"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham, nem fiam. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

AS PRIMEIRAS GRAMÁTICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

A primeira gramática da língua portuguesa foi publicada em 1536 por Fernão de Oliveira. A obra apresentava cinqüenta capítulos, que abordavam desde a história da linguagem até noções de sintaxe, com destaque para os aspectos sonoros; seu conceito de gramática era clássico: “a arte de falar e escrever corretamente”. Em 1540, surgiu a gramática de João de Barros, cronista e historiador da expansão lusa. As duas primeiras gramáticas da língua portuguesa seguiam uma mesma filosofia humanista: a exaltação da língua portuguesa, tida como a mais próxima dos padrões latinos. Daí a latinização sintática e léxica dos textos literários do século XVI.

Bixarada nas ruas

Após uma série de casos trágicos, os trotes universitários parecem ter chegado a um consenso entre o respeito e as brincadeiras

Na última segunda-feira, a Avenida Paulista parou. A causa não era o trânsito, muito menos uma prévia de Carnaval, apesar do som da bateria que tocava ao fundo. Pessoas pintadas da cabeça aos pés corriam em todas as direções, em busca de um trocado para dar aos seus "chefes". Era desse modo, que no clima de bagunça e da brincadeira do "mestre mandou", que os veteranos da Cásper Líbero, tradicional faculdade de São Paulo davam as boas vindas aos calouros de 2009. Hora da festa para os universitários, os trotes que acontecem nas primeiras semanas de aula são considerados um rito de passagem e uma forma de aliviar o estresse pós-vestibular. "É uma comemoração de uma nova etapa da vida, para relaxar e esquecer todas as horas de estudo. Rola uma integração com todo o pessoal da faculdade", justifica Gabriela de Oliveira, estudante do segundo ano de jornalismo, que comandava um grupo de bixos pela calçada movimentada. Abusivo ou não, o clima era de festa no trote da Cásper. Até os supostamente torturados pelos carrascos aprovavam as brincadeiras. "Conhecer as pessoas durante esse momento é muito divertido. Não estou nem um pouco incomodada de terem me pintado toda, na verdade eu acho justíssimo. A gente ralou muito para chegar aqui, agora temos mais é que comemorar", brinca Natalia Aparecida Henrique, de 19 anos, bixete de Gabriela.
Para alguns, entretanto, a brincadeira é uma "Barra Pesada", pois apesar de ser visto com bons olhos por grande parte dos estudantes, os trotes e calouradas já renderam diversas manchetes nas páginas policiais, além de muita dor de cabeça, tanto para os alunos, como para os pais. No início de fevereiro, em Leme (interior paulista), o estudante de veterinária Bruno Ferreira teve que ser hospitalizado, após ter ingerido grande quantidade de álcool e ser agredido por chicote. Outro caso emblemático foi o do calouro de medicina Edison Tsung Chi Hsueh, que morreu afogado durante o trote na piscina da USP, há 10 anos. Após tantos casos de final trágico, alguns veteranos passaram a tentar maneirar na brincadeira, como é o caso de Alexandre Facciola, estudante do terceiro ano de comunicação. "Eu pego leve, quando vejo que o bixo está muito assustado, falo que é uma brincadeira, depois a gente pinta, corta o cabelo, vou com calma", diz. Mas mesmo assim, sempre existem aqueles que fazem questão de judiar dos recém-chegados. Felipe Arrojo, de 18 anos, sentiu isso na pele na última segunda. "É horrível. As pessoas pegam pesado mesmo, parece que funciona assim. Estou com cola até no pescoço, tentei fugir, mas já era tarde demais", reclama. Mas mesmo incomodado, o Felipe observa um limite nas brincadeiras. "Apesar dos gritos e buzinas achei que ainda rola um tipo de respeito, pedi para não ingerir nenhum tipo de bebida alcoólica. Eles levaram na boa e não me forçaram a nada", completa.
Analisando pelo outro lado da questão, seja em trotes mais pesados ou leves, uma alternativa para as brincadeiras da primeira semana de aula têm sido as ações solidárias. Doação de sangue, cestas básicas e trabalho comunitários também fazem parte de ações parecidas. Foi o que aconteceu este ano no Centro Universitário Belas Artes, de São Paulo, que promoveu palestras sobre a importância da profissão escolhida. Em outros lugares, como na Faculdade Rio Branco, a tradição do pedágio é mantida, mas em vez do bar, o dinheiro arrecadado vai para instituições de caridade. "A gente pinta os calouros, faz a mesma integração que qualquer outra faculdade. Mas o dinheiro arrecadado vai para instituições parceiras", explica Renata Martins, estudante de Relação Internacionais. Sem dúvidas, uma boa maneira de não ficar de fora da festa, seguir as tradições universitárias e ainda contribuir com algo legal para a sociedade. Mas seja como for, se você não quiser pintar a cara e raspar o cabelo, é melhor só aparecer na segunda quinzena de aula...
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Fonte: http://guiadasemana.click21.com.br/Rio_de_Janeiro/Teen/Noticia/Capa.aspx?id=49940

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Se divertindo com o dicionário de inglês

· A hot day - arrote
· All face - alface
· All me roon - almerão
· Are you sick - Você tem C.I.C.?
· As pas goes - aspargos
· Beer in gel - beringela
· Better hab - beterraba
· Big Ben - Benzão
· Born to loose - Nascido em Toulose
· Car need the boy(mail kilo) - carne de boi (meio kilo)
· Corn Flakes - Cornos frescos
· Cow view floor - couve flor
· Feel Good - Bom frio
· Fourteen - Pessoa baixa e forte
· Free Shop - Chope de graça
· Go Home - Vai a Roma
· Halloween - Quando a ligação não está boa
· Happy New Year - Feliz Ouvido Novo
· I go tomorrow - O gato morreu
· I´m alone - Estou na lona
· I´m Hungry - Sou húngaro
· I´m sad - estou com sede
· It´s Ten O´Clock - Tu tens relógio
· It´s too late - É muito leite
· Key jow (parm zoon) - queijo parmesão
· Know How - Saber latir
· Layout - Fora da lei
· Lee moon - limão
· Mac car on - macarrão
· May go - pessoa dócil, afável.
· Merry Christmas - Maria Cristina
· My one easy - maionese
· One Ice-cream - Um crime cometido com frieza
· Paul me to - palmito
· Pay she - peixe
· Pier men tom - pimentão
· Puts grill low! Is key see, too much. - puts grilo esqueci os tomates.
· She must to go - Ela mastigou
· She´s cute - ela escuta
· She´s wonderful - Queijo maravilhoso
· So Free - Sofri, padeci
· Spa get - spaguete
· Stock car - estocar
· Telling The Truth - talão da T.R.U.
· The boy is behind the door - O boi está berrando de dor
· Three go - trigo
· To be champion - Ser bi-campeão
· To sir with love - Tossir com amor
· Welcome - Bom apetite
· With noise - conosco

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Poema de minha ex-aluna do ensino médio

Sei
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Que um dia, terei amor verdadeiro,
Serei tudo que sonho ser.
realizarei os meus sonhos, e sonharei
cada dia mais, eternamente.
Construirei meu castelo. Reinarei.
Dominarei o mundo e serei
uma estrela no céu,
uma gota d'água no mar,
uma grão de areia na praia.
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.....Enfim,
.....Terei o céu, o mar, a terra.
.....E o seu amor para mim.
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Emilene Paes

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

INTERTEXTUALIZANDO

Palavras Ao Vento
Cássia Eller
Composição: Marisa Monte / Moraes Moreira
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Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
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Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras
.
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
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Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
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Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento...
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http://www.youtube.com/watch?v=4M8DzDAGhk4
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A palavra mágica
Carlos Drummond de Andrade
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Certa palavra dorme na sombra de um livro raro.
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Como desencantá-la?
É a senha da vida
a senha do mundo.
Vou procurá-la.
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Vou procurá-la a vida inteira
no mundo todo.
Se tarda o encontro, se não a encontro,
não desanimo,
procuro sempre.
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Procuro sempre, e minha procura
ficará sendo
minha palavra.
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Carlos Drummond de Andrade © Graña Drummond
http://www.carlosdrummond.com.br

OS 10 MANDAMENTOS DE UM DOM-JUAN

1. Saber ouvir a mulher. Escutá-la e fazer perguntas pertinentes é o primeiro passo para a conversa ir adiante.

2. Mulher alguma se interessa por um homem que não tem o que dizer. Ele deve enriquecer a bagagem cultural para sustentar um papo interessante.

3. Descobrir o que faz uma mulher singular torna o homem mais atraente.

4. Bom-humor e elegância podem fazer do pior dos fracassados um sedutor.

5. Mulheres adoram homens bem-vestidos. Esqueça os conselhos de mamãe para montar o guarda-roupa.

6. Moda e perfeição visual, no entanto, são duas coisas diferentes. As mulheres detestam almofadinhas.

7. Pensar menos e agir mais. Elas gostam de homens com atitude e coragem, e não daqueles que demonstram insegurança desde o olhar.

8. É proibido ligar todos os dias. Mulher detesta homem grudento.

9. A conversa de um homem com uma mulher deve ser sexualizada. Mas nada de falar de sexo o tempo todo.

10. Os homens precisam aprender a dizer “não” a uma mulher. Não se pode colocar a mulher em um pedestal e tampouco ser demasiadamente gentil.


Fonte: professor Spike, Revista da FOLHA

Professor nota zero

Dos 241 mil professores que se submeteram à prova da Secretaria Estadual da Educação de São Paulo, 3.000 tiraram zero: não acertaram uma única sobre a matéria que dão ou deveriam dar em sala de aula. Apenas 111, o que é estatisticamente irrelevante, tiraram nota dez. Os números finais ainda não foram tabulados, mas recebo a informação que pelo menos metade dos professores ficaria abaixo de cinco. Essa prova tocou no coração do problema do ensino no Brasil, o resto é detalhe.
Como esperar que um aluno de um professor que tira nota ruim ou mediana possa ter bom desempenho? Impossível. Se fosse para levar a sério a educação, provas desse tipo deveriam ser periódicas em toda a rede (assim como os alunos também são submetidos a provas). Quem não passasse deveria ser afastado para receber um curso de capacitação para tentar se habilitar a voltar para a escola.
A obrigação do poder público é divulgar as listas com as notas para que os pais saibam na mão de quem estão seus filhos. Mas a culpa, vamos reconhecer, não é só do professor. O maior culpado é o poder público que oferece baixos salários e das universidades que não conseguem preparar os docentes. Para completar, os sindicatos preferem proteger a mediocridade e se recusam a apoiar medidas que valorizem o mérito.
O grande desafio brasileiro é atrair os talentos para as escolas públicas --sem isso, seremos sempre uma democracia capenga. Pelo número de professores reprovados na prova, vemos como essa meta está distante.

Fonte: Folha Online, em 9 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Comparações pertinentes e vergonhosas

Diamantina, interior de Minas, 1914.
O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras; humilde e obstinado, era e ainda é querido por todos até hoje.
Brasília, 2003.
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter estudado. Acha bobagem falar inglês. "Tenho diploma da vida", afirma. E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar, e sem trabalhar, sua meta até hoje, ao que parece. Exemplo para estudantes e trabalhadores...
Londres, 1940.
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.
Brasília, 2005.
A primeira-dama Marisa Letícia requer cidadania italiana - e consegue (sem ao menos falar italiano e, como sabemos, inúmeros pedidos de dupla cidadania de verdadeiros descendentes estão "na fila"). Explica, ingenuamente, que quer "um futuro melhor para seus filhos...".
Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.
Brasília, 2005.
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o "eu não sabia de nada!", e ainda acusa a imprensa de persegui-lo, posando como vítima. Disse que foi "traído...", mas não conta por quem.
Londres, 2001.
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.
Brasília, 2005.
O filho mais velho de Lula, o Fábio Luis Lula da Silva, é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa Gamecorp, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho mimado nessa "sujeira".
Qual sujeira?
Nova Délhi, 2003.
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo EMB 195, da Embraer, por US$ 10 milhões.
Brasília, 2003.
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve. Como todo novo-rico quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. NÓS MERECEMOS OS GOVERNANTES QUE TEMOS, O QUE FIZEMOS E O QUE FAREMOS ?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Ler deveria ser proibido!

“A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
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Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
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Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
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Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
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Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebida. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
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Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
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O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
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É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
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Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
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Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
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Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
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Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
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por Guiomar de Grammon.”
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* Publicado em: http://cassionl.blogspot.com/. Mais informações sobre o tema acesse: http://www.lerdeviaserproibido.com.br
** Graduado em Direito (Universidade Paranaense - Paranavaí, UNIPAR); Graduando em História (Faculdade Estadual de Educação, Ciência e Letras de Paranavaí, FAFIPA)


>>> Assista o vídeo "Ler devia ser proibido" acessando http://www.youtube.com/watch?v=57hum9zwjZc

Comunicado de utilidade pública

As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes nos acidentes da estrada, os feridos têm um celular consigo. No entanto, na hora de intervir com estes doentes, não sabem qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes no celular do acidentado.
Para tal, a Cruz Vermelha lança a ideia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contatos o NÚMERO DA PESSOA a contatar em caso de emergência. Tal deverá ser feito da seguinte forma: 'AA Emergência' (as letras AA são para que apareça sempre este contato em primeiro lugar na lista de contatos).
É simples, não custa nada e pode ajudar muito a Cruz vermelha ou quem nos acuda.Se lhe parecer correta a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos os seus amigos, familiares e conhecidos. É tão-somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação.
Por favor, não descarte esta mensagem! Reenvie-a para os contatos amigos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Amor

Mesmo que finjas não ouvir-me.
Eu te amo.
Mesmo que venhas a evitar-me.
Eu continuarei te amando.
Mesmo que zombes de mim.
Juntarei forças para amar-te ainda mais.
Mesmo que venhas a odiar-me.
Meu sentimento por ti será um imenso amor.
Mesmo que venhas a exterminar minha vida.
Continuarei te amando de uma outra dimensão.

Tu não me vencerás jamais!
Pois sou imbatível.
O que sinto é indestrutível.
É algo de outro mundo.
Não tem começo nem fim.
Tampouco cor ou formas.

Simplesmente te amo
E te amarei infinitamente.
E se mesmo com todo esse amor
Tu persistires em odiar-me.
Retornarei da dimensão em que estou
E nascerei novamente neste mundo.
Só que, desta vez, nascerei do teu ventre.
E assim me amarás.
Me alimentarás
Me farás carinhos.
Cantarás para mim canções de ninar
E me chamarás de: “Meu filhinho”!!!

Sim, sou teu filho.
Sou teu pai
Teu amante
Teu esposo a quem tanto rejeitas...
Em palavras simples e objetivas:
SOU DEUS.
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(Juarez Firmino)

Aulas na rede estadual começam em 16 de fevereiro

Secretaria de Estado da Educação teve de alterar datas para atribuição de aulas dos professores temporários

As aulas na rede estadual de Educação começam em 16 de fevereiro, segunda-feira. A Secretaria de Estado da Educação teve de alterar a data para o início do ano letivo, marcado anteriormente para 11 de fevereiro, devido a mudança no calendário de atribuição de aulas para professores temporários.
Na noite desta quarta-feira, 4 de fevereiro, a Secretaria foi comunicada de decisão liminar da Justiça para que participem da atribuição de aulas os professores que faltaram à prova realizada em 17 de dezembro - o que a Secretaria discorda, já que pretende avaliar o conhecimento dos professores que trabalham com as crianças e adolescentes da rede.
Esta prova é um dos critérios para atribuição dos temporários (junto com tempo de serviço e títulos). Com a decisão judicial, a atribuição, que começaria hoje para os temporários, seria totalmente prejudicada, já que as Diretorias de Ensino ficariam sem tempo para atribuir aulas corretamente.
A Secretaria irá recorrer à Justiça, via Procuradoria Geral do Estado. Mas alterou a data da atribuição para que as Diretorias tenham tempo correto para a distribuição de aulas entre os professores temporários, garantindo, assim, um início de ano letivo com todos os professores em salas de aula.
A classificação dos professores temporários (juntando prova, tempo de serviço e títulos) está disponível no site da Secretaria:
http://atribuicaoaula.edunet.sp.gov.br/atribuicaoaulas/menuprincipal.asp As novas datas para atribuição são: 10, 11, 12 e 13 de fevereiro. A Secretaria reservou as datas de 6 e 9 de fevereiro para possíveis recursos de professores à classificação.
Com início previsto para 16 de fevereiro, a rede estadual terá seu planejamento em 11, 12 e 13 de fevereiro (antes estava previsto para 25, 26 e 27 de fevereiro). Com isso, os 200 dias letivos estão garantidos para os alunos da rede estadual.