"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles".

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A Viagem do Elefante – Rota portuguesa - Junho 2009

O elefante gostou do que viu e fê-lo saber à companhia, embora em nenhum ponto o itinerário que escolhemos tivesse coincidido com aquele que a sua memória de elefante zelosamente guardava. Que haviam, disse, ele e os soldados de cavalaria, subido para o norte quase a pisar a linha da fronteira, por isso eram os caminhos tão ruins. Comparada com a viagem de então, esta foi um passeio: boas estradas, bons alojamentos, bons restaurantes, o próprio arquiduque, ainda que habituado aos luxos da Europa central, teria ficado surpreendido. A expedição foi para trabalhar, mas disfrutou como se andasse de férias. Até os sofridos câmaras, obrigados a carregar com equipamentos de sete quilos ao ombro, estavam encantados. O interessante é que nem os nossos amigos, nem os jornalistas conheciam os lugares que visitámos. Melhor para eles, que dali levaram muito que contar e recordar. Começámos por Constância, onde se crê que Camões viveu e teve casa, de cujas janelas terá visto mil vezes o abraço do Zêzere e do Tejo, aquele suave remanso da água na água capaz de inspirar os versos mais belos.
Dali fomos para Castelo Novo para ver a Casa da Câmara, do tempo de D. Dinis, e o chafariz joanino que lhe está pacificamente encostado. Vimos também a lagariça, essa espécie de dorna ao ar livre para a pisa das uvas, cavada na rocha bruta em tempos que se acredita serem os da pré-história.
Dormimos no Fundão, terra de cerejas por excelência, e na manhã seguinte ala para Belmonte onde nasceu Pedro Álvares Cabral, direitos à igreja de S. Tiago, da minha particular devoção. Ali está uma das mais comovedoras esculturas românicas que existem na face da terra, uma pietà de granito toscamente pintado, com um Cristo exangue deitado sobre os joelhos da sua mãe. Ao pé desta estátua, a célebre pietà de Miguel Ângelo que se encontra no Vaticano não passa de um suspiro maneirista. Não foi fácil arrancar o pessoal à extática contemplação em que havia caído, mas lá os conseguimos levar aliciando-os com o enigma arquitectónico de Centum Cellas, essa construção inacabada cuja problemática finalidade foi e continua e ser objecto das mais acaloradas discussões. Seria uma torre de vigia? Uma hospedaria para viajantes de passagem? Uma prisão, embora o neguem as rasgadas janelas que subsistem? Não se sabe.
Saciada a fome de imagens, o destino seguinte seria Sortelha, a das muralhas ciclópicas. Ali nos caiu em cima uma trovoada como poucas, relâmpagos em rajada, trovões a condizer, chuva a cântaros e granizo que era como metralha. Não chegámos a beber o café, a corrente eléctrica sumira-se. Uma hora foi o que demorou o céu a escampar.
Ainda chovia quando entrámos no autocarro, a caminho de Cidadelhe, sobre o qual não escreverei. Remeto o leitor interessado e de boa vontade para as quatro ou cinco páginas que lhe dediquei na Viagem a Portugal. Os companheiros arregalaram os olhos perante o pálio de 1707, depois foram ver a aldeia, os relevos nas portas das casas, os caixotões da igreja matriz com retratos de santos. Vinham transfigurados e felizes.
Agora só faltava Castelo Rodrigo. O presidente da câmara municipal de Figueira de Castelo Rodrigo esperava-nos na ponte sobre o Côa, a pouca distância de Cidadelhe. De Castelo Rodrigo eu conservava a imagem de há trinta anos, quando lá fui pela primeira vez, uma vila velha decadente, em que as ruínas já eram só uma ruína de ruínas, como se tudo aquilo estivesse a desfazer-se em pó. Hoje vivem 140 pessoas em Castelo Rodrigo, as ruas estão limpas e transitáveis, foram recuperadas as fachadas e os interiores, e, sobretudo, desapareceu a tristeza de um fim que parecia anunciado. Há que contar com as aldeias históricas, elas estão vivas. Eis a lição desta viagem.
.
José Saramago

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Amor

Mesmo que finjas não ouvir-me.
Eu te amo.
Mesmo que venhas a evitar-me.
Eu continuarei te amando.
Mesmo que zombes de mim.
Juntarei forças para amar-te ainda mais.
Mesmo que venhas a odiar-me.
Meu sentimento por ti será um imenso amor.
Mesmo que venhas a exterminar minha vida.
Continuarei te amando de uma outra dimensão.

Tu não me vencerás jamais!
Pois sou imbatível.
O que sinto é indestrutível.
É algo de outro mundo.
Não tem começo nem fim.
Tampouco cor ou formas.

Simplesmente te amo
E te amarei infinitamente.
E se mesmo com todo esse amor
Tu persistires em odiar-me.
Retornarei da dimensão em que estou
E nascerei novamente neste mundo.
Só que, desta vez, nascerei do teu ventre.
E assim me amarás.
Me alimentarás
Me farás carinhos.
Cantarás para mim canções de ninar
E me chamarás de: “Meu filhinho”!!!

Sim, sou teu filho.
Sou teu pai
Teu amante
Teu esposo a quem tanto rejeitas...
Em palavras simples e objetivas:
SOU DEUS.
.
.
(Juarez Firmino)

domingo, 9 de agosto de 2009

Escolas de SP não precisarão cumprir 200 dias letivos

Clipping Educacional - DA REPORTAGEM LOCAL
O Conselho Estadual de Educação de São Paulo liberou as escolas da obrigação legal de cumprir os 200 dias letivos de aula.

O órgão afirma que o fechamento das escolas por causa da epidemia de gripe suína é uma "situação emergencial". As escolas devem repor o conteúdo perdido durante a prorrogação das férias. Nos Estados Unidos, o governo recomendou que as escolas só fechem se apresentarem um grande número de casos. As aulas no país, que teve 353 mortes e 1 milhão de casos confirmados, recomeçam em setembro.

Fonte:http://www1.folha.uol.com.br

MAIS, MAS ou MÁS

Mas é conjunção e significa porém, todavia.
Ex.: O rapaz é culto, mas pouco simpático.
Más é adjetivo e significa ruins.
Ex.: Não devemos andar com más companhias.
Mais pode ser advérbio e quer dizer aumento; pode ser substantivo e quer dizer o restante; pode ser preposição e quer dizer em companhia de.
Ex.: Estuda mais e serás aprovado.
................Por hoje é só, o mais fica para amanhã.
................Meu tio mais sua filha estão vindo para cá.
ATIVIDADES
Complete com mas, más ou mais:
01 – Elas são ............... companheiras de trabalho.
02 – Papai foi a livraria, ................... não encontrou todos os livros.
03 – Leia ................... e você escreverá melhor.
04 – Eu não acredito em ................... idéias.
05 – É .................... fácil criticar do que fazer.
06 – Ela era bondosa, .................... não demonstrava isso.
07 – O seu boletim apresentava notas boas e ................ .
08 – Os índios trouxeram ..................... notícias para nós.
09 – ................, minha filha, por que você não fez o trabalho?
10 – O ................... dos dias, ele acorda muito tarde.
11 – Papai ................... seu irmão pensa assim.
12 – A vida é dura, ................... é maravilhosa.
13 – Suas ................. atitudes tornaram-no um homem sem amigos.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Serra quer elite dos professores

A decisão do governador José Serra de aumentar o salário do professor da rede estadual, com base em exames e taxas de absenteísmo, consegue tocar num ponto nevrálgico: atrair os talentos para dar aula em escola pública. Com base nos novos critérios, um professor conseguirá chegar ao final da carreira com um rendimento próximo a R$ 7 mil, sem contar os bônus que pode obter condicionado ao desempenho dos alunos --está acima, portanto, da média salarial de alguém com diploma de ensino superior.
Está sendo lançada nesta semana uma excelente investigação, realizada por Norman Gall e Patrícia Guedes, sobre como as escolas públicas de Nova York estão atingindo bons resultados (coloquei trechos do livro no www.dimenstein.com.br) e isso explica, em boa parte, pelos estímulos para diretores e professores, inclusive no bolso, além da capacidade de atrair os talentos. Traduzindo: recompensa ao mérito, punição à mediocridade.
Não acredito que apenas aumentar de forma generalizada o salário do professor ajude o ensino público. Mas sinalizar boas condições de trabalho (que ainda estão longe de existir) e um pacote de recompensas pode atrair profissionais competentes. Sem isso, não há receita que funcione.
Ainda não dá para saber se o pacote será suficiente, mas está no caminho certo. Paga-se mais para quem se esforça mais, criando-se uma elite de professores, capazes, talvez, de influenciar a rede.
Valorizar competência é o melhor que se pode fazer pelos pobres.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/gilbertodimenstein/ult508u604030.shtml

Folha 0nline, 3/08/2009

Revista VEJA abre todo o seu acervo de 40 anos

Todas as edições da Revista VEJA poderão ser consultadas na íntegra na internet.
Exemplo: Eu pesquisei o ano 1987 (ano em que Carlos Drummond de Andrade faleceu) e lá estava a revista no mês de agosto.
.
A revista liberou o acervo em comemoração ao seu aniversário de 40 anos. A primeira edição de VEJA foi publicada em 11 de setembro de 1968.
O sistema de navegação é similar ao da revista em papel: o usuário vai folheando as páginas digitais com os cliques do mouse.
O acervo apresenta as edições em ordem cronológica, além de contar com um sistema de buscas, que permite cruzar informações e realizar filtros por período e editorias. Também é possível acessar um conjunto de pesquisas previamente elaborado pela redação do site da revista, com temas da atualidade e fatos históricos.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Vocações

Todos diziam que a Leninha, quando crescesse, ia ser médica. Passava horas brincando de médico com as bonecas. Só que, ao contrário de outras crianças, quando largou as bonecas não perdeu a mania. A primeira vez que tocou no rosto do namorado foi pára ver se estava com febre. Só na segunda é que foi carinho. Ia porque ia ser médica. Só tinha uma coisa: não podia ver sangue.
— Mas Leninha, como é que…
— Deixa que eu me arranjo.
Não que ela tivesse nojo de sangue… desmaiava. Não podia ver carne mal passada. Ou Ketchup. Um arranhãozinho era o bastante para derrubá-la. Se o arranhão fosse em outra pessoa ela corria para socorrê-la — era o instinto medico —, mas botava o curativo com o rosto virado.
— Acertei? Acertei?
— Acertou o joelho. Só que é na outra perna.
Mas fez vestibular para medicina, passou e preparou-se para começar o curso.
— E as aulas de anatomia, Leninha? E os cadáveres?
— Deixa que eu me arranjo.
Fez um trato com a Olga, colega desde o secundário. Quando abrissemum cadáver, fecharia os olhos. A Olga descreveria tudo para ela.
— Agora estão tirando o fígado. Tem uma cor meio…
— Por favor, sem detalhes…
Conseguiu fazer todo o curso de medicina sem ver uma gota de sangue.
Houve momentos em que precisou explicar os olhos fechados.
— É concentração professor...
Mas se formou. Hoje é médica, de sucesso. Não na cirurgia, claro. Se bem que chegou a pensar a convidar a Olga para fazerem uma dupla cirúrgica, ela operando com o rosto virado e a Olga dando as coordenadas.
— Mais pra esquerda… Aí agora corta!
Está feliz. Inclusive se casou, pois encontrou sua alma gêmea. Foi num aeroporto. No bar onde foi tomar um cafezinho enquanto esperava a chamada para o embarque, puxou conversa com um homem que parecia muito nervoso.
— Algum problema? — perguntou, pronta para medicá-lo.
— Não — tentou sorrir o homem. — É o avião.
— Você tem medo de voar?
— Pavor. Sempre tive.
— Então porque voa?
— Na minha profissão, é preciso.
— Qual é a sua profissão?
— Piloto.
Casaram-se uma semana depois.
.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mãe de Freud. Círculo de Livro, 1985.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Para eu - Para mim

* Usa-se para eu e não para mim com verbos no infinitivo (eu deve ser sujeito do verbo no
infinitivo). Nos demais casos usa-se para mim.

Ex.: Esse livro é para eu ler ?
....... Essas balas são para mim?


ATIVIDADES
01 – Tenho que ler bastante para ............. escrever melhor.
02 – Para ............... não há nenhum problema.
03 – Não há desentendimento entre .............. e ti.
04 – Percebi que o plano era para ............. desistir do jogo.
05 – Não vá sem ............... ao cinema.
06 – Sem ................ autorizar, ninguém deve entrar nesta sala.
07 – Já houve muitas discussões entre ti e ............. .
08 – Para ..............., aceitar esta condição é humilhante.
09 – Todos se voltaram contra ............. naquela ocasião.
10 – Quanto a .............. não faço objeções ao plano.
11 – Acho que eles estão olhando para ............... .
12 – Todos aqueles trabalhos são para ............... revisar
.



Observação:

Os pronomes eu e tu do ponto de vista da gramática normativa do Português culto, não devem ser acompanhada de preposição. Assim, deve-se escrever:

Entre mim e ti não há segredos.

e não

Entre eu e tu

Observe os exercícios 3, 5, 6, 7, 9 e 10 – casos em que a preposição rege os pronomes.

Preposições: - com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, sem, sob, sobre, para, a, até, após, perante, por, ante...

Salário de professor pode chegar a R$ 7 mil em São Paulo

O governador de São Paulo, José Serra, vai lançar na próxima terça-feira projeto para que um professor da rede estadual tenha um salário de até R$ 7 mil e um diretor, R$ 8 mil --os valores são cerca do dobro que essas categorias atingem atualmente, depois de chegar ao máximo da carreira.

Mas, para chegar lá, eles terão de submeter a vários testes, não faltar às aulas e ficar pelo menos três anos na mesma escola. Foi o jeito encontrado de reduzir a rotatividade e o absenteísmo, além de estimular a formação.

Todo o processo vai demorar 12 anos, dividido em quatros exames a cada três anos. Se aprovado, o candidato terá um aumento de 25% no salário. Mas a nota exigida será maior a cada exame, indo de 6 a 9, tornando mais difícil atingir o salário máximo.

Uma das ideias é fazer com que os professores e diretores sejam ajudados presencialmente ou em cursos a distância a realizar os exames.

Ninguém será obrigado a fazer os exames, mas, aí, terá se submeter aos aumentos regulares, baseados em tempo de serviço e diplomas --um professor com 40 horas/aulas ganha, no final da carreira, cerca de R$ 3.800 mensais.

A educação é apontada como uma das áreas mais vulneráveis da gestão do PSDB em São Paulo --a imensa maioria dos alunos sai do ensino médio sem saber ler e escrever adequadamente. Neste ano, foi lançada a obrigatoriedade para que todo professor que passe no concurso tenha de ficar pelo menos quatro meses estudando até ir para sala de aula.

domingo, 2 de agosto de 2009

Você sabe quais são as diferenças entre a gripe comum e a influenza A (H1N1)?


Procura-se um Amigo

Não precisa ser um super-homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.
.
AD

sábado, 1 de agosto de 2009

Mal e Mau

MAL = antônimo de bem
MAU = antônimo de bom

Ex.: A menina dançou mal.
.......Estou num mau dia.

Observação:
Mau é sempre adjetivo. Modifica o substantivo.
Ex.: Menino mau.
.......Menina má.


Mal pode ser advérbio (modo), substantivo ou conjunção (subordinativa adverbial temporal).
Ex.: João fala mal. (advérbio)
.......A preguiça é um mal. (substantivo)
.......Mal chegamos em casa, começou a chover. (conjunção)

ATIVIDADES

I - Complete com mau ou mal.

1- Ele tem fama de ser um ............ caráter.
2- O paciente chegou muito .............. ao pronto socorro.
3- Infelizmente tivemos um ............. começo.
4- Minha filha foi .............. nas provas.
5- Não pense ............. das pessoas.
6- Ele tem sido um ............. aluno.

II - Complete com mau, maus, , más, mal ou males, usando:
(1) adjetivo (2) advérbio (3) substantivo (4) conjunção

1- Fiz um ..........( ) negócio.
2- O filme começou ............( ) chegamos no cinema.
3- Muitos professores lêem pouco e escrevem .............( ).
4- Você teve uma .......... idéia quando me propôs deixar a cidade.
5- A ignorância é o pior dos ..................( ).
6- Deixe de ser ................ ( ), menina.
7- João é de índole .................( ).
8- ............. ( ) entrei na sala, todos cobraram a promessa.