na frase ou das orações no período. Exemplos:
O impasse diplomático
recrudesceu dos países árabes com Israel.
(O
impasse diplomático dos países árabes com Israel recrudesceu.)
O vento assobiava forte lá
fora, mas o barulho da tempestade não se ouvia muito, mesmo assim era uma noite
assustadora, pois as janelas de dupla vedação encobriam os ruídos indesejáveis.
(O
vento assobiava forte lá fora, mas o barulho da tempestade não se ouvia muito,
pois as janelas de dupla vedação encobriam os ruídos indesejáveis, mesmo assim
era uma noite assustadora.)
NOTA
A anástrofe é um tipo de
hipérbato, porém com inversões específicas na ordem natural dos termos da
frase.
6. Pleonasmo
Pleonasmo
é a repetição de termos com o objetivo de conferir mais vigor ou ênfase à
linguagem:
Jupira nunca saiu fora dos
limites da aldeia.
À pobre criatura ninguém lhe
socorreu.
O
pleonasmo é comum em frases feitas e ditos populares:
Vi com estes olhos que a terra
há de comer.
Ouvi com meus próprios
ouvidos.
Você precisa encarar o
problema de frente.
7.
Polissíndeto
Polissíndeto
é a repetição reiterada de conjunções coordenativas aditivas, a fim de dar
expressividade e sensação de movimento à expressão. Exemplos:
Tudo o que ele busca é
sucesso, e fama, e dinheiro, e poder, e glória.
Tudo o que ele busca é ser
feliz, pois não está atrás de sucesso, nem fama, nem dinheiro, nem poder, nem
glória.
8. Silepse
Silepse
é a concordância que se faz com o sentido da palavra, deixando-se de lado as
regras gramaticais. A silepse poder ser de:
a) gênero:
Vossa
Alteza foi justo.
Vossa
Excelência parece cansado.
Observe
que justo e cansado concordam com o gênero da pessoa (príncipe e homem de alta
hierarquia social) e não com os pronomes de tratamento.
b) número:
Um grupo de malfeitores atacou
o pobre homem e o surraram até à morte.
O corpo de baile do Teatro
Municipal do Rio se apresentou em São Carlos. Dançaram como nunca.
Observe
que grupo de malfeitores e corpo de baile, por serem substantivos coletivos,
exigem o verbo na 3ª pessoa do singular. No entanto, o verbo da segunda oração
de cada período, surrar e dançar, está no plural, concordando com a ideia de
quantidade expressa pelos coletivos.
c) pessoa:
Os cidadãos brasileiros somos
ordeiros e trabalhadores.
Todos saímos imediatamente
quando soou o alarme de incêndio.
Os
verbos ser e sair deveriam concordar com os respectivos sujeitos (Os cidadãos
brasileiros e Todos), mas o autor se inclui entre os cidadãos e entre todos,
indo o verbo para a 1ª pessoa do plural.
9. Zeugma
Zeugma
é a omissão de um termo anteriormente usado no contexto linguístico. Trata-se de
uma das formas da elipse. Exemplos:
Fábio vive para o estudo, o
trabalho e o esporte; Rogério, para a indolência, o vôlei de praia e o
oportunismo.
Nos negócios dele eu nunca
interfiro; nos meus não quero palpite.
Observe
que houve omissão de vive e negócios (Rogério
vive para a indolência... / Nos meus negócios não quero palpite).
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