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O passado vai nos condenar
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Um espaço destinado a propiciar oportunidades de aculturação e entretenimento para todos aqueles que apreciem boas leituras e queiram estar em sintonia com as sutilezas da nossa querida Língua Portuguesa, um espaço de interação, prazer, enriquecimento e outras delícias...
Observação: antes do acordo, as letras K, Y e W não faziam parte do alfabeto do português, aparecendo em casos especiais (abreviaturas e estrangeirismos); a partir do acordo passam a vigorar oficialmente em nosso alfabeto.
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Observação: evidentemente, para efeito legal, deve permanecer a ortografia dos nomes próprios registrados em Cartório de Registro Civil.
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Observação: a intenção dessa regra é apenas consagrar um uso já comum na ortografia portuguesa, embora ainda não tivesse sido definida antes do acordo.
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Observação: os topônimos grafados na forma original, isto é, com a grafia estrangeira, são muito mais comuns no Brasil do que em Portugal, devendo haver, a partir do acordo, uma unificação em favor das formas vernáculas. Topônimos que não possuem, tradicionalmente, correspondente no vernáculo devem manter sua grafia original: Washington, Los Angeles, Buenos Ares, Zagreb etc.
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Observação: a acentuação mantém-se nas palavras que apresentam as condições descritas na regra, mas que são oxítonas: anéis, batéis, fiéis, papéis, corrói, herói(s), remói, sóis etc.
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Observação: a acentuação mantém-se nas palavras que apresentam as condições descritas na regra, mas que são proparoxítonas (maiúsculo, feiíssimo, cheiíssimo) ou possuem -i / -u não precedidos de ditongo (aí, cafeína, saída, saúde, país, viúvo, saístes, saúva).
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Observação: deve-se atentar para o fato de que somente na norma ortográfica lusitana o emprego desse hífen era obrigatório, uma vez que a norma ortográfica brasileira já dispensava seu uso.
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Observação: atente-se para o fato de, se comparada com a regra 1, esta se caracteriza como uma das propostas mais polêmicas do acordo, em razão de suas bases não explicitarem os casos em que as mudanças devem ocorrer. Regra 5: “emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos [...] constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio”. Regra 1: “compostos, em relação aos quais se perdeu, em certa medida, a noção de composição, grafam-se aglutinadamente” (grifo meu).
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Observação: Com exceção de alguns prefixos como co- (coabitar, coerdeiro) re- (reaver) etc.
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Observação: não se inclui o hífen em palavras indicadas por alguns prefixos como co- (cooptar, coordenar) pre- (preencher, preestabelecer), re- (reembolsar, reerguer) etc.
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Observação: trata-se de uma regra que tem particular incidência sobre a articulação lusitana, já que não é comum, na grafia brasileira, casos de consoantes mudas não pronunciadas, com exceção do h.
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Observação: Outros verbos terminados em -iar deverão seguir a conjugação regular (noticiar – noticio, influenciar – influencio, principiar – principio etc.) ou irregular (remediar – remedeio, mediar – medeio, odiar – odeio etc), conforme a tradição.
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Carpe Diem (“Aproveite o dia”)
Sê prudente, começa a apurar teu vinho, e nesse curto espaço
Abrevia as remotas expectativas. Mesmo enquanto falamos, o tempo,
Malvado, nos escapa: aproveita o dia de hoje, e não te fies no amanhã.
Horácio (65 a.C.- 8 a.C.), poeta latino, Odes, Livro1, ode 11, versos 6-8.
"Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. O romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
(Luis Fernando Veríssimo)
Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso dar apenas, boas razões para que gostem de mim e ter a paciência para que a vida faça o resto...
(William Shakespeare)
Nega-me o pão,
o ar, a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
(Pablo Neruda)
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"Encontrei hoje em ruas, separadamente, dois amigos meus que se haviam zangado um com o outro. Cada um me contou a narrativa de por que se haviam zangado. Cada um me disse a verdade. Cada um me contou a suas razões. Ambos tinham razão. Ambos tinham toda a razão. Não era um que via uma coisa e outro outra, ou que um via um lado das coisas e outro um lado diferente. Não: cada um via as coisas exactamente como se haviam passado, cada um as via com um critério idêntico ao do outro, mas cada um via uma coisa diferente, e cada um, portanto, tinha razão. Fiquei confuso desta dupla existência da verdade."
FERNANDO PESSOA