domingo, 27 de dezembro de 2015
Período composto
O período composto é sempre constituído de duas ou mais orações. O
período pode ser composto por coordenação, por subordinação ou por coordenação
e subordinação.
1. Composto
por coordenação é o período no qual as orações que se sucedem apresentam
uma relação de independência entre si, isto é, são gramaticalmente
independentes. Nesse tipo de período, cada uma das orações é sintaticamente
independente, visto que uma não exerce qualquer função sintática em relação à
outra ou às outras orações. Exemplo:
Vou ao cinema com você, mas preciso voltar cedo para casa.
Temos, acima, um período de duas orações:
1ª = Vou ao cinema com você,
2ª = mas preciso voltar cedo para
casa.
2. Composto por subordinação
é o período em que existe uma dependência sintática entre duas ou mais orações.
Nesse tipo de período, haverá sempre uma oração principal e uma ou mais orações
dependentes. As orações dependentes são subordinadas e classificadas de acordo
com a função sintática que exercem em relação à oração principal. Exemplo:
Espero que o ônibus não se atrase, para que possamos almoçar antes da
reunião.
Temos, aqui,
um período de três orações:
1ª = Espero (oração
principal)
2ª = que o ônibus não se atrase,
(oração subordinada)
3ª = para que possamos almoçar
antes da reunião. (oração subordinada)
OBSERVAÇÃO
Oração principal é aquela que pede uma oração dependente (subordinada).
É importante salientar que a oração principal nem sempre vem antes da oração
subordinada. Exemplo:
Porque estava chovendo, apanhei um
táxi.
↓ ↓
oração subordinada
oração principal
3. Composto por coordenação e
subordinação simultaneamente é o período em que ocorre a combinação dos
dois processos apresentados anteriormente, isto é, em que o período (misto) se
compõe de orações independentes (coordenadas) e orações dependentes
(subordinadas). Exemplo:
Embora esteja cansado, vou ao cinema com
você, mas preciso voltar cedo para casa.
No período
acima, temos três orações:
1ª = Embora esteja cansado,
(subordinada)
2ª = vou ao cinema com você,
(principal)
3ª = mas preciso voltar cedo para
casa (coordenada).
COORDENAÇÃO
As orações coordenadas
podem ser sindéticas (quando são
introduzidas por uma conjunção coordenativa) ou assindéticas (quando aparecem justapostas, isto é, colocadas uma ao
lado da outra, sem o uso de conjunção). Exemplos:
Ele se aproximou lentamente e
sorriu, mas não disse nada.
(orações sindéticas)
Ele se aproximou lentamente,
sorriu, não disse nada.
(orações assindéticas)
As orações coordenadas
sindéticas se classificam de acordo com as conjunções coordenativas que as
iniciam.
1. Aditivas (expressam
adição, sequência de informações)
Clarice chegou de mansinho e
me deu um beijo.
O homem ferido não se mexia nem
falava.
2. Adversativas (estabelecem
ideia de contraste, oposição)
Ele foi claro e objetivo, mas não convenceu.
Havia muita coisa por fazer, todavia ninguém queria nada com o
trabalho.
3. Alternativas (indicam
alternância, exclusão)
Fique quieto ou vá embora.
Gente é tudo igual, quer seja rico ou pobre.
4. Conclusivas (expressam
conclusão ou consequência)
Ele nos enganou, logo não merece confiança.
Carolina me ajudou muito, portanto devo recompensá-la.
5. Explicativas (exprimem
uma explicação ou justificativa em relação à ideia contida na primeira oração)
Os prisioneiros fugiram, pois a cela está vazia.
Não devemos censurá-la, porque ela estava cumprindo o seu dever.
SUBORDINAÇÃO
O período
composto por subordinação, como já mencionamos, é formado por uma oração
principal e uma ou mais orações subordinadas. As orações subordinadas dependem
da principal e funcionam sempre como termos essenciais, integrantes ou
acessórios dela.
As orações subordinadas podem desempenhar a função
de substantivo, adjetivo ou advérbio, daí a classificação em orações substantivas,
adjetivas ou adverbiais.
As orações
subordinadas substantivas são, geralmente, introduzidas pelas conjunções
integrantes que ou se. Essas orações completam o sentido da oração principal e
têm o valor e as funções próprias do substantivo, isto é, sujeito, objeto
direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal e aposto.
1. Subjetivas (exercem a
função de sujeito da oração principal)
Parece-me que algo estranho
aconteceu.
É óbvio que devemos estudar.
Cumpre que completemos a tarefa.
2. Objetivas diretas
(exercem a função de objeto direto da oração principal)
Espero que ela nos ajude.
Bernardo perguntou quanto custa a
televisão usada.
Não sabemos como eles se feriram.
OBSERVAÇÃO
As orações substantivas objetivas diretas podem, também, ser
introduzidas por pronomes indefinidos (que, quem, qual, quanto) ou por
advérbios (como, onde, porque, quando, quanto), sempre nas interrogações
indiretas.
3. Objetivas indiretas
(exercem a função de objeto indireto da oração principal)
Os operários insistiram para que
a greve continuasse.
Lembrei-me de que todas as folgas
tinham sido canceladas.
Necessitamos de que ele nos
proteja.
OBSERVAÇÃO
As
orações substantivas objetivas indiretas são regidas de preposição. Às vezes,
ocorre a omissão da preposição. Exemplos:
Lembrei-me de que todas as folgas tinham
sido canceladas.
Lembrei-me que todas as folgas tinham
sido canceladas.
4. Predicativas (exercem a
função de predicativo da oração principal)
A verdade é que Maria nada fez
pelos pais.
Meu desejo era que ele fosse
médico.
João foi a pessoa que mais
protestou.
5. Completivas
nominais (exercem a função de complemento de um nome - substantivo ou
adjetivo - da oração principal)
Alice tem certeza de que Paulo a
pedirá em casamento.
Pedro estava convencido de que um
dia lhe reconheceriam o valor.
Sou sempre muito grato a quem me
ajuda.
6. Apositivas (exercem a
função de aposto de um termo da oração principal)
Só quero uma coisa: que você nos
deixe em paz.
A notícia estarreceu a todos: iriam
invadir o prédio.
Somente lhe pedimos isto: pague
todas as suas dívidas.
OBSERVAÇÃO
Dentre as orações substantivas, há aquela que exerce a função de agente
da passiva. A Nomenclatura Gramatical Brasileira, no entanto, não reconhece
esse tipo de estrutura linguística. Exemplos:
O
prefeito foi vaiado por quantos estavam
na comemoração.
A tela
será restaurada por quem a pintou.
As orações
subordinadas adjetivas são assim chamadas por apresentarem valor de um
adjetivo. São normalmente introduzidas por um pronome relativo (que, quem, o
qual, a qual, os quais, as quais, onde, cujo etc.) e exercem a função de
adjunto adnominal de um antecedente, que pode ser um substantivo ou um pronome.
Classificam-se as subordinadas adjetivas em restritivas e explicativas.
1. Restritivas
As orações subordinadas adjetivas restritivas
restringem ou limitam a significação de um termo antecedente - substantivo ou
pronome. Diante disso, são indispensáveis ao sentido da frase e, na linguagem
escrita, não se separam da oração principal por vírgula. Exemplos:
Mauro é um homem que tem o
poder da persuasão.
↓
antecedente
A avareza é uma doença
cujo sintoma é um sórdido apego ao dinheiro.
↓
antecedente
Gosto muito da casa onde
moro.
↓
antecedente
Não sabemos o que vamos
fazer agora.
↓
antecedente
2. Explicativas
As orações subordinadas adjetivas explicativas
acrescentam uma informação nova a respeito do antecedente, que pode ser
eliminada, visto que não é essencial para o sentido da frase. Na linguagem
escrita, é sempre isolada da oração principal por vírgula. Exemplos:
O Balão Azul, que é um
filme iraniano, ganhou vários prêmios no festival de Berlim.
Carlos, que é o garoto
mais velho do nosso grupo, pretende fazer Engenharia de Alimentos.
As orações
subordinadas adverbiais têm a função sintática de adjunto adverbial e são
introduzidas pelas conjunções subordinativas, excluindo-se as integrantes.
Classificam-se conforme a conjunção (ou locução conjuntiva) que as introduz.
Portanto, podem ser:
1. causais
O bebê chorava porque sentia
algum desconforto.
Use um agasalho pesado, que está
frio lá fora.
Uma vez que você não o denuncia,
nós o denunciaremos.
2. comparativas
A dignidade vale bem mais do que
o dinheiro.
Luciano corre como uma lebre.
Não quero que você se comporte que
nem um bicho-do-mato.
NOTA
Normalmente ocorre a omissão do verbo na oração adverbial comparativa
quando este coincide com a forma verbal da oração principal.
3. concessivas
Por mais que estudasse, ela
não obtinha boas notas.
Nós o ajudaremos, embora ele não
mereça qualquer ajuda.
Mesmo que eu quisesse, não
conseguiria esquecê-la.
4. condicionais
Irei ao cinema, desde que termine
o trabalho de literatura.
Caso ela me peça, farei tudo
com prazer.
Se não tivesse chovido,
teríamos ido à praia.
5. conformativas
Instalaremos o equipamento conforme
indica o manual.
Escreveu o relatório como o
delegado determinou.
Faremos tudo segundo nos ordenou
o rei.
6. consecutivas
Marina envelheceu tanto que quase
não a reconheci.
Daniel anda tão estressado que
mal para em pé.
Estava tão quente que dormíamos à
beira da piscina.
7. finais
Fiz-lhe um sinal que se sentasse.
Abrimos as janelas para que o
local pudesse ser arejado.
Retirei-me a fim de que ela se
sentisse à vontade.
8. proporcionais
À proporção que nos distanciamos
do Sul, mais calor vamos sentindo.
Quanto mais conheço aquela mulher,
mais a evito.
À medida que a chuva aumenta,
as pessoas são alertadas sobre a possibilidade de desmoronamento.
9. temporais
Eu compro chocolate para as crianças, sempre que passo pela Kopenhagen.
Quando visito Lili, costumo
levar-lhe flores.
Mal ouviu o tropel dos cavalos,
saiu correndo para o jardim.
OBSERVAÇÃO
Dentre as orações adverbiais há, também, as orações locativas e as modais. As locativas correspondem a um adjunto adverbial de lugar e
são iniciadas por onde ou aonde (=onde), sem antecedente. Exemplos:
Não pode haver organização onde
prevaleça a indisciplina.
Aonde fores, irei contigo.
As modais exprimem o modo pelo qual se dá o fato expresso na oração
principal. São iniciadas por sem que. Exemplos:
O garoto entrou no avião sem que
ninguém o visse.
O homem do circo comia fogo sem
que se queimasse.
A Nomenclatura Gramatical Brasileira não prevê esses dois tipos de
oração, incluindo-as entre as comparativas, conformativas e consecutivas.
Oração
reduzida é aquela que tem o seu verbo numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Exemplos:
Marcelo abrirá a porta para João sair. (oração
subordinada reduzida de infinitivo)
As crianças viram dois homens arrombando o carro. (oração subordinada reduzida de gerúndio)
Concluído o trabalho,
avaliaremos todas as atividades. (oração subordinada reduzida de particípio)
NOTA
As
orações reduzidas apresentadas acima podem ser desenvolvidas. Assim, teremos:
Marcelo abrirá a porta para que João saia.
As crianças viram dois homens que arrombavam o carro.
Assim que concluirmos o trabalho, avaliaremos todas as
atividades.
Orações reduzidas de infinitivo
Substantivas
1. Subjetivas
É necessário chegar bem cedo.
Foi fácil encontrá-lo.
2. Objetivas diretas
Esperamos chegar lá antes das
cinco.
Os clientes dizem ter a nova
lista de preços.
3. Objetivas indiretas
Jairo pensa em mudar de emprego.
Nada nos impede de vender a
fazenda.
4. Completivas nominais
Estou motivado a viajar com
Cecília.
Ela diminuiu o passo com medo de
cair.
5. Predicativas
O seu intento era prejudicar a
todos nós.
O mais prudente seria voltarem
para a cabana.
6. Apositivas
Só me falta algo: ter mais
dinheiro.
Ele tem dois grandes defeitos: mentir
e beber em excesso.
Adjetivas
Amália é uma criatura de se
entregar facilmente.
Paulo não é pessoa de se
intimidar com ameaças.
Adverbiais
1. Causais
Júlio não compareceu por se
sentir constrangido.
Levarei os dois, visto serem de
boa qualidade.
2. Concessivas
Marina fez a prova, apesar de se
sentir insegura.
Mesmo sem querer, ela nos
ofendeu.
3. Condicionais
Nunca entre no depósito sem pedir
autorização.
Não se ausente sem antes avisar o
seu chefe.
4. Consecutivas
O filme foi tão violento, a ponto
de causar arrepios.
O motorista devia estar muito distraído para não enxergar as crianças.
5. Finais
Devo economizar dinheiro a fim de
viajar.
Para enfrentar sua dura realidade,
ele bebe meia garrafa de cachaça por dia.
6. Temporais
Chorou muito antes de partir.
Depois de testemunhar, saiu
pela porta dos fundos.
Orações reduzidas de gerúndio
Adjetivas
Vimos uma garota loira correndo.
O policial encontrou o garoto tremendo
de frio.
Adverbiais
1. Causais
Estando com febre alta, fui
até a enfermaria.
Pressentindo que seria exonerado,
solicitou demissão.
2. Concessivas
Mesmo sendo tão inteligente,
não foi aprovado no vestibular.
Sendo gordo, não conseguiu
passar pelo buraco.
3. Condicionais
Analisando melhor, a pesquisa
está bem fundamentada.
Permanecendo deitado, você
nada conseguirá.
OBSERVAÇÃO
Dentre as orações subordinadas reduzidas de gerúndio há, também, as adverbiais modais, que não constam na Nomenclatura
Gramatical Brasileira. Exemplos:
Os
orientais comem pegando os alimentos com
os pauzinhos.
O carro
partiu cantando os pneus.
Orações reduzidas de particípio
Adjetivas
As formigas caminhavam sobre a torta colocada à mesa.
As sedas e brocados trazidos da
China ficaram com a bela princesa.
NOTA
É importante saber que os particípios
nem sempre constituem orações reduzidas. Muitas vezes, são meros adjetivos que desempenham a função de adjuntos adnominais. Exemplos:
As roupas usadas são bem mais
baratas.
O frango assado está
delicioso.
Adverbiais
1. Temporais
Terminada a reunião, fomos ao
escritório central.
Aberto o portão, os
torcedores entraram rapidamente.
2. Causais
Surpreendido pela polícia, o
ladrão começou a atirar para todos os lados.
Desatinado, pretendia
destruir a casa.
3. Concessivas
Mesmo acuado, o animalzinho
não se intimidava.
Cercados pelos inimigos
sanguinários, os pequenos guerreiros continuavam combatendo.
4. Condicionais
Apresentado o ultimato,
espero a rendição incontinenti do inimigo.
Aceita a mediação das Nações
Unidas, o conflito deve chegar ao fim.
Subordinação
As orações
intercaladas são meros elementos complementares ao período que funcionam
como esclarecimento ou observação.
Em geral, raramente vêm introduzidas por conjunção
e, na linguagem escrita, são isoladas por vírgula, travessão ou parênteses:
Carolina, perdoe-me a maldade,
é completamente burrinha.
Rogério, que eu saiba, nunca
estudou na Inglaterra.
Nos meus anos de faculdade - há muito
tempo - costumávamos jogar vôlei todos os sábados.
Ela não entendeu - nunca
entenderá - as razões que levaram o marido ao suicídio.
A política (diga-se de passagem)
é a arte do conchavo.
Fernando (permita-me um
comentário) foi sempre um grande transgressor das normas sociais.
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Termos da oração
A.
TERMOS ESSENCIAIS
Os termos essenciais da oração são o sujeito e o
predicado. O sujeito é o ser sobre o qual se afirma algo. O predicado é tudo
aquilo que se declara do sujeito. Exemplo:
João gostaria de estudar medicina
↓ ↓
sujeito
predicado
É importante esclarecer que o sujeito e o predicado
nem sempre são expressos da maneira como vimos na oração anterior. Observe o
exemplo abaixo:
No Sul do
país, a produção de vinhos finos tem crescido nos últimos anos.
O sujeito (a produção de vinhos finos) é
introduzido depois do adjunto adverbial de lugar (no Sul do país), que é parte
integrante do predicado. Assim, o predicado é “No Sul do país”, tem crescido
nos últimos anos.
B.
TERMOS INTEGRANTES
Os termos integrantes da oração são aqueles que
completam a significação de verbos e nomes transitivos. Por essa razão, são
indispensáveis à compreensão da mensagem.
Os termos integrantes são os complementos verbais,
o complemento nominal e o agente da passiva.
C. TERMOS ACESSÓRIOS
Termos acessórios da oração são aqueles que se juntam a um nome ou a um
verbo para acrescentar uma informação nova ao enunciado. Embora acrescentem um
dado novo à mensagem, não são termos indispensáveis para o entendimento da
oração. São três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
adverbial e aposto.
Vocativo
É um elemento da oração usado para chamar ou interpelar alguém ou algo.
Ó Deus, quanta miséria neste
mundo!
Maria, leve um cafezinho para o
Dr. Prado.
Verdes mares bravios, levai-me
para o outro canto do mundo!
O vocativo pode vir precedido de interjeição e é
sempre seguido de uma pausa. Na modalidade escrita é isolado por vírgula ou
seguido de ponto de exclamação. Exemplos:
A política, meu amigos, é a arte
da conciliação.
Meus Deus! O que faremos agora?
Até quando nos perseguirão, ó
insensatos!
NOTA
O vocativo apresenta uma função autônoma na oração, pois não pertence
ao sujeito nem ao predicado. Não deve ser classificado como um termo acessório,
visto que não tem relação alguma com os demais termos da frase.
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sábado, 26 de dezembro de 2015
Frase, oração e período
1. Frase
É a unidade mínima do discurso. É um enunciado que contém
uma ou várias palavras que formam sentido completo. Observe que a frase pode ou
não conter uma forma verbal. Exemplos:
Silêncio!
Chega de conversa!
Muito obrigado!
Eles moram em
Campinas.
Na linguagem oral, a frase é sempre marcada pela entonação.
Na linguagem escrita, a entonação é substituída pelos diversos sinais de
pontuação.
Há quatro tipos de frase:
a) declarativa (encerra um enunciado - afirmativo ou negativo)
Eles viajaram de
avião.
Eles não viajaram de
avião.
b) interrogativa (encerra uma interrogação)
Eles viajaram de
avião?
c) exclamativa (encerra uma exclamação)
Como estamos
exaustos!
d) imperativa (encerra uma ordem ou comando, um pedido ou
uma proibição)
Saia do carro já.
Abra a porta, por
favor.
Nunca mexa nas minhas
coisas.
2. Oração
É a frase que se constitui de sujeito e predicado, ou só de
predicado.
O
calor está insuportável.
↓ ↓
sujeito
predicado
Chove forte.
↓
predicado
3. Período
É a frase constituída de uma ou mais
orações. O período pode ser simples (formado por uma só oração) ou composto
(formado por duas ou mais orações). O período pode ser composto por coordenação
e por subordinação. É composto por coordenação quando as orações que se sucedem
são independentes. É composto por subordinação
quando há uma oração principal, à qual se subordinam outras
orações.
Há também o período formado por orações coordenadas e
subordinadas. Exemplos:
Aurélia chegou de viagem.
(período simples)
As nossas encomendas
chegaram, mas não foram liberadas pela alfândega. (período composto por
coordenação)
Todos notaram que os
Alencar não estavam se sentindo à vontade, porém nada fizeram para amenizar a
situação. (período composto por coordenação e subordinação)
O período termina sempre por uma pausa conclusiva que
recebe, na linguagem escrita, um sinal de pontuação: ponto, ponto de
exclamação, ponto de interrogação, reticências e, em certos casos, dois pontos.
NOTA
A oração que constitui o período simples é chamada de oração absoluta.
Interjeição
É uma palavra invariável, geralmente um grito
instintivo, com a qual se exprimem emoções súbitas, isto é, sentimentos de
alegria, de dor, de admiração e irritação, de aprovação, de surpresa, de alívio
etc.
A interjeição geralmente inicia a oração, mas não
tem com ela nenhuma relação gramatical. É importante notar que o significado da
interjeição depende do contexto no qual é usada e da entonação empregada.
Muitas vezes, a mesma interjeição expressa sentimentos diversos. Na linguagem
escrita, a interjeição vem normalmente acompanhada do ponto de exclamação.
Classificação
das interjeições:
de advertência: Cuidado!, Atenção!, Olha!, Devagar!, Calma!
de alegria: Ah!, Oh!, Oba!, Opa!, Olé!
de alívio: Ah!, Ufa!, Arre!
de animação: Avante!, Força!, Coragem!, Vamos!
de apelo ou chamamento: Ó!, Olá!, Hei!, Psiu!, Socorro!
de aplauso: Bis!, Bravo!, Bem!, Viva!
de aversão: Chi!, Ih!, Credo!
de desejo: Oh!, Oxalá!, Tomara!
de dor: Ai!, Ui!
de espanto ou surpresa: Ah!, Chi!, Ih!, Puxa!
de impaciência: Irra!, Puxa!, Hum!
de invocação: Alô!, Olá!, Ô!, Psiu!
de saudação: Salve!, Adeus!
de silêncio: Psiu!, Silêncio!
de terror: Ui!, Uh!, Credo!, Cruzes!
Locução
interjetiva
É um grupo de palavras com valor de interjeição:
Ora bolas!
Puxa vida!
Meu Deus!
Que horror!
Minha nossa!
Macacos me mordam!
Quem me dera!
etc.
.
Sobre as conjunções
Conjunção
É uma palavra invariável que liga duas orações,
indicando as relações existentes entre elas, ou dois termos semelhantes de uma
oração. Exemplos:
Este vídeo educa e diverte.
Este vídeo é educativo e divertido.
Para classificar as conjunções, devemos considerar
os dois processos básicos de construção da frase: a coordenação e a
subordinação.
Coordenação
A coordenação é um tipo de construção sintática no
qual as orações têm sentido independente e são separadas por vírgula ou ponto e
vírgula, ou são relacionadas entre si por conjunções coordenativas. Exemplos:
Joana abriu a porta, entrou sem
nos cumprimentar e foi diretamente
para o seu quarto.
Está relampejando, portanto haverá chuva.
Subordinação
A subordinação é um tipo de construção sintática no
qual uma ou mais orações, chamadas subordinadas, dependem de outras ou da
oração principal. Portanto, na subordinação as orações são dependentes, isto é,
uma oração determina ou completa o sentido da outra. Exemplos:
Luciano veste-se bem, embora gaste pouco com roupas.
Falarei com Marta assim que ela chegar.
Conjunções
coordenativas
As conjunções coordenativas ligam orações ou termos de uma
mesma oração. Dividem-se em:
1. aditivas: e, nem (= e não)
Eles levaram o armário e o sofá-cama.
Ela estava atrasada e almoçou em apenas dez minutos.
João não me devolveu o dinheiro, nem me deu satisfação a
respeito.
OBSERVAÇÃO
As aditivas ligam dois
termos ou duas orações de função idêntica, estabelecendo uma ideia de adição.
2. adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto,
senão etc.
Fomos ao shopping, mas não compramos nada.
É um lugar lindo, porém muito poluído.
OBSERVAÇÃO
As conjunções adversativas ligam dois
termos ou duas orações de função idêntica, estabelecendo uma ideia de oposição ou contraste.
3. alternativas: ou, ou ... ou, já ... já, quer ... quer, ora ... ora,
nem ... nem etc.
Para não conversar com as demais pessoas, lia o jornal, ou fingia
lê-lo.
Marina é inconstante: ora é dócil, ora é grosseira.
OBSERVAÇÃO
As alternativas ligam dois termos ou
duas orações de sentido diferente, estabelecendo sempre uma relação de alternância.
4. conclusivas: logo, pois, portanto, assim, por isso, por conseguinte
etc.
As luzes estão apagadas, logo eles devem ter saído.
Ela viajou a noite toda, portanto deve estar cansada.
OBSERVAÇÃO
As conjunções conclusivas ligam à
oração precedente uma oração que expressa conclusão ou consequência.
5. explicativas: pois (antes do verbo), que (= porque), porque,
porquanto etc.
Vamos embora, pois estou morrendo de sono.
É melhor vocês não partirem agora, porque o temporal já começou.
OBSERVAÇÃO
As explicativas ligam duas orações,
sendo que na segunda oração está contida uma explicação ou justificativa para a ideia expressa na primeira.
Conjunções
subordinativas
As conjunções subordinativas ligam orações
dependentes, isto é, orações que dependem de outras ou da oração principal para
terem sentido completo. Classificam-se em:
1. causais (exprimem causa):
porque, pois, como (= porque), porquanto, que, visto que, visto como, uma vez
que, de modo que, de maneira que, de forma que etc.
Eles não chegaram ainda porque o
ônibus atrasou.
Todos ficaram
preocupados, visto que Ricardo não dava notícias da família.
2. comparativas
(estabelecem comparações): como, tão como, assim como, tanto quanto, do que
(esta última após mais, menos, maior, menor, melhor e pior), qual, que nem etc.
Os verdadeiros amigos são como
diamantes.
Ele entrou bufando que nem um
touro bravo.
3. concessivas
(exprimem contradição): embora, ainda que, se bem que, posto que, apesar de
que, por mais que, por menos que etc.
Continuaremos prestigiando nosso
prefeito, embora nossa confiança nele esteja abalada.
Ela continua gorda, por mais que
se envolva com milagrosas dietas.
4. condicionais (indicam
hipótese ou condição): se, caso, a não ser que, sem que, contanto que, desde
que etc.
Se não partirmos agora, pegaremos
um grande congestionamento na estrada.
Assinaremos o contrato, desde que
haja garantia de lucro.
5. consecutivas
(exprimem consequências): que (precedido de tal, tanto, tão e tamanho), de
sorte que, de modo que, de forma que, de maneira que etc.
A onda era tamanha que ninguém
conseguiu pulá-la.
Analise bem a situação, de
maneira que tudo seja levado em consideração.
6. conformativas
(indicam conformidade com um ato ou fato): conforme, como (= conforme),
segundo, consoante etc.
Fizemos tudo conforme as
instruções do gerente.
Segundo o serviço de
meteorologia, choverá muito no próximo fim de semana.
7. finais (exprimem a
finalidade da oração principal): porque (para que), para que, a fim de que etc.
Parem de fazer barulho para que
eu consiga estudar.
Deixe a chave com a vizinha, a
fim de que possamos entrar.
8. proporcionais
(indicam fatos simultâneos): à medida que, à proporção que, ao passo que,
quanto mais ... mais, quanto mais ... menos etc.
O frio aumenta, à medida que
avançamos para o Sul.
Quanto mais ela estuda, menos
aprende.
9. temporais
(exprimem circunstâncias de tempo): quando, enquanto, logo que, antes que,
depois que, apenas, mal etc.
Enquanto as crianças dormiam,
passei toda aquela roupa.
Entrarei em contato com você logo
que for possível.
10. integrantes
(introduzem uma oração que completa o sentido de outra): que (exprime certeza)
e se (exprime incerteza ou dúvida).
Tenho certeza de que ela já
chegou de viagem.
Não sei se eles virão hoje ou
amanhã.
OBSERVAÇÃO
É importante salientar que as
conjunções são expressas por uma só palavra. Sempre que tivermos mais de uma palavra, estaremos diante de uma
locução conjuntiva.
Preposição
É uma
palavra invariável que liga e relaciona dois termos de uma oração. Ao ligar os
dois termos, ela estabelece entre ambas relações de lugar, posição, movimento,
origem, modo, tempo etc.
Os termos ligados pela preposição recebem o nome de antecedente
e consequente. É importante notar que o sentido do antecedente é sempre
explicado ou completado pelo consequente. Exemplos:
Antecedente Preposição Consequente
Vou a São
Paulo.
Viajaram de
carro.
Falei com Ricardo.
Trabalha para
João.
Tipos
de preposição
Há dois tipos de preposição: essenciais e acidentais.
1. Essenciais
Preposições essenciais são palavras que só funcionam como preposições.
Exemplos: a, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, por, sem, sob,
sobre etc.
2. Acidentais
Preposições acidentais são palavras que pertencem a outras partes do
discurso, mas podem funcionar como preposições. Exemplos: como, conforme,
consoante, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo etc.
Combinação e contração
As preposições a, de, em e per ligam-se a outras palavras, formando um
vocábulo único.
Ocorre a combinação quando a preposição une-se a outra palavra sem
sofrer redução de fonema.
A preposição a combina-se com o artigo definido (a + o = ao, a + os =
aos) e com o advérbio onde (a + onde = aonde).
Ocorre a contração quando a preposição sofre redução ao ligar-se com
outra palavra. Exemplos: a + a = à, de + ele = dele, em + o = no, per + o =
pelo.
As preposições contraem-se com diversas classes de palavras: artigo,
pronome demonstrativo, pronome pessoal, pronome indefinido e advérbio.
Exemplos:
Preposição a
1. com o artigo definido:
a + a = à a + as =
às*
2. com o pronome demonstrativo:
a + aquele(s) = àqueles
a + aquela(s) = àquelas
a + aquilo = àquilo
Preposição de
1. com o artigo definido:
de + o = do de + os = dos
de + a = da de + as = das
2. com o artigo indefinido:
de + um = dum de + uns = duns
de + uma = duma de +
umas = dumas
3. com o pronome
demonstrativo:
de + aquele(s)
= daquele(s)
de + aquela(s)
= daquela(s)
de + aquilo = daquilo
de + esse(s) = desse(s)
de + essa(s) = dessa(s)
de + este(s) = deste(s)
de + esta(s) = desta(s)
de + isso = disso
de + isto = disto
4. com o pronome pessoal:
de + ele = dele de
+ eles = deles
de + ela = dela de
+ elas = delas
5. com o advérbio:
de + aqui = daqui
de + ali = dali
de = aí = daí
6. com o pronome indefinido:
de + outro = doutro de +
outros = doutros
de + outra = doutra de +
outras = doutras
Preposição em
1. com o artigo definido:
em + o = no em + os = nos
em + a = na em + as = nas
2. com o artigo indefinido:
em + um = num em + uns = nuns
em + uma = numa em + umas
= numas
3. com o pronome demonstrativo:
em + aquele(s) =
naquele(s)
em + aquela(s) =
naquela(s)
em + aquilo = naquilo
em + esse(s) = nesse(s)
em + essa(s) = nessa(s)
em + este(s) = neste(s)
em + esta(s) = nesta(s)
em + isso = nisso
em + isto = nisto
4. com o pronome pessoal:
em + ele = nele em
+ eles = neles
em + ela = nela em
+ elas = nelas
Preposição per
com o artigo definido:
per + o = pelo per
+ os = pelos
per + a = pela per
+ as = pelas
Locuções prepositivas
São duas ou mais palavras com função de
preposição. A locução prepositiva termina sempre por uma preposição. Exemplos:
Ela estará aqui logo depois do
almoço. (locução prepositiva)
Ela estará aqui logo após o
almoço. (preposição)
Não admito incompetência dentro
de minhas empresas. (locução prepositiva)
Não admito incompetência em
minhas empresas. (preposição)
As locuções prepositivas mais usadas na linguagem são:
abaixo de apesar
de
acima de a
respeito de
a fim de atrás
de
a favor de através
de
além de de
acordo com
antes de debaixo
de
ao lado de dentro
de
ao redor de depois
de
a par de diante
de
embaixo de em
virtude de
a cima de graças
a
em face de junto
a
em frente a junto
de
em frente de perto
de
em lugar de por
causa de
em redor de por
detrás de
em torno de por
trás de
em vez de sob
pena de
Relações estabelecidas pelas
preposições
São diversas as relações que se estabelecem entre as palavras ligadas
pela preposição. Às vezes, não é possível indicar com clareza qual é o tipo de
relação entre o antecedente e o consequente. As relações mais comuns são:
1. lugar/posição
As crianças estão em casa.
Eles moram no centro da
cidade.
Ela usava um cachecol em
volta do pescoço.
2. direção/movimento
Eles correram para o quintal.
Eu sempre quis ir a Roma.
Ela olhou para o lado e
fingiu que não me viu.
3. tempo
O almoço será servido à uma
em ponto.
Eles vieram ao Brasil em
1981.
Faremos uma parada para almoço dentro
de dez minutos.
4. causa/motivo
Centenas de crianças morrem de
fome diariamente.
Ela entrou em depressão por causa da
morte da mãe.
A separação deles ocorreu em consequência da interferência de Dona Isabel.
5. origem
O avião de Paris acaba de
aterrissar.
Essa onda de frio vem do Sul.
Eles chegaram das bandas de
Goiás.
6. modo
Ele pediu bife à milanesa.
Ela exige as coisas conforme
suas vontades.
Fizemos tudo de acordo com as
instruções.
7. meio
Eles viajaram de ônibus.
O relatório foi escrito à
máquina.
Vimos o jogo de basquete pela
TV.
8. matéria
Aquele vaso é de cristal
alemão.
Mamãe fez uma torta de amora.
9. assunto
É um livro de física nuclear.
A conferência sobre cinema
russo foi adiada.
Não revele os pormenores acerca
do nosso acordo.
10. estado/qualidade
Após o terremoto, a cidade ficou em
ruínas.
Quando a encontramos, ela estava aos
prantos.
É uma carne de primeira.
11. instrumento
Os ladrões arrombaram a janela com
um pé-de-cabra.
A vítima foi morta a foice.
12. finalidade
Ele parou para calibrar os
pneus.
Eles fizeram tudo com a
finalidade de prejudicar nosso novo projeto.
13. posse
O carro de Carlos está na
garagem.
A fazenda dos meus avós fica
perto de São Carlos.
14. parentesco
O marido de Helena viajou
para o Canadá.
Os filhos da vizinha
quebraram a nossa vidraça.
15. companhia
As crianças viajaram com os
avós.
Eles chegaram em companhia dos
colegas de trabalho.
16. oposição
Não adianta lutar contra um
inimigo poderoso.
Saiu uma grande pancadaria no jogo Flamengo versus Grêmio.
17. ausência/privação
Felizmente ele morreu sem
sentir dor.
Eles estão sem o que comer.
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domingo, 20 de dezembro de 2015
Texto jornalístico
A noção de que
os distintos gêneros se encontram permeados na nossa vida em sociedade se torna
cada vez mais cristalizada, haja vista que compartilhar de situações comunicativas
representa uma das posturas enquanto parte constituinte de uma coletividade.
Partindo desse
princípio, relevante é, também, enfatizarmos acerca das finalidades discursivas
que os norteiam, sobretudo aqueles que estão diretamente relacionados com o assunto
sobre o qual trataremos por meio do artigo em questão – os
jornalísticos, por excelência. Acerca deles um aspecto parece
emergir e ganhar certa representatividade em termos de discussão – o fato de
que quando estabelecemos familiaridade com a modalidade em pauta, isto é, ao
pegarmos o jornal para folhear, nem sempre nos damos conta dos principais
aspectos de que dele fazem parte – ora essenciais à nossa compreensão enquanto interlocutores,
entre eles, estes abaixo retratados:
·
Título – A priori já dispomos de uma noção
que demarca essa importante parte, haja vista que, sem sombra de dúvida,
representa aquele elemento que chama a atenção do leitor para apreciar acerca
do que realmente se trata o assunto, razão pela qual ele deve ser o mais
atrativo possível, geralmente demarcado por letras garrafais e em negrito
·
Subtítulo – Literalmente, atesta-se que se trata
de um elemento que reforça a intenção prestada no título, ou seja, um elemento
que aparece para somar, para acrescentar algo a mais às informações
anteriormente reveladas. O intuito, como não poderia deixar de ser, revela-se
por chamar ainda mais a atenção para o que vem adiante.
·
Legenda – Não são raras
as vezes em que nos deparamos com os gráficos, tabelas, fotografias, desenhos.
Tais elementos cumprem uma função especial: caracterizar, descrever os aspectos
impressos na ilustração e conferir apoio à própria matéria jornalística,
informando acerca dos fatos noticiados. Dessa forma, encontram-se demarcados na
legenda, sendo que tal
parte caracteriza-se como uma frase curta, concisa e objetiva.
·
Texto-legenda – equivale dizer
que esse elemento, assim como subtítulo, acrescenta informações relevantes à
legenda, tornando-a mais ampliada, mais completa em termos de informação para o
leitor.
Mediante tais
pressupostos, é bem possível que você atente mais nos aspectos que aqui foram
elencados, tornando assim um leitor ainda mais eficaz, assíduo e competente.
Fonte: www.portugues.com.br/redacao/partes-constituintes-dos-textos-jornalisticos.html
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