"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles".

sábado, 21 de maio de 2011

Edital Enem 2011


Foi divulgado o Edital do Enem 2011, tão aguardado pelos candidatos. O Edital contém informações preciosas, tais como as matérias pedidas, os municípios em que a prova será aplicada, regulamento, e todos os demais detalhes sobre o Exame Nacional do Ensino Médio 2011.



Inscrições Enem 2011


Inscrição Enem 2011: As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio poderão ser feitas de 23 de Maio até 10 de Junho. A taxa de inscrição será de R$ 35. A isenção de inscrição do Enem 2011 será cedida através do sistema de inscrição para alunos de escola pública que irão concluir o ensino médio em 2011, e também para aqueles que declararem baixa renda (...).


Enem terá duas provas por Ano


Enem 2011 - Enem 2012: Foi divulgado que o Enem realmente terá duas provas por ano a partir de agora. As próximas duas provas do Exame Nacional do Ensino Médio já estão marcadas, uma pra 2011 e outra para 2012. O Ministério da Educação - MEC, confirmou que agora serão duas provas por ano, e inclusive já divulgou as datas das próximas duas provas, uma para esse ano, e outra para o ano que vem.

 

Data de Prova Enem 2011


Enem 2011 data da prova: O Ministério da Educação (MEC) já divulgou a data em que o Exame Nacional do Exame Médio será aplicado. Assim como no ano passado, o Enem será aplicado em dois dias - um sábado e um domingo. A prova será aplicada nos dias 22 E 23 de Outubro. As inscrições para o Enem 2011 começam na próxima segunda, dia 23/05, e irão até o dia 10/06.




Fonte:
http://www.enemeprouni.com/

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sábado, 14 de maio de 2011

Identidade da escola

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...Quando falamos em identidade, nos referimos a características que especificam algo ou alguém. A identidade, no entanto, não é estática. Ao contrário, ela está em permanente elaboração, num contexto social de interação de indivíduos e grupos, implicando reconhecimento recíproco...

...E isso se dá com a escola. A identidade dela vai sendo arquitetada no meio de que ela faz parte, com todos os segmentos que a compõem, levando-se em conta necessidades, crenças e valores. É uma identidade que se afirma na articulação com as outras instituições sociais ― a família, a comunidade, a Igreja, as associações, as empresas ― e que se configura no cumprimento da tarefa de socializar de modo sistemático a cultura e de colaborar na construção da cidadania democrática. A maneira de cumprir essa missão muda ― e isso significa que a escola leva em consideração as transformações da sociedade de que faz parte e as várias contradições que desafiam os educadores que nela trabalham, especialmente os gestores...

...O que se requer da escola é que, na mudança, permaneça nela um espaço para a criação de um mundo sem cátedras, sem privilégios e sem medo. E que, sobretudo, ela seja o lugar em que se realize uma pedagogia baseada na solidariedade. Para isso, é necessária uma atitude verdadeiramente crítica de seus gestores, um olhar profundo e abrangente, para ver o que deve permanecer e o que precisa ser modificado. Sem esquecer a coragem para realizar as transformações necessárias. As experiências bem sucedidas ― e elas têm sido muitas! ― mostram a possibilidade de empenho coletivo na construção da escola que queremos e à qual temos pleno direito...


Terezinha Azeredo Rios

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Saudade é a 7ª palavra mais difícil de traduzir

De acordo com uma lista feita a partir da opinião de mais de 1000 tradutores profissionais, a palavra saudade, em português, é a 7ª palavra mais difícil de traduzir. A lista considera palavras de todos os idiomas. Confira abaixo o ranking:
1. “Ilunga” (tshiluba) – uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez.
2. “Shlimazl” (ídiche) – uma pessoa cronicamente azarada.
3. “Radioukacz” (polonês) – pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro.
4. “Naa” (japonês) – palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém.
5. “Altahmam” (árabe) – um tipo de tristeza profunda.
6. “Gezellig” (holandês) – aconchegante.
7. Saudade (português)
8. “Selathirupavar” (tâmil, língua falada no sul da Índia) – palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres.
9. “Pochemuchka” (russo) – uma pessoa que faz perguntas demais.
10. “Klloshar” (albanês) – perdedor.
  • Leia mais sobre o tema aqui. (link enviado pelo leitor Felix Lopez)

Fonte:

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domingo, 8 de maio de 2011

Versos gramaticais

Vírgula
Se a vírgula é uma pausa,
que vantagem nos causa?

Ponto-e-vírgula
Aquele ponto-e-vírgula
(mesmo se dando desconto)
foi pausa tão demorada
Que, após a página virada,
Nem foi vírgula
Nem foi ponto.

Ponto
Pelo menos
num ponto
nós concordamos:
no ponto final.

Dois-pontos
Teus seios, vou defini-los:
Dois pontos.

Interrogação
Nosso amor tão reticente,
tão cheio de exclamação,
morreu e deixou na gente
aquela interrogação.

Exclamação
Foi ante tua expressão
de surpresa ou de revolta
que alguém que estava à volta
de repente exclama: ação!

Reticência
Em nosso amor, certa vez,
um erro de Português
me levou à repetência.
O meu erro foi fatal.
Em vez de ponto final
Eu coloquei reticência...

Aspas
Duplas vírgulas hasteadas
em frases de outro autor,
que você não vê usada
nas minhas frases de amor.

Parênteses
Os parênteses
Interrompem.
Os parentes rompem.

Travessão
Sem diálogo ou interlocução;
não deu bolas pro travessão.

Ronaldo Cunha Lima. Versos gramaticais. In HERDADE, Márcio Mendes. Novo manual de redação: básica, concursos, vestibulares, técnica. 2ed. Campinas: Pontes Editores, 2007.
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domingo, 24 de abril de 2011

Quando o diretor se torna um gestor

A verdadeira missão do líder da escola é conciliar as demandas burocráticas e pedagógicas para garantir que os alunos progridam



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Do lado de dentro


Imagine uma escola em que o gestor seja visto como um chefe autoritário, pelo qual todos sentem mais temor do que respeito. Agora vislumbre um cenário apenas de cobrança de resultados e exigência do cumprimento de regras, sem a participação nas decisões conceituais e corriqueiras do dia a dia. E se esse mesmo diretor só se ocupar das questões burocráticas do cargo, deixando de lado tudo o que se refere às relações humanas, exceto o trato com alunos indisciplinados, encaminhados à sua sala como uma forma de punição? Talvez nem seja preciso ter tanta imaginação, já que muito dessa postura antiquada e praticamente alheia ao cotidiano educacional – na mais precisa acepção da palavra – ainda está bastante presente em algumas escolas brasileiras.


VALORIZAÇÃO HUMANA – A postura do diretor imprime marca às relações interpessoais no ambiente escolar. Professores, funcionários, pais e alunos ao mesmo tempo ensinam e têm coisas a aprender.


Embora um tanto extremo, o exemplo serve para mostrar que a forma como o gestor se posiciona na escola exerce grande influência sobre como se dão as relações interpessoais. O entendimento de alunos, pais, funcionários, professores e, sobretudo, dos próprios diretores sobre seus papéis na dinâmica escolar é decisivo para determinar a qualidade da instituição. E mais: se todos não enxergam que sua função deve, acima de tudo, colaborar para um processo educativo exitoso, é hora de procurar reverter esse quadro. "É preciso ressignificar o papel do diretor na escola e o da escola na comunidade", afirma Roberta Panico, coordenadora pedagógica da formação de gestores do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária. "A equipe tem de perceber que o gestor é o articulador de demandas e soluções para a aprendizagem das crianças. E que é essa a função social primordial de toda escola." Para a autora portuguesa Isabel Alarcão, não apenas os alunos, mas toda a comunidade deve se desenvolver no convívio escolar. Esse é um dos aspectos do conceito de "escolas reflexivas", criado por ela. "Elas qualificam não só os que nelas estudam, mas também os que nelas ensinam ou apoiam estes ou aqueles", afirma a autora, em sua obra Escola Reflexiva e Nova Racionalidade. "Ela gera conhecimento sobre si própria e, desse modo, contribui para o conhecimento sobre essa instituição chamada escola."


DE OLHO NO ENTORNO – A escola se insere num bairro e sua equipe deve conhecer a realidade local. Só assim é possível conhecer as necessidades das pessoas e adequar-se a elas.


Embora o grande foco do gestor deva ser a aprendizagem dos alunos, de forma alguma isso diminui a importância do coordenador pedagógico. A parceria entre os dois é uma das mais relevantes na construção de uma escola de qualidade. Para isso, eles precisam estar sempre muito afinados. A principal função do coordenador é cuidar da formação dos professores, um dos aspectos decisivos para implementar o projeto pedagógico decidido coletivamente pela comunidade escolar (processo que, como um todo, é de responsabilidade do gestor).


Do lado de fora


Nas últimas décadas, as demandas sociais em relação à escola têm aumentado substancialmente. O fenômeno se deve, principalmente, ao crescimento da violência urbana – muitas vezes, associada ao consumo e ao tráfico de drogas –, à falta de perspectivas profissionais e ao aumento da competitividade e do individualismo provocados pela globalização da economia. Cada vez mais, exige-se que a escola colabore para transformar esse cenário, perceptível do lado de fora de seus muros, tematizando-o em suas atividades diárias com o objetivo de melhorar o futuro dos estudantes. "Desenvolver uma visão crítica da realidade, trazendo-a para a sala de aula como uma reflexão propositiva, é algo essencial", diz Nora Rut, da Unicamp. "A instituição de ensino não é um local para esquecer a dura realidade, como alguns colegas acreditam."


FOCO EDUCATIVO – Lidar com a burocracia não pode ocupar todo o tempo do diretor. Além de conhecer leis e normas e saber gerir recursos, o foco principal deve ser a aprendizagem de crianças e adolescentes.


Assim, a equipe de professores precisa se organizar para promover discussões sobre temas locais e globais. Além disso, a postura da equipe e as situações vivenciadas na escola servem como base para abordar temas como cidadania, tolerância e respeito. "É o gestor quem imprime uma cara à instituição, quem retoma os projetos institucionais, que são permanentes e abrangem a escola como um todo", diz Márcia Cristina da Silva, formadora do Instituto Avisa Lá, de São Paulo. "É ele quem lembra a todos o que o grupo quer ser e que alunos pretende formar."

Na teoria, tudo faz sentido. Mas o dia a dia da maioria é muito mais ocupado com a solução de emergências do que com o planejamento pedagógico. "O diretor costuma ter muita dificuldade em dizer o que faz parte de sua rotina de trabalho, pois passa o dia resolvendo problemas. Mas nem tudo na escola é urgente. Ele pode determinar uma divisão de tempo, reservando um horário fixo para atender pais, para reuniões com o coordenador etc.", propõe Márcia Cristina. Vitor Henriques Paro, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, resume: "O diretor tem de ter visão pedagógica em todas as suas ações. As atividades burocráticas são antiadministrativas quando não estão relacionadas com o pedagógico. A finalidade de todo o trabalho é garantir que a relação entre ensino e aprendizagem se concretize". Quando isso ocorre, o diretor se transforma, efetivamente, num gestor.


Fonte: PRIOLLI, Júlia. Quando o diretor se torna um gestor. Revista Nova Escola, edição especial, nov. 2008. São Paulo: Abril. Disponível em: . Acessado em: 26 maio 2010.

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domingo, 10 de abril de 2011

Jobs and Occupations – Lista de empregos e profissões em inglês – português

Sabe o que significa worker em inglês? Significa trabalhador, operário, obreiro, artesão ou funcionário. (...) Provavelmente você sabe o que significa teacher, mas sabe como dizer açougueiro, soldador, engenheiro, cabeleireiro e gerente em inglês?
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Accountant – contador
Actor – ator
Administrative assistant – auxiliar administrativo
Appliance reparir person – técnico de eletrodoméstico
Architect – arquiteto
Artist – artista
Assembler – montador
Auto mechanic – mecânico de automóvel
Babysitter – babysitter
Baker – padeiro
Business owner – proprietário da empresa
Businessperson – homem/mulher de negócio
Butcher – açougueiro
Carpenter – carpinteiro
Cashier – caixa
Childcare worker – funcionária da creche
Commercial fisher – pescador profissional
Computer software engineer – Engenheira de software
Computer technician – técnico em computadores
Customer service representative – representante de serviços ao cliente
Delivery person – entregador
Dental assistant – auxiliar de consultório odontológico
Dockworker – estivador
Electronics repair person – técnico de equipamentos eletrônicos
Engineer – engenheiro
Firefighter – bombeiro
Florist – florista
Gardener – jardineiro
Garment worker – funcionária de confecção
Graphic designer – projetista gráfico
Hairdresser / Hair stylist – cabeleireira
Home health care aide – enfermeira particular
Homemaker – dona de casa
Housekeeper – empregada doméstica
Interpreter / translator – intérprete / tradutor
Lawyer – advogado
Machine operator – operador de máquina
Manicurist – manicure
Medical records technician – técnica em prontuários
Messenger / courier – mensageiro
Model – modelo
Mover – carregador de mudança
Musician – músico, musicista
Nurse – emfermeira
Occupational therapist – terapeuta ocupacional
(House) painter – pintor
Physician assistant – auxilar do médico
Police officer – policial
Postal worker – funcionária do correio
Printer – tipógrago
Receptionist – recepcionista
Reporter – repórter
Retail clerk – vendedor
Sanitation worker – lixeiro
Security guard – segurança
Server – garçonete
Social worker – assistente social
Soldier – soldado
Stock clerk – almoxarife
Teacher – professor
Telemarketer – operador de telemarketing
Truck driver – motorista de caminhão
Veterinarian – veterinária
Welder – soldador
Writer / author – escritora / autora
Cargos Superiores
Supervisor – supervisor
Foreman – capataz
Forewoman – encarregada
Boss (informal) – chefe
Manager – gerente
Director – diretor
Executive – executivo
Employer – empregador

Períodos de Trabalho
Part-time (adjetivo) – meio período, meia jornada
Full-time (adjetivo) – tempo integral, jornada completa
Temporary (adjetivo) – temporário
Permanent (adjetivo) – permanente
Overtime (adjetivo) – hora extra

Falando do Trabalho
What’s his job? – qual é o trabalho dele?
What does she do? – o que ela faz?
What kind of work do they do? – que tipo de trabalho eles fazem?
I work in a factory – trabalho numa fábrica
She works for a large company – ela trabalha para uma grande companhia
They work with a lawyer – eles trabalham com um advogado.

Relações de Trabalho
(Trade) union (brit), Labor union (amer) – sindicato
Strike – greve; fazer greve
Picket – piquete; fazer piquetes

Obter Emprego
Apply (for) – candidatar-se, solicitar
Application – solicitação
Applicant – solicitante, candidato, requerente
Interview – entrevista; entrevistar
Appoint – nomear
Appointment – nomeação
Engage (formal) – contratar
Take on – contratar
Hire (brit) – contratar
Promote – promover
Promotion – promoção

Deixar o emprego
Resign – renunciar
Retire – aposentar-se
Notice – aviso de demissão
Redundant – redução/corte de pessoal
Dismiss (formal) – despedir
Sack (brit), fire (amer) (informal) – despedir, demitir, mandar embora


Adaptado do site: Inglês no supermercado

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Redação forense e elementos da gramática


A GRAMÁTICA FEMININA*

Eduardo Sabbag **

* Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Professor Sabbag elabora um poema em homenagem à mulher, por ele carinhosamente rotulada de “gênero inclassificável”. Nos versos, o Professor faz curiosas associações do vocábulo “mulher” a elementos gramaticais, cujos desdobramentos podem ser conferidos nas notas de rodapé.

** Eduardo Sabbag: Advogado; Doutorando em Língua Portuguesa, na PUC/SP; Doutorando em Direito Tributário, na PUC/SP; Mestre em Direito Público e Evolução Social, pela UNESA/RJ; Professor de Direito Tributário e de Língua Portuguesa, na Rede de Ensino LFG/ANHANGUERA; Coordenador e Professor do Curso de Pós-graduação, em Direito Tributário, na Rede de Ensino LFG/ANHANGUERA. Autor do Manual de Direito Tributário, 3ª edição, pela Editora Saraiva; Elementos de Direito Tributário, 12ª edição, pela Editora RT; Redação Forense e Elementos da Gramática, 4ª edição, pela Editora RT; e diversas outras obras.



Mulher: dissílaba[1], na classificação;
Oxítona[2], na acentuação.

Substantivo comum e concreto[3], na gramática;
Perante todos, um ser “concretamente incomum”.

Do gênero feminino, como substantivo[4], a mulher faz parte;
Como ser privilegiado, “faz o gênero” que quiser...

Mulher: gênero inclassificável[5]!

Mulher: uma palavra sem a força do acento gráfico[6],
Mas que soa forte, como o “sim” e o “não” de uma mulher.
Se é dito “eu amo mulher” – o cacófato[7]; se é escrito “mulher docílima” – o superlativo na expressão[8];
Aos prisioneiros de seus encantos, a paráfrase de Caetano adverte: “dulcíssima prisão”[9].

Mulher não é verbo;
Se o fosse, de conjugação única, sê-lo-ia... e no tempo verbal “mais-que-perfeito”!

Com efeito, na gramática ou fora dela;
O (vere)dito popular ensina: “Ela é a tampa da panela”.


Mulher: gênero inclassificável!

Mulher: uma palavra com seis distintas letras;
A “alma de mulher”: seis preciosos sentidos...

“Mulher” se escreve assim, no singular;
 Mas sempre se “lê”, no plural, “mulheres” – um ser multifacetado que é...

Se “da vida”, a meretriz; se “fatal”, a sedutora; se “com pudor”, o encanto;
Para os desavisados, leia-se: “Mulher não é sexo frágil, só se o quiser...

Daí o seu poder, um “poder-fato”, e não um “poder-dúvida”, como o de certos homens que não a conhece, de fato...


Mulher: gênero inclassificável!

Se “mulher-homem”, a opção;
A mulher sem homem, a falta de opção.

Mulher irascível: a TPM;
Homem ao lado de mulher com TPM: a tensão.

Homem abandona mulher, “mulher-superação”;
Mulher abandona homem, “homem sem chão”.

Lugar de mulher, o homem quer decidir;
O homem sem a mulher, perdido sem lugar.


Mulher: gênero inclassificável!

Mulher “dona de casa”, o trabalho árduo;
Mulher dentro de casa, a organização.

Mulher companheira, bem mais que ele;
Mulher fiel, o presente dele.

Mulher casada, o compromisso;
Mulher solteira, a busca disso;

Mulher professora, com quem aprendemos.
Esposa mulher, com quem convivemos.


Mulher: gênero inclassificável!

Mulher se vestindo: para outra mulher;
Mulher no espelho: idem, idem.

Cabelos brancos, tinta;
Olhos e sobrancelhas, pinta.

Coisas de mulher, o segredo;
Traição de mulher, sem segredo.


Mulher: gênero inclassificável!

Mulher moderna, o trabalho;
Mulher no sábado, o salão.

Sonho de mulher, compras irrestritas;
Mulher sonhando, paixão à vista.

Lágrimas de mulher: o mistério;
Mulher em lágrimas: Delegacia da Mulher!


Mulher: gênero inclassificável!

Alma de mulher: Chico Buarque;
Mulher e atitude: Alcione.

Eu gosto é de mulher”: Ultraje a Rigor;
Perfume de mulher”: filme de rigor!...

Mulher de Trinta”, no samba de Miltinho;
A maturidade, em Honoré de Balzac.

Mulher sereia, só dentro d`água;
Mulher “Amélia”: fora...de moda!

“Mulher honesta”, no Código Penal;
Mulher e “gravidezes”, o detalhe do plural[10].


Mulher: gênero inclassificável!

Mulher grávida, continuidade do amor;
Mulher mãe, o amor contínuo.

Mulher que “dá à luz gêmeos”: gramática em dia[11]!
Ser “mãe-mulher”: uma beleza indizível e, enquanto bela, pleonasmo”[12].

De tudo, uma notável certeza:

“Mãe-mulher”, de onde viemos;
“Mulher-terra”, pra onde iremos.


Prof. Eduardo Sabbag
março de 2011



[1] A palavra “mulher” é dissílaba, ou seja, composta por duas sílabas: mu-lher.

[2] A palavra “mulher” é classificada como oxítona, ou seja, um vocábulo cuja sílaba tônica é a última, à semelhança de colher, mister, entre outros.

[3] A palavra “mulher” é classificada como um substantivo comum, quando designa seres da mesma espécie (como menino, boi etc.), e como um substantivo concreto, quando designa seres de existência real (como mãe, pedra, leão etc.).

[4] A palavra “mulher” é classificada como um substantivo feminino (a mulher), possuindo diferente radical da forma masculina (o homem).

[5] O adjetivo “inclassificável” tem a acepção daquilo que não se pode classificar com clareza, no sentido de algo indizível. Este é o significado pretendido nos versos em epígrafe. Frise-se que o adjetivo é dicionarizado, estando previsto no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP 2009), redigido pela Academia Brasileira de Letras.

[6] A palavra “mulher” não recebe o acento gráfico, mas apenas o acento prosódico (da fala), indicando que a maior tonicidade recai na última sílaba (-lher), o que a insere na classificação de oxítona (Ver nota 2).

[7] O cacófato (ou cacofonia) é um vício de linguagem que, em razão de uma dada sequência de sílabas, produz som desagradável ou de uso desaconselhável. Exemplos: “uma mão lava a outra” (som de “mamão”); “cinco cada um” (som de “cocada”) etc. No verso do poema, a frase “eu amo mulher” indica som (/mumu/) que deve ser evitado.

[8] Docílimo é um adjetivo (o superlativo absoluto sintético) de “dócil”. Portanto, algo muito dócil é docílimo.

[9] Caetano Veloso lançou, em 1984, a célebre composição musical “O Quereres”, na qual retrata o paradoxo da relação amorosa, referindo-se ao amor pela pessoa amada como “dulcíssima prisão”.
[10] O plural de “gravidez” é gravidezes.

[11] A mulher dá à luz algo (gêmeos, trigêmeos, menino e menina etc.), e não “a algo”. Note que o verbo dar é transitivo direto e indireto. Assim, sintaticamente, a mãe dá gêmeos à luz, ou seja, despontam na oração o objeto direto (gêmeos, sem a preposição) e o objeto indireto (à luz, com a preposição). Assim, há condenável equívoco na frase “a mulher deu à luz a gêmeos...”

[12] O pleonasmo é figura de sintaxe caracterizada pelo emprego de palavras redundantes, com o fim de enfatizar a expressão (como “sorrir um sorriso”, “pedra dura” etc.). No verso, a expressão “mãe-mulher-bela” foi considerada propositadamente como um pleonasmo, no intuito de realçar a beleza feminina como algo intrinsecamente natural.
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sábado, 2 de abril de 2011

PORTUGUÊS JURÍDICO


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Nesta disciplina, o objetivo será conduzir o estudante de Direito por caminhos que propiciem a proficiência e desenvoltura na comunicação jurídica. Com um roteiro de informações e conceitos linguísticos aplicados ao Direito, contemplaremos uma visão ampla dos assuntos que, tratados com objetividade, reforçam o convite à pesquisa e ao aprofundamento dos estudos.
Além da abordagem geral ao universo conteudístico da Língua Portuguesa e uma ampla Introdução à comunicação, também serão enfatizados: o vocabulário linguístico; a estrutura frásica na linguagem jurídica; a enunciação e o discurso jurídico; o parágrafo e a redação jurídica; lembretes de tópicos gramaticais, modelos de procuração, conceitos e estruturas de requerimentos e estudo das particularidades da linguagem nas peças jurídicas.
Para avaliarmos a aprendizagem, nossa proposta é a de adotarmos critérios como a prática de elaboração de pesquisas para exemplificação dos assuntos estudados; elaboração de resumos dos tópicos gramaticais e fichamentos de exemplos; com a interação através de atividades e nas avaliações formais [verificações de aprendizagem] e informais [participação e dedicação nas atividades].
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BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
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BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed., Rio de Janeiro: Lucerna, 2001.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima Gramática. 43. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2000.
DAMIÃO, Regina Toledo, HENRIQUES, Antonio. Curso de português jurídico. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2004.
MELLO, Maria Chaves de. Dicionário Jurídico português-inglês - inglês-português. 8. ed. São Paulo: Método, 2006.
SABBAG, Eduardo de Moraes. Redação forense e elementos da gramática. 4. ed. São Paulo: RT, 2011.
SCHOCAIR, Nelson Maia, Português jurídico - teoria e prática. 1. ed. São Paulo:   Campus, 2008.
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domingo, 13 de março de 2011

O DESAFIO DA SALA DE AULA

''Os alunos não querem super-homens, nem enciclopédias ambulantes, mas profissionais que saibam motivá-los ao conhecimento, que os façam pensar'', diz Valmor Bolan
* VALMOR BOLAN


 
Menos profissionais estão procurando a sala de aula, segundo pesquisas recentes, especialmente do ensino fundamental e médio. Ser professor está ficando uma profissão cada vez mais desvalorizada socialmente, primeiramente pelos baixos salários, pelo estresse de ter de enfrentar uma sala de aula muitas vezes com um número elevado de alunos, com acústica precária, e problemas constantes de disciplina.

Os especialistas debatem sobre o que fazer para tornar a carreira do magistério atrativa, nos dias atuais. De qualquer forma, apesar dos desafios existentes, há aqueles que mantêm a perseverança e assumem a sala de aula com criatividade, e até entusiasmo, porque ser professor é acima de tudo uma vocação e missão, que, levadas a sério, produz ótimos resultados.

É preciso se espelhar naqueles que vêm encontrando soluções criativas para o exercício da atividade. Mas para isso, primeiramente o bom professor é aquele que prepara bem as suas aulas. Tem conteúdo, proposta, didática, pedagogia, e metodologia de trabalho. Uma boa parte tem dificuldade de superar os inúmeros problemas que vão surgindo no dia-a-dia, mas mesmo assim há sempre uma ou outra liderança que motiva que dá o exemplo, e surpreende até na forma como se dedica para dar o melhor de si em sala de aula.

É certo que os problemas vão se acumulando, situações de impasse que às vezes se tornam agudas. Mas o fato é que, pela experiência própria, um professor que prepara bem a sua aula e procura elevar a sua auto-estima e encontrar uma dosagem adequada de bom humor consegue superar as adversidades e alcançar um desempenho satisfatório. Os alunos não querem super-homens, nem enciclopédias ambulantes, mas profissionais que saibam motivá-los ao conhecimento, que os façam pensar, e que percebam como é importante saber das coisas, saber fazer links com as coisas, enfim, ter uma mente aberta e ágil, com uma sensibilidade que permita discernimento e percepção da realidade.
Se o governo quiser deixar sua marca, que faça o investimento certo para garantir o melhor atrativo ao magistério, com professores mais preparados e comprometidos com a sua atividade, com as salas de aulas, com os alunos. Os adolescentes e jovens estão ávidos por bons professores. Os que se preparam, passando provações, mas consegue se tornar um profissional de respeito descobre então que o problema não está somente no sistema, mas que cada um pode, dentro do seu próprio dinamismo, encontrar as forças de que precisa para dar conta da sala de aula.
Precisamos resgatar a auto-estima dos professores, darem-lhes aquela injeção de ânimo, com melhor remuneração e formação, para que realmente a Educação seja prioridade.


* Valmor Bolan é doutor em Sociologia.
In: http://blogdoconsa.blogspot.com/2011/03/o-desafio-da-sala-de-aula.html?spref=fb